Projeto de usina em praia gera embate entre governo e Anatel e pode cortar Internet no Brasil

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Projeto de usina em praia gera embate entre governo e Anatel e pode cortar Internet no Brasil
Projeto de usina em praia gera embate entre governo e Anatel e pode cortar Internet no Brasil

Agência Sputnik Brasil - 02/10/2023 15:55:35 | Foto: Vista aérea de Fortaleza. - Jade Queiroz/MTur/Governo de Fortaleza

Uma das praias mais conhecidas do Nordeste, a Praia do Futuro em Fortaleza (CE), está sendo palco de discussão entre operadoras e o governo local por uma causa que atingiria todo o país: a construção de uma usina na praia que pode danificar cabos que levam Internet para todo o Brasil.

Fortaleza é a capital do estado que fica "mais perto" do continente europeu, e por isso, é a porta de entrada para Internet no país. De lá, os cabos partem para o Rio de Janeiro e São Paulo, e esses cabos são os responsáveis por 99% do tráfego de dados para todo Brasil.

"O Ceará, em especial a cidade de Fortaleza, é que garante a interconexão do Brasil com o resto do mundo", afirmou o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, na quarta-feira (27).

De um lado, o governo do estado defende a obra de uma usina para converter água do mar em potável aos cearenses, do outro, as empresas telefônicas temem que a estrutura cause o rompimento de cabos submarinos que fornecem Internet, segundo o G1.

Se os cabos forem rompidos, conforme alertado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o país inteiro fica off-line ou com a Internet bastante lenta. Para evitar o risco, a Anatel emitiu uma recomendação contrária à instalação do projeto da usina de dessalinização.

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Já a iniciativa da construção da usina de dessalinização é liderada pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). Conforme o projeto, a usina deve ampliar em 12% a oferta de água na cidade.

Para o diretor-presidente da companhia, Neuri Freitas, a distância entre cabos e outras infraestruturas foi ampliada de 40 para 500 metros, contornando a área do projeto da usina que pode danificar os cabos para evitar riscos, e por isso, não há motivo para que a obra não aconteça.

"A nosso ver, isso está totalmente resolvido, não vamos trazer nenhum risco, buscamos a conciliação. A gente acha que não há esse risco já que no continente todos os cabos cruzam com alguma estrutura, como rede de gás, de energia e diversas outras estruturas", afirmou Freitas.

Em nota, a companhia afirmou que fez alterações no projeto que custaram " na ordem de R$ 35 a 40 milhões "; como ele está elaborado atualmente, a usina " não apresenta nenhum risco ao funcionamento dos cabos submarinos localizados na Praia do Futuro ".

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A recomendação da Anatel parou o andamento do projeto, com a estimativa de que a entrega da usina atrase em pelo menos seis meses. A previsão inicial é de que a usina teria as operações iniciadas em 2025.

Com as novas medidas, a Cagece espera que a Anatel revise a medida que travou o andamento do projeto, escreve a mídia.

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