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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 29 de janeiro de 2022

“UNA-SE pelo Fim da Violência contra as Mulheres até 2030”

“UNA-SE pelo Fim da Violência contra as Mulheres até 2030”Foto: Reprodução Onu Mulheres

ONU Mulheres aborda o potencial do esporte para o empoderamento de meninas na campanha “UNA-SE pelo Fim da Violência contra as Mulheres até 2030”

Por Onu Mulheres - 30/11/2021 - 08:10:38

Até 10 de dezembro, ONU Brasil mobiliza parcerias com o governos, parlamentos, sistema de justiça, empresas e sociedade civil com o mote “UNA-SE pelo fim da violência contra as mulheres e meninas – Vida e dignidade para todas” em apoio à iniciativa internacional 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Esse ano, o esporte é um dos focos por meio da ONU Mulheres Brasil

A ONU Brasil está promovendo, até 10 de dezembro de 2021, a edição anual da campanha do Secretário-Geral da ONU “Una-se pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, desenvolvida desde 2008, em apoio aos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres e Meninas. Este ano, a iniciativa completa três décadas de mobilização internacional. Em todo o mundo, a ONU está abordando o tema: “Pinte o mundo de laranja: fim da violência contra as mulheres agora!”.

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A campanha também tem como um dos focos o empoderamento de meninas e jovens por meio do esporte, como uma ferramenta fundamental para a prevenção e eliminação da violência contra mulheres e meninas. Essa ação está sendo levada a cabo em parceria com o programa Uma Vitória Leva à Outra, ação conjunta da ONU Mulheres e do Comitê Olímpico Internacional, em parceria com as ONGs Empodera e Women Win. Por meio de histórias e experiências compartilhadas, a campanha irá mostrar como o esporte permite a essas meninas o desenvolvimento de habilidades para a vida, como autoconfiança, autonomia e liderança, fazendo com que rompam com estereótipos de gênero e com o ciclo de violência, não só individualmente, mas em suas comunidades.

A campanha da ONU Brasil faz o chamamento para a união de esforços e de ações para garantir a vida e a dignidade de todas as mulheres e meninas, inclusive no período de recuperação da pandemia da COVID-19. A pandemia exacerbou fatores de risco para a violência contra mulheres e meninas, incluindo desemprego e pobreza, e reforçou muitas das causas profundas, como estereótipos de gênero e normas sociais prejudiciais.

Estima-se que 11 milhões de meninas podem não retornar à escola por causa da COVID-19, o que aumenta o risco de casamento infantil. Estima-se também que os efeitos econômicos prejudiquem mais de 47 milhões de mulheres e meninas vivendo em situação de pobreza extrema em 2021, revertendo décadas de progresso e perpetuando desigualdades estruturais que reforçam a violência contra as mulheres e meninas.


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“Por meio do esporte, meninas e jovens podem se desenvolver como líderes, empoderar-se e realizar tudo o que sempre quiseram. Essa compreensão desde cedo é fundamental para que cada vez menos mulheres se vejam em ciclos de violência.”, explica a representante da ONU Mulheres Brasil, Anastasia Divinskaya. “Por isso, vamos abordar na campanha dos 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra Mulheres o esporte como essa força motriz e de empoderamento para a vida das meninas e adolescentes”, diz.


Campanha no Brasil – Com o mote “UNA-SE pelo fim da violência contra as mulheres e meninas – Vida e dignidade para todas”, a campanha deste ano tem como foco visibilizar a complexidade da violência contra as mulheres e meninas em diferentes grupos sociais, em que suas identidades e condições de vida acentuam e ampliam vulnerabilidades para mulheres e meninas negras, indígenas, quilombolas, LBTQIAP+, com deficiência, idosas, migrantes e refugiadas. Para tanto, entende ser fundamental a abordagem interseccional de análise sobre as situações de violência sofridas pelas mulheres e meninas, entendendo que elas são diferentes a partir dos locais concretos e simbólicos ocupados por cada uma delas.

Com esse posicionamento, a campanha pretende evidenciar que a violência contra mulheres e meninas não é apenas doméstica e física e mostrar diversos outros locais/situações e tipos de violência sofridas pelas mulheres. É o caso da violência em áreas rurais e urbanas; em espaços públicos e privados – em casa e nas ruas, no ambiente político, no local de trabalho; por causa de sua atuação, como acontece com as defensoras de direitos humanos e do meio ambiente.

Ações no Brasil – A programação da campanha deste ano conta com a realização de ‘eventos on-line’ e presenciais, iluminações de prédios na cor laranja em adesão global à mensagem da prevenção da violência, assim como diversos conteúdos publicados nas redes sociais e sites da ONU Brasil e instituições parceiras. Serão ações direcionadas a ampliar a conscientização e responsabilização de toda a sociedade e suas instâncias para a realidade da violência contra as mulheres e meninas e chamar para a ação conjunta, em um concreto engajamento.

Vale reforçar que a campanha se sustenta sobre o entendimento de que a violência contra as mulheres e meninas é uma violação dos direitos humanos e, portanto, afeta todas as dimensões de suas vidas, sendo responsabilidade de toda a sociedade sua erradicação.

Origem dos 16 Dias de Ativismo – A campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres foi criada por ativistas do Instituto de Liderança Global das Mulheres em 1991 e neste ano marca seu 30º aniversário.

Mais de 6.000 organizações em aproximadamente 187 países participaram da campanha desde 1991, com alcance de 300 milhões de pessoas. Continua a ser coordenada, a cada ano, pelo Centro para Liderança Global de Mulheres (CWGL) e é usada como uma estratégia de organização por pessoas, instituições e organizações em todo o mundo para prevenção e eliminação da violência contra as mulheres e meninas.

Em todo o mundo, os 16 Dias de Ativismo abrangem o período de 25 de novembro (Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres) e 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos). No Brasil, a mobilização se inicia em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, para buscar ações de combate ao racismo e ao sexismo e pelo enfrentamento à violência contra mulheres e meninas negras.

Programa Uma Vitória Leva à Outra – O programa surgiu no contexto dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e, entre 2015 e 2017, foi implementado em 20 Vilas Olímpicas da cidade do Rio de Janeiro, alcançando diretamente cerca de 800 meninas e tornando-se um dos legados olímpicos. Em 2018, o Programa deu início à sua segunda fase, que se encerra em maio de 2022. Nesta segunda fase, a previsão é de alcançar mais de 1000 meninas em oito territórios em situação de vulnerabilidade social do Rio de Janeiro.

Junto a práticas esportivas de qualidade, o programa realiza atividades com as beneficiárias para o desenvolvimento de habilidades para a vida, como autoconfiança, autonomia, educação sexual e reprodutiva. As atividades esportivas deste ciclo contam com futebol, vôlei, judô, rugby, capoeira e ginástica rítmica.


Para saber mais sobre o programa, acesse o site: www.umavitorialevaaoutra.org.br



Para contato e outras informações:



Assessoria de imprensa Maúna


……..

ONU Brasil / UNIC Rio – Centro de Informação da ONU

Roberta Caldo – 21 98202.0171

caldo@un.org

ONU Mulheres – Assessoria de Comunicação

Isabel Clavelin – 61 98175 6315

isabel.clavelin@unwomen.org

Programa Uma Vitória Leva à Outra – Assessoria de Comunicação

Luna Costa – 21 99237-3541

luna.oliveira@unwomen.org

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