Brasileiros trocam performance por bem-estar sexual

No Dia do Sexo, aplicativo de relacionamentos revela que 51% dos solteiros enxergam o bem-estar sexual como um pilar essencial da saúde, com o prazer solo e a confiança emocional ganhando protagonismo entre as gerações

Brasileiros trocam performance por bem-estar sexual
Brasileiros trocam performance por bem-estar sexual

Redação Com Informações De Assessoria - 03/09/2026 07:17:55 | Foto: Magnific

Às vésperas do Dia do Sexo, o happn, aplicativo de relacionamentos da vida real, divulga uma pesquisa que evidencia uma mudança cultural: a intimidade é cada vez mais associada ao bem-estar e ao autocuidado mental, deixando de lado a busca por performance física. Segundo o estudo, mais da metade dos solteiros brasileiros (51%) considera a saúde sexual um pilar fundamental do equilíbrio emocional e da qualidade de vida. Essa visão se fortalece com a idade, subindo de 41% entre os jovens de 18 a 25 anos para 58% na faixa a partir dos 36 anos, mostrando como a maturidade reconfigura a sexualidade em prol da conexão emocional.

Essa busca por equilíbrio pessoal também ressignifica a intimidade solo, quebrando tabus históricos e consolidando a prática como uma aliada da saúde mental. A pesquisa aponta que 34% dos entrevistados consideram a masturbação um hábito legítimo de autocuidado para aliviar o estresse e a carga mental. A tendência é ainda mais forte entre as mulheres, com 43% delas enxergando o prazer solo como autocuidado, enquanto os homens tendem a encará-lo mais como uma válvula de escape física quando estão solteiros (33%). O movimento acompanha a redução da ansiedade sexual: 32% dos participantes relatam que a pressão por desempenho diminuiu ao longo dos anos, abrindo espaço para um foco maior em limites, conforto e bem-estar.

Na experiência compartilhada, a conexão emocional e a confiança são prioritárias para 61% dos entrevistados. No entanto, os dados mostram um forte contraste geracional entre as mulheres: enquanto apenas 35% das jovens (18 a 25 anos) colocam a confiança emocional em primeiro lugar, essa exigência salta para 74% entre as mulheres mais maduras (36+). Para as mais jovens, a prioridade imediata está mais voltada ao alívio do estresse, relaxamento e regulação emocional (41%) do que apenas ao prazer físico. Esse olhar mais consciente para a relação se reflete na satisfação: a percepção de uma vida íntima plena aumenta com o tempo, atingindo 33% entre os adultos mais velhos, frente a 23% entre os jovens.

Apesar disso, abordar esses desejos no início da paquera ainda é um desafio. Embora 42% dos entrevistados se sintam muito confortáveis em falar sobre desejos ou fantasias logo no começo do papo, há uma clara diferença de gênero: os homens se mostram bem mais propensos a tocar no assunto de imediato (41%), enquanto a maioria das mulheres prefere construir uma relação prévia de confiança (56%). Além disso, a principal barreira para as mulheres costuma ser a falta de confiança para expressar o que gostam (39%), ao passo que os homens temem intimidar o Crush ou quebrar o clima (38%).

"Estamos acompanhando uma evolução na forma como os solteiros se relacionam e vivenciam a intimidade. Nossos usuários estão se libertando de pressões ultrapassadas e redefinindo a sexualidade como uma parte essencial e consciente do bem-estar geral. Ao deixar a busca por desempenho de lado para focar em autoconhecimento, confiança e saúde mental, eles constroem conexões muito mais saudáveis, tanto consigo mesmos quanto com futuros parceiros”, diz Karima Ben Abdelmalek, CEO e Presidente do happn.

*Pesquisa do happn realizada em agosto com 1.084 usuários no Brasil

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