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Modernização na coleta de lixo começam a funcionar a partir de hoje no Distrito Federal

Modernização na coleta de lixo começam a funcionar a partir de hoje no Distrito FederalFoto: Correio Braziliense

As mudanças no sistema de recolhimento de lixo na capital federal preveem a economia de R$ 400 milhões aos cofres públicos: 2,5 mil toneladas produzidas por dia no DF

Alan Rios - Correio Braziliense - 10/10/2019 - 09:03:27

Mudanças de contratos no Serviço de Limpeza Urbana (SLU) permitem economia aos cofres públicos com modelos que começam a funcionar a partir de hoje. Entre eles o recolhimento alternado de lixo e a coleta seletiva em todo o Distrito Federal

O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) começa hoje transformações nos serviços prestados no Distrito Federal. Um novo contrato assinado unifica ações em toda a capital com modernizações e planejamentos semelhantes às estratégias utilizadas em países de referência no tratamento de resíduos. No total, cerca de 2,5 mil toneladas de lixo são produzidas, todos os dias, na capital, número que preocupa o SLU e exige reformulações. Por isso, a modernidade em equipamentos e em visões administrativas são implementadas e prometem ganhos financeiros e ambientais, com um modelo que prevê economia de cerca de R$ 400 milhões dos cofres públicos, segundo o órgão.

Umas das primeiras mudanças passa pela coleta alternada. Até ontem, 35% do DF ainda tinha recolhimento diário, mas a metodologia não favorecia avanços. “Em algumas regiões, a coleta era realizada de forma alternada, como Ceilândia, Samambaia e Taguatinga. Mas, em outras, esse trabalho era diário. Hoje, estamos unificando, e vamos recolher o lixo dia sim, dia não. Isso é uma tendência mundial, feita na Alemanha, Suécia e nos Estados Unidos, para citar alguns países”, explica Gustavo Souto Maior, diretor adjunto do SLU e especialista em gestão ambiental.

Segundo ele, trata-se de uma “operação de guerra” colocar todo o serviço de limpeza para operar diariamente com êxito, mas o novo planejamento facilita a organização, gerando economia. “Na gestão passada, houve três contratos de limpeza pensados para cinco anos, a um custo de R$ 2,1 bilhões. Neste ano, os contratos foram assinados por R$ 1,7 bilhão, com mudanças bem positivas”, detalha.

Gustavo acredita que as mudanças devem gerar críticas da população nos primeiros dias, mas os benefícios serão vistos a longo prazo, pois haverá redução de gastos de viagens de caminhões, redirecionamento de funcionários e aplicação em sistemas que diminuem os problemas do acúmulo de lixo no DF. “Logo, as pessoas vão se acostumar a deixar o lixo na porta dia sim, dia não. Depois, elas vão observar melhorias”, prevê o diretor do SLU. Entre as promessas do órgão estão a instalação de 50 papa-entulhos, 244 pontos de entrega voluntária de lixo para coleta, 382 contêineres enterrados e 21 mil cestos de lixos.

O GDF espalhará 50 papa-entulhos no DF para receber grandes resíduos (Vinicius Cardoso Vieira/Esp. CB/D.A Press - 25/1/19)
O GDF espalhará 50 papa-entulhos no DF para receber grandes resíduos

GPS

Outro ponto importante dos novos contratos é a ampliação da coleta seletiva. Atualmente, cerca de 52% da capital recebe o serviço de recolhimento e transporte de materiais como papel, papelão, plástico, isopor e metal. A ideia do Governo do Distrito Federal (GDF), no entanto, é ampliar esse benefício para toda a capital nos próximos seis meses. Apenas algumas áreas rurais devem ficar de fora, pois o recurso investido no serviço para alcançá-las seria maior do que as vantagens econômicas, mas todas as regiões administrativas serão contempladas.

Com o modelo, todo o material que pode ser reutilizado passa por triagens e é comercializado pelas cooperativas de catadores, gerando trabalho e renda, minimizando a extração de recursos naturais para fabricação de novos produtos e reduzindo gastos com aterramento de resíduos. “Aterrar lixo é aterrar dinheiro. A gente poderia reutilizar na cadeia esses materiais que são colocados debaixo da terra, porque são ganhos sociais, financeiros e ambientais, mas temos de contar com a conscientização da população. Todo o material da coleta seletiva é encaminhado para as cooperativas. Algumas faturam R$ 500 mil por mês com as coletas, empregando pessoas que, antes, trabalhavam no lixão da Estrutural”, ressalta Gustavo.

Outros benefícios econômicos vêm do investimento em modernizações de serviços do SLU. Limpeza de ruas, pintura de meios-fios e fiscalizações serão auxiliadas por máquinas novas. “Muitos serviços que eram realizados por garis, que exigiam muito deles, serão mecanizados. Outro avanço é que vamos ter todos os equipamentos de empresas de limpeza com GPS. Com isso, vamos controlar pela central, monitorando onde eles estão passando, o horário adequado e a rota, permitindo multas na mesma hora se a empresa não cumprir o contrato”, finalizou o especialista.


Descarte especial

Trata-se de pontos de entrega de poda, resíduos da construção civil, objetos volumosos (como móveis, vasos e sofás) e óleo de cozinha usado. Eles contam com rampa de acesso a veículos pequenos para o descarte de resíduos diretamente em caçambas.



Próximas instalações

21 mil

Total de cestos de lixos

382

Quantidade de contêineres enterrados

244

Pontos de entrega voluntária de lixo para coleta


Faça a sua parte

» Condomínios residenciais devem colocar resíduos em contêineres nas cores verde para coleta seletiva e cinza para coleta convencional

» Embale vidros em jornal ou coloque em caixas ou garrafas PET para evitar acidentes

» Pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes e eletroeletrônicos devem ser entregues em pontos de coleta no comércio. Medicamentos vencidos e seringas pode ser entregues em farmácias

ou em postos de saúde

» Coloque o lixo em sacos resistentes e bem fechados

» Recicláveis também podem ser entregues nos papa-entulhos

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