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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 12 de agosto de 2022

O agronegócio terá contas a ajustar com o futuro

O agronegócio terá contas a ajustar com o futuro

Foto: Brasil de Fato

Trata-se de triste realidade, erguida sobre a falácia de que o setor específico está centrado na redenção econômica e definitiva do país.

Por Circe Cunha-correio Braziliense - 25/05/2019 - 09:59:11

O desmatamento assustador e o aumento, sem precedentes, de liberação de agrotóxicos têm estreita relação com um tipo de agronegócio predatório. Nos últimos anos, essa combinação perversa vem se expandindo, em franco desrespeito à vegetação nativa, aos rios, aos animais, às pessoas, às comunidades indígenas e tradicionais das regiões. São nessas áreas que a monocultura e a pecuária avançam.


Trata-se de triste realidade, erguida sobre a falácia de que o setor específico está centrado na redenção econômica e definitiva do país. Ocorre que nesse ritmo acelerado de desrespeito ao meio ambiente, com derrubada de matas nativas para formar pastos e desenvolvimento das monoculturas de milho, soja, algodão e outros produtos, associados a altíssimas aplicações de veneno contra pragas, o Brasil poderá, em pouco tempo, se transformar num imenso deserto, árido e inóspito ao próprio homem.


Alerta nesse sentido vem sendo feito há anos por especialistas renomados, não apenas do Brasil, mas de todo o mundo. Ocorre que o poderoso lobby do agronegócio, tanto político quanto econômico, tem impedido as discussões evoluírem para o patamar da racionalidade, considerando os impactos na atual e nas futuras gerações. Se fossem colocados numa balança, a médio e longos prazos, os benefícios e os prejuízos decorrentes desse tipo específico de produção agropecuária, sem dúvida alguma, seria avassalador o passivo, representado pelo esgotamento e envenenamento do solo e de rios, associados ao desaparecimento de espécies de plantas que sequer foram descritas cientificamente

O problema é convencer as autoridades de uma realidade que ainda está, para muitos, num horizonte futuro, longe da situação atual de bonanças trazidas, momentaneamente, por esse setor. É preciso ainda notar que a atividade, altamente mecanizada, prescinde de mão de obra numerosa, sendo, portanto desenvolvida por poucos indivíduos e, invariavelmente, garantem riqueza apenas para uma pequena elite, alheia e contrária a tudo o que diz respeito a ecologia, meio ambiente ou preservação da natureza, mudanças climáticas e outros assuntos do gênero.


Os números atuais falam a favor desse tipo de agronegócio, responsável por mais de 24% do Produto Interno Bruto (PIB). Também a área cultivada ultrapassa, em grandeza, a de muitos países da Europa. Com uma produção média de 3,5 toneladas por hectare, Brasil é um gigante no setor agrícola. De um modo geral, todos os números gerados pelo agronegócio são superlativos. Do ponto de vista meramente econômico, esse é um setor vitorioso.


Poderia sê-lo muito mais se houvesse, por parte das pessoas que exploram a atividade, uma consciência clara dos impactos ambientais causados pela busca de lucro a qualquer preço. A Região Amazônica e o cerrado têm sido, de longe, as áreas que mais têm perdido biodiversidade para o avanço irracional da agricultura e da pecuária. Para se ter uma ideia, entre 2018 e 2019, a Amazônia sofreu o maior percentual de desmatamento de toda a sua história. Nesse período, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a região vem perdendo, em média, 52 hectares por dia, isso, num ritmo que vem se acentuando nas semanas, provocando perdas de até 19 hectares por hora.




A frase que foi pronunciada
“Glifosato é veneno na sua comida, pesticida que acaba com a vida”.
Faixa no protesto do Porto, em Portugal




Golpe
» Cuidado com boletos que chegam por e-mail. Quadrilha que rouba dados envia com o valor e dados corretos para cobrança. Meses depois, o pagador descobre que o dinheiro enviado foi para outra conta, e continua devendo a tevê por assinatura ou o boleto de escola. Se reclamar, ganha a causa. A responsabilidade de resguardar os próprios dados recai sobre a instituição da cobrança.



Rodas da paz
» Sempre que podemos defendemos os ciclistas da cidade. Os atletas, principalmente, que contam com a evolução educativa da sociedade em reconhecer que no trânsito, o mais fraco deve ser protegido. Mas ver um ciclista na madrugada treinando na contramão da DF-005 sem sinalização alguma é total falta de bom senso.



Trânsito
» Também as motos na cidade estão extrapolando as regras. São cada vez mais comuns as ultrapassagens pela direita. Situação de perigo constante.



Fração de segundos
» Na W3 Norte, em vários pontos, funcionários atravessam a pista para almoçar. Perto do BRB, uma moça iniciou a travessia com um sorriso, passou a primeira pista, parou e uma motocicleta a alcançou em cheio. Foi uma imagem horrenda.





História de Brasília
“A Imperial”, “Galo Vermelho”, “Casas Riachuelo”, “A Pioneira da Borracha” e “Casas de Pneus Itália”, são cinco casas importantes do comércio da Cidade Livre, que este mês se mudaram para o Plano Piloto. ( Publicado em 21/11/1961 )



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