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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 20 de setembro de 2021

Restos mortais de 140 mil anos revelam 'nova espécie humana' em IsraelFoto: Photo / Martin Meissner

Restos mortais de 140 mil anos revelam 'nova espécie humana' em Israel

Ossos de neandertais, de aproximadamente 140 mil anos, descobertos em Israel podem reescrever a história da evolução humana

Portal Sputnik Brasil - 25/06/2021 - 09:28:39

Uma equipe internacional de cientistas descobriu o que poderia ser uma nova espécie humana, batizada como "Homo Nesher Ramla", o mesmo nome do sítio onde os restos foram encontrados, em Israel.

De acordo com o estudo, um elemento marcante da descoberta é a datação de aproximadamente 140 mil anos, definido como o fim do Pleistoceno Médio.

"O elemento crucial desta descoberta é, particularmente, a datação, de aproximadamente 140 mil anos, naquele que é definido como o fim do Pleistoceno Médio", explicou um dos autores do estudo, Giorgio Manzi.

De acordo com o especialista, este período de tempo representa uma "fase de transição" da evolução humana das formas arcaicas do homem para as mais modernas, incluindo os neandertais e os Homo sapiens.

Professor Israel Hershkovitz, da Universidade de Tel Aviv, com os ossos fossilizados encontrados em Nesher Ramla

© REUTERS / Ammar Awad

Professor Israel Hershkovitz, da Universidade de Tel Aviv, com os ossos fossilizados encontrados em Nesher Ramla

As análises de dados sobre suas ferramentas de pedra, fauna, ambiente e possível comportamento associado aos restos encontrados no sítio israelense, mostraram que os Homo Nesher Ramla eram caçadores eficientes e usavam a madeira para atear fogo, e que sabiam como mantê-lo e também usá-lo para cozinhar.

Ou seja, estes hominídeos "dominavam plenamente a tecnologia que até há pouco estava relacionada com o Homo sapiens ou os neandertais, observaram os cientistas, ressaltando que as descobertas apontam para as interações culturais entre as diferentes linhagens ancestrais durante o Paleolítico Médio.

Professor Israel Hershkovitz, da Universidade de Tel Aviv, com os ossos fossilizados encontrados em Nesher Ramla

© REUTERS / Ammar Awad

Professor Israel Hershkovitz, da Universidade de Tel Aviv, com os ossos fossilizados encontrados em Nesher Ramla

Além disso, as análises dos ossos do crânio, mandíbula e segundo molar inferior revelaram que a espécie apresentava "uma combinação distinta de traços neandertais e arcaicos".

Para os cientistas, estes hominídeos foram os últimos sobreviventes da mesma população ancestral do Pleistoceno Médio, que com toda a probabilidade, esteve envolvida na evolução do homem na Europa e Ásia Oriental no mesmo período.

"Os restos de Nesher Ramla mostram a contínua alternância nos últimos 200 mil anos de restos humanos de neandertais e humanos modernos [Homo sapiens] nos sítios do Levante Mediterrâneo", afirmou Juan Luis Arsuaga, um dos autores do estudo.

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