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Lava Jato mira desvios na saúde no Rio com propinas a conselheiros do TCE e deputados

Lava Jato mira desvios na saúde no Rio com propinas a conselheiros do TCE e deputadosFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Desvios de R$ 3 mi investigados pelo MP Estadual

Estadão Conteúdo - 14/05/2020 - 08:55:17

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta, 14, a operação ‘Favorito’ um desdobramento da Lava Jato, para investigar um grupo capitaneado por empresários que, por meio do pagamento de vantagens indevidas à Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Deputados Estaduais e outros agentes públicos, que se configura como um dos principais fornecedores de mão-de-obra terceirizada para o governo do Estado do Rio de Janeiro e órgãos à ele vinculados.

Simultaneamente, uma outra operação com o mesmo nome, ‘Favorito’ é realizada no Estado, com participação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e do Ministério Público Federal, para apurar o desvio de R$ 3,95 milhões em recursos públicos da saúde do Estado. Segundo o Ministério Público estadual, os valores foram repassados a uma organização social pela Secretaria de Saúde para a administração de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), tendo o desvio de recursos se dado através de pagamentos superfaturados a uma empresa responsável pelo fornecimento de alimentação às unidades de saúde.

Na nova etapa da Lava Jato, cerca de 120 policiais federais, com o apoio de auditores da Receita Federal, cumprem 42 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva nos Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. As ordens foram expedidas pela 7ª Vara Criminal Federal do Rio, ‘em razão dos indícios da prática dos crimes de lavagem de capital, organização criminosa, corrupção, peculato e evasão de divisas’, diz a PF.

Um empresário e duas empresas que são alvos da nova fase da Lava Jato também estão na mira da ação do Ministério Público Estadual. A ‘Favorito’ aberta pela promotoria cumpre cinco mandados de prisão e 25 de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pela 3ª Vara Criminal de Duque de Caxias.

Desvios de R$ 3 mi investigados pelo MP Estadual

A operação ‘Favorito’ realizada por força tarefa com a PF, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e o Ministério Público Federal, conta com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Delegacia Fazendária da Polícia Civil (DELFAZ).

Segundo o Ministério Público do Rio, a organização social recebeu, desde 2012, mais de R$ 763 milhões do Fundo Estadual de Saúde do Rio de Janeiro para a gestão das unidades de pronto atendimento.

A Promotoria indicou ainda que o ex-presidente da OS é apontado como o chefe da organização, teria articulado o esquema criminoso com a ajuda de dois subordinados e dos responsáveis por uma empresa fornecedora de alimentação e ainda de uma fornecedora de insumos hospitalares.

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