Pesquisadores do Instituto Nacional da Mata Atlântica descobrem nova espécie de antúrio no Espírito Santo

Ainda em processo de oficialização, os pesquisadores já consideram a espécie ameaçada de extinção

Pesquisadores do Instituto Nacional da Mata Atlântica descobrem nova espécie de antúrio no Espírito Santo
Pesquisadores do Instituto Nacional da Mata Atlântica descobrem nova espécie de antúrio no Espírito Santo

Ministério Da Ciência, Tecnologia E Inovação - 12/03/2026 09:55:02 | Foto: Ricardo Ribeiro/Divulgação

Pesquisadores descobriram uma nova espécie de antúrio, planta comumente usada na jardinagem e decoração por ser exuberante e ter flores resistentes. A espécie, que foi coletada no município de Linhares (ES), cresce sobre as rochas, recebeu o nome de antúrio-das-pedras (Anthurium petraeum) e foi descrita em um artigo científico publicado recentemente na revista internacional de botânica Phytotaxa .

A descoberta foi feita por estudiosos do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); da Universidade Federal do Espírito Santo; da Universidade de São Paulo; e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ).

Segundo o pesquisador e biólogo do INMA que participou da descoberta, Ricardo Ribeiro, a expedição inicial tinha por objetivo localizar e mapear, fora de unidades de conservação, plantas ameaçadas de extinção. Até o momento, a nova espécie é considerada endêmica do Espírito Santo, com registros nos municípios de Linhares e Marilândia.

“Nós coletamos exemplares de plantas e de animais, além de informações sobre clima, para montar um banco de dados. Mesmo com poucos registros, nós já suspeitávamos que a nova espécie poderia estar ameaçada de extinção por estar em fragmentos muito pequenos de floresta. Agora, nós só precisamos oficializar isso”, explica o botânico.

A antúrio-das-pedras tem folhas grandes e firmes, com a base no formato de coração. Com a lâmina da folha com mais de 20 nervuras laterais visíveis, a espádice, ou seja, sua flor, é longa e de um vermelho vivo brilhante antes de abrir totalmente. Depois da floração, a estrutura fica marrom-avermelhada.

“O antúrio-das-pedras é diferente do Anthurium sagrilloanum e do Anthurium xanthophylloides na cor da inflorescência e nas características vegetativas da folha. Vegetativamente o sagrilloanum tem nervuras proeminentes mais claras do que a lâmina foliar, enquanto em petraeum as nervuras são menos contrastantes em relação à lâmina foliar. No caso do xanthophylloides, a planta tem um caule que alcança mais de um metro e meio de comprimento e folhas triangulares, e o petraeum é uma planta menor”, finaliza o especialista.

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