Só estava tentando bater na bola o mais rápido que conseguia': João Fonseca festeja vitória histórica sobre Djokovic
Dani Blaschkauer-são Paulo, Sp (folhapress) - 29/05/2026 20:39:59 | Foto: © FOTOJUMP/RIO OPEN
Acabou. Nunca antes na história de uma chave principal do tênis um brasileiro havia realizado o feito de derrotar Novak Djokovic.
O carioca João Fonseca conseguiu isso nesta sexta-feira (29), ao avançar às oitavas de final de Roland Garros batendo o maior campeão de Grand Slams da história por 3 sets a 2, de virada.
Até então, apenas um brasileiro havia derrotado Djokovic no circuito. Em 2004, o paulista Júlio Silva, com 24 anos, ganhou do até então desconhecido sérvio de 17 anos nas quartas de final do qualifying (torneio classificatório) do Challenger de Reggio Emilia, na Itália. O resultado não pode ser diminuído, mas para efeito de estatísticas da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), jogos que não são da chave principal não são computados nos confrontos diretos.
Qualifying é uma competição preliminar e que serve para preencher vagas da chave principal de um torneio. Ele reúne tenistas com posições mais baixas no ranking mundial que não obtiveram entrada direta pelo critério de pontuação.
Challenger é um torneio menor (em pontos e premiação) e servem para tenistas com baixo ranking adquirirem experiência para subir na classificação. Na escala de importância, Grand Slam, como é o caso de Roland Garros, esta no topo da pirâmide do tênis. Depois vem ATP Finals, Masters 1000, ATP 500 e ATP 250.
Além de quebrar o jejum de brasileiros, João Fonseca quebrou outra marca. O duelo desta sexta foi o mais longo da carreira de Djokovic em Roland Garros, com 4 horas e 53 minutos de duração. O recorde anterior era de 4 horas e 39 minutos contra o argentino Francisco Cerundolo, em 2024.
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MAIS BRASILEIROS
Depois de Silva, Djokovic enfrentou cinco brasileiros em chaves principais. Acumulou 11 vitórias.
Seu principal adversário foi Thomaz Bellucci, que chegou a ser 21º. do mundo. O sérvio ganhou seis vezes entre 2010 e 2016. A última partida foi a mais marcante. Na ocasião, no Masters 1000 de Roma (também no saibro), o paulista venceu o primeiro set por 6/0, mas foi derrotado de virada. Em outras duas oportunidades Belluci também perdeu de virada: 2011 e 2015.
Os outros cinco jogos foram contra três tenistas brasileiros: duas com Rogério Dutra Silva (2012 e 2018), uma contra João Souza (2015), uma contra Ricardo Mello (2005) e com Francisco Costa (2004).
SUPERANDO DJOKOVIC
Comparando Fonseca com Djokovic na mesma idade, o brasileiro já conseguiu superar outra marca do experiente tenista.
Foi também aos 19 anos que o sérvio, justamente em Roland Garros, chegou pela primeira vez às oitavas de final de um Grand Slam. E nesta idade, diante de tenistas top 10, ele obtivera uma vitória e quatro derrotas.
Djokovic, que hoje soma 101 títulos (sendo 24 Grand Slams), nunca havia sido campeão até Roland Garros de 2006.
Fonseca já acumula dois títulos e contra tenistas top 10 ganhou duas de oito partidas.
Agora se o brasileiro avançar às quartas irá quebrar outra marca adolescente de Djokovic.
Só estava tentando bater na bola o mais rápido que conseguia': João Fonseca festeja vitória histórica sobre Djokovic
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - João Fonseca estava em êxtase ao fim do duelo de quase cinco horas contra o sérvio Novak Djokovic pela terceira rodada de Roland Garros.
Apesar da diferença de idade -19 anos da jovem promessa do tênis brasileiro, contra 39 do recordista de títulos de Grand Slam, com 24 taças-, João reconheceu que teve dificuldades para acompanhar o ritmo do experiente adversário ao longo da partida vencida por 3 sets a 2 (parciais de 4/6, 4/6, 6/3, 7/5 e 7/5), em 4h53.
"Só estava tentando bater na bola o mais rápido que eu conseguia. O Djokovic simplesmente não erra. Eu acho que no final da partida ele estava mais em forma do que eu. É uma loucura", afirmou o brasileiro ainda dentro da quadra.
"É um prazer só de pisar na quadra contra ele. Estou muito feliz", disse o brasileiro, que conquistou a segunda vitória seguida após sair perdendo os dois primeiros sets. Na rodada anterior, também virou contra o croata Dino Prizmic, 72º do mundo.
Com três aces nos últimos três pontos da partida contra Djoko, João ainda brincou que se sentiu como o americano John Isner, conhecido no circuito pela potência no saque. "Nunca tinha feito isso antes."
O garoto ainda aproveitou o momento para parabenizar a mãe, Roberta Fonseca, presente nas arquibancadas das quadra Philippe-Chatrier -a mais importante de Roland Garros.
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