A opinião de João Zisman: Teste da base, Brasília observa

Efeito dominó

A opinião de João Zisman: Teste da base, Brasília observa
A opinião de João Zisman: Teste da base, Brasília observa

Por João Zisman - 26/02/2026 17:02:47 | Foto: Divulgação

Teste da base

O PL que autoriza o GDF a usar imóveis como garantia para atender exigências do Banco Central envolvendo o BRB servirá para definir a solução, ou não, da questão técnica e também para medir o tamanho real da tropa de Ibaneis Rocha na CLDF. Em ano pré-eleitoral, cada voto tende a valer mais do que discurso.

Brasília observa

A tensão entre Executivo e deputados distritais deixou de ser apenas ruído de bastidor. O enfrentamento em torno do projeto expõe algo mais profundo: parlamentares começam a recalibrar distância do governo olhando menos para o presente e mais para 2026.

Efeito dominó

Nos corredores políticos, a equação é simples. Se o governo vence com folga, recompõe autoridade. Se enfrenta resistência relevante, abre-se oficialmente a temporada de autonomia parlamentar. E autonomia, em Brasília, costuma significar negociação mais cara.

Anotações que falam

O vazamento das anotações atribuídas a Flávio Bolsonaro sobre disputas estaduais reacendeu a guerra silenciosa pelas vagas ao Senado e governos em 2026. A direita entra cedo demais na fase de definição interna, sempre o momento mais sensível de qualquer coalizão.

Sentença histórica

A condenação dos envolvidos no assassinato de Marielle Franco encerra uma etapa judicial longa, mas reabre o debate político sobre infiltração do crime organizado nas estruturas de poder. O impacto institucional ainda está longe de terminar.

Pressão externa

No cenário internacional, a escalada verbal entre Estados Unidos e Irã volta a contaminar mercados e diplomacia. Sempre que o Golfo Pérsico entra no radar, energia, inflação e juros deixam de ser variáveis domésticas.

Economia em compasso cauteloso

Indicadores seguem apontando desaceleração moderada, enquanto o governo tenta sustentar narrativa de estabilidade. O mercado, porém, continua operando no modo espera, observando risco fiscal e ambiente político antes de qualquer movimento mais firme.

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