8 sinais de que está na hora de marcar uma consulta com o dentista

Dor, sangramento na gengiva e mau hálito persistente estão entre os alertas que merecem atenção; consultas preventivas também ajudam a identificar problemas antes que provoquem sintomas graves

8 sinais de que está na hora de marcar uma consulta com o dentista
8 sinais de que está na hora de marcar uma consulta com o dentista

Redação Com Informações De Assessoria - 26/10/2026 06:38:03 | Foto: Magnific

Nem sempre os problemas bucais dão sinais evidentes. Uma cárie pode evoluir sem dor, alterações na gengiva podem passar despercebidas e algumas lesões só são identificadas durante uma avaliação profissional. Por isso, esperar o desconforto aparecer ou se tornar intenso para procurar um dentista pode atrasar o diagnóstico e tornar o tratamento mais complexo.

Segundo Jefrey Quadros, dentista da São Bernardo Samp, reconhecer os sinais de alerta e manter consultas regulares são medidas importantes para evitar complicações e preservar dentes e gengivas. No próximo domingo, dia 25 de outubro, quando é celebrado o Dia do Dentista. Como está a sua saúde bucal?

Confira oito situações que indicam que pode ser hora de agendar uma avaliação.

1. Dor de dente, mesmo que passageira

A dor é um dos sinais mais conhecidos de que algo não vai bem. “Ela pode estar relacionada a cáries, trincas, desgaste do esmalte ou inflamação da polpa dentária, a parte interna do dente. Mesmo quando desaparece espontaneamente, o incômodo não deve ser ignorado, pois a causa pode continuar evoluindo. Dores intensas ou persistentes exigem avaliação rápida, principalmente quando acompanhadas de inchaço ou febre”, orienta o dentista.

2. Sensibilidade frequente ao frio, ao calor ou ao mastigar

Sentir um incômodo ao tomar uma bebida gelada ou consumir algo quente pode parecer inofensivo, mas, quando a sensibilidade é frequente, intensa ou persiste após o contato com esses alimentos, é importante investigar. “O sintoma pode estar associado a cáries, retração gengival, desgaste do esmalte ou trincas. A dor ao mastigar também merece atenção, pois pode indicar alterações que precisam de tratamento”, afirma Quadros.

3. Sangramento na gengiva durante a escovação

Gengivas que sangram ao escovar os dentes ou usar fio dental podem estar inflamadas. Uma das causas mais comuns é a gengivite, geralmente provocada pelo acúmulo de placa bacteriana. Sem tratamento, o quadro pode evoluir para periodontite, doença que compromete os tecidos responsáveis pela sustentação dos dentes e pode levar à perda dentária. O sangramento recorrente não deve ser considerado normal.

4. Mau hálito que não desaparece

O mau hálito persistente pode ter relação com a saburra lingual, uma camada de resíduos e bactérias que se acumula sobre a língua, além de cáries e doenças gengivais. “Quando o problema continua mesmo com a higiene bucal adequada, é importante procurar um dentista para identificar a origem. A avaliação permite orientar o tratamento e verificar se há alguma condição que exija cuidados específicos”, explica o dentista da São Bernardo Samp.

5. Dentes amolecidos ou mudanças na mordida

“A mobilidade de um dente permanente é um sinal de alerta, especialmente quando surge sem motivo aparente.” O problema pode estar relacionado à doença periodontal ou a outras alterações que afetam as estruturas de sustentação dentária. Mudanças na forma como os dentes se encaixam, desalinhamentos recentes e dificuldade para mastigar também merecem avaliação profissional.

6. Feridas, manchas ou nódulos que não cicatrizam

Aftas e pequenas lesões podem surgir por diferentes motivos, mas alterações que persistem por mais de duas semanas precisam ser examinadas. Manchas brancas ou avermelhadas, áreas endurecidas e nódulos também merecem atenção, mesmo quando não provocam dor. “Embora nem toda alteração represente uma doença grave, algumas podem estar associadas a lesões potencialmente malignas ou ao câncer de boca. O diagnóstico precoce é fundamental”, reforça.

7. Inchaço, pus ou febre associados a problemas dentários

Inchaço na gengiva ou no rosto, presença de pus e febre podem indicar uma infecção odontológica e exigem atendimento rápido. A dificuldade para abrir a boca também é um sinal de alerta. “Quando há dificuldade para respirar ou engolir, ou inchaço que aumenta rapidamente, é necessário procurar atendimento de emergência. Nesses casos, não se deve esperar por uma consulta de rotina nem tentar resolver o problema apenas com receitas caseiras”, alerta Quadros.

8. Nenhum sintoma, mas muito tempo sem ir ao dentista

“A ausência de dor não significa que a saúde bucal esteja em dia. Cáries iniciais, doença periodontal, trincas, desgaste dentário, alterações relacionadas ao bruxismo e até lesões próximas à raiz dos dentes podem evoluir sem sinais perceptíveis.” Em alguns casos, é necessário um raio-x para identificar alterações que não aparecem no exame visual. Para muitas pessoas, consultas a cada seis meses são uma referência, mas a frequência deve ser definida individualmente, conforme o risco e as necessidades de cada paciente.

Prevenção começa nos hábitos diários

Além de reconhecer os sinais de alerta, alguns cuidados ajudam a preservar a saúde bucal entre as consultas. “Escovar os dentes com creme dental fluoretado, usar fio dental diariamente e higienizar a língua são medidas fundamentais. A escovação antes de dormir merece atenção especial, pois a produção de saliva diminui durante o sono, reduzindo uma das defesas naturais da boca.

Também é importante reduzir a frequência do consumo de açúcar, evitar o tabagismo, moderar o consumo de bebidas alcoólicas e não usar os dentes para abrir embalagens ou morder objetos. Consultas preventivas completam esses cuidados, permitindo identificar alterações precocemente e receber orientações adequadas para cada caso”, conclui o dentista.

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