A opinião de João Zisman: BRB no modo “travou geral”

Base em silêncio estratégico

A opinião de João Zisman: BRB no modo “travou geral”
A opinião de João Zisman: BRB no modo “travou geral”

Por João Zisman - 27/02/2026 16:10:04 | Foto: Divulgação

O BRB fechou a noite anunciando que conseguiu na Justiça o bloqueio e arresto de ações ligadas a investigados do caso Master. Tradução política imediata: o banco corre para impedir que patrimônios desapareçam antes que as responsabilidades apareçam. Em Brasília, quando se fala em arresto, ninguém pensa apenas em cautela jurídica. O termo mais ouvido nos bastidores é outro, bem menos técnico: pânico controlado.

Base em silêncio estratégico

No Buriti, o movimento do dia foi menos visível, mas não menos revelador. Deputados distritais passaram a medir cuidadosamente declarações públicas e votações sensíveis, sinal clássico de recalibragem política. Quando a base fala menos, normalmente está ouvindo mais. E, em Brasília, escuta excessiva costuma anteceder negociação mais cara.

Autonomia com preço atualizado

A relação entre Executivo e CLDF segue funcional, porém longe da antiga zona de conforto. Parlamentares começam a testar limites sem romper pontes, prática comum quando o calendário político avança e o custo do apoio passa por revisão informal. Apoio continua existindo. Gratuidade, nem tanto.

CPMI vira arquibancada

A sessão da CPMI do Congresso Nacional degenerou rapidamente em gritaria, empurrões e troca de acusações após a aprovação da quebra do sigilo financeiro de Lulinha, filho do presidente. Se a moda pega, as sessões da CLDF correm o risco de ficar ainda mais decepcionantes. O espetáculo cresce na mesma proporção em que o debate encolhe.

Capital sente o humor nacional

A turbulência política em Brasília federal inevitavelmente respinga na Brasília administrativa. Secretários e operadores locais acompanham o ambiente em Brasília não por curiosidade institucional, mas por sobrevivência prática. Sempre que o Congresso entra em modo confronto, projetos, recursos e prioridades passam a depender menos de planejamento e mais de timing político.

Economia em modo observação

O mercado voltou a operar olhando menos indicadores e mais o noticiário político. O câmbio melhora, os números ajudam, mas ninguém em Brasília confunde alívio momentâneo com tranquilidade estrutural. Investidor não foge de crise econômica previsível. O que assusta mesmo é imprevisibilidade política com prazo indefinido.

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