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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 16 de outubro de 2021

Setor empresarial brasileiro pede que o país tenha "protagonismo" e "objetivos climáticos ambiciosos" na COP26

Setor empresarial brasileiro pede que o país tenha Foto: OMM/Boris Jordan

O setor empresarial brasileiro espera que o país tenha "protagonismo" e "objetivos climáticos ambiciosos" na próxima Conferência sobre o Clima, a COP26, que será realizada em novembro em Glasgow, Escócia.

Agência Xinhua De Noticias - 28/09/2021 - 09:36:46

Em uma carta divulgada nesta segunda-feira por 107 empresas e 10 entidades setoriais intitulada "Empresários pelo Clima", os signatários pediram medidas para uma economia de baixo carbono e assumiram sua responsabilidade nessa transformação para evitar os efeitos negativos produzido pela mudança climática.

"O mundo necessita, com urgência, caminhar para uma economia de baixo carbono e o setor empresarial no Brasil reconhece sua responsabilidade nessa transformação", afirma o texto. "Objetivos climáticos ambiciosos correspondem a nossa convicção de que o Brasil deve buscar protagonismo nas negociações do clima", acrescentou.

A carta é uma iniciativa do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), que representa cerca de 80 grupos empresariais que atuam no país, responsáveis pelo 47% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e 1,1 milhão de trabalhadores.

O documento contou com a adesão de multinacionais brasileiras como BRF, Braskem, Cosan, Natura, Ipiranga, JBS, Suzano, Votorantim e o banco Bradesco.

O grupo de empresas que assina a carta destaca que o Brasil tem vantagens corporativas únicas na busca para alcançar uma economia de emissões líquidas de carbono neutras, mas necessita de apoio político e de legislação para apoiar essa trajetória dentro de um compromisso firme, com ações eficazes para acabar com o desmatamento ilegal e preservar o meio ambiente.

"Temos ambição climática e nossas empresas contam cada vez mais com metas de neutralização na ciência, utilizando parâmetros com critério de governança corporativa, social e ambiental", afirmaram as empresas e entidades signatárias.

Todas elas propõem um mercado de carbono regulado no Brasil, que segundo um estudo da CEBDS, pode alcançar entre 200 e 300 milhões de reais (entre US$ 37 milhões e US$ 55 milhões) em sua fase inicial (2022-2024) com transações de direitos de emissão e créditos de carbono.

De acordo com a entidade, é possível "reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa em até 42% no Brasil já em 2025, em comparação com os níveis de 2005".

"Os objetivos climáticos ambiciosos correspondem a nossa convicção de que o Brasil deve buscar protagonismo nas negociações do clima. Esse é o papel compatível com nossa tradição de integridade climática, presente na decisão do país em assumir uma contribuição nacionalmente determinada para o combate às mudanças relevante e não condicionada, e de construção de consensos internacionais que tem caracterizado nosso país", destacou a carta.

"O Brasil deve manter sua centralidade nesse diálogo, sob pena de um enorme prejuízo ao setor produtivo e à sociedade brasileira", concluíram os signatários.

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