Black Friday tem golpe do site falso com uso de inteligência artificial

 'Black Friday' não tem relação com escravidão: Conheça possíveis origens

Black Friday tem golpe do site falso com uso de inteligência artificial
Black Friday tem golpe do site falso com uso de inteligência artificial

Cristiane Gercina E Gabriela Cecchin, São Paulo, Sp (folhapress) - 28/11/2025 19:38:56 | Foto: © PAULO PINTO/AGÊNCIA BRASIL

Golpistas estão utilizando IA (inteligência artificial) para criar sites falsos e lojas online que imitam as redes tradicionais para aplicar golpes em consumidores nesta Black Friday. Segundo o Reclame Aqui, foram registradas 431 reclamações no site na edição deste ano.

A IA é usada para fazer com que a loja online pareça legítima e tenha uma aparência profissional e convincente. A maior parte dos sites é impulsionada por anúncios pagos em redes sociais, onde os criminosos patrocinam promoções-relâmpago com descontos altos e produtos muito desejados.

Na pressa de aproveitar as ofertas Black Friday, a pessoa clica no link, paga via Pix e, em segundos, a loja simplesmente desaparece.

Entre os consumidores que estão em busca de ofertas nesta Black Friday, 42% deles disseram que já se depararam com alguma oferta que parecia um golpe feito com IA.

Entre os pontos que chamaram a atenção e os ajudaram a identificar as ofertas suspeitas estão: barato demais para ser verdade (50%), loja fake se passando loja oficial (36%) e urgência desnecessária para fazer a compra (25%).

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) também alertou para falsas lojas online e falsas compras, que podem fazer com que o cliente perca muito dinheiro.

A federação afirma que há ainda o perigo de golpes "engenharia social", que consiste na manipulação do usuário para que ele forneça informações confidenciais para o roubo de dados pessoais.

As abordagens são feitas com páginas falsas que simulam ecommerce. Golpistas usam promoções inexistentes enviadas por emails, SMS e mensagens de WhatsApp, e ainda criam perfis falsos de lojas em redes sociais.

Se o produto ofertado está com o preço muito abaixo do que é vendido no comércio em geral e se o vendedor está pressionando para fechar logo uma compra, dizendo que ela pode ficar indisponível, a chance de ser um golpe é grande, alerta a Febraban.

"Sempre fique muito atento. O produto tem um preço médio no comércio de R$ 1.000,00, mas alguém está anunciando o mesmo item por R$ 300? Há fotos e vídeos de antes e depois de produtos com resultados mirabolantes? A loja oferece poucas opções de pagamento? O ecommerce é recém-criado em rede social? Pare, pense e desconfie. Pode ser golpe", afirma Adriano Volpini, diretor do Comitê de Prevenção a Fraudes da Febraban.

Criminosos também clonam sites de varejistas famosos para induzir os consumidores ao erro, colocando uma letra a mais no endereço do site, que muitas vezes fica imperceptível para o cliente ou ainda trocando, por exemplo, uma letra "o" pelo número "0".

"Por isso, recomendamos que o cliente faça sua pesquisa de preços, e quando escolher a loja, digite diretamente o endereço do site na barra do navegador. Nunca clique em links enviados por emails, SMS ou aplicativos de mensagens e sempre dê preferência para lojas conhecidas", afirma Volpini.

No caso dos golpes com lojas em redes sociais, os perfis geralmente são recém-criados, com ofertas muito vantajosas e com 100% de depoimentos positivos de compradores recomendando a venda.

"Golpistas criam perfis falsos que investem em mídia para aparecer em páginas e stories de redes sociais, inclusive com depoimentos falsos de compradores. Também usam sites de vendedores de depoimentos e bancos de fotos e vídeos internacionais para dar crédito ao produto e enganar o consumidor", adverte o diretor.

VEJA DEZ DICAS PARA FAZER COMPRAS SEGURAS NA BLACK FRIDAY
1. Dê preferência aos sites conhecidos para as compras e verifique a reputação de sites não conhecidos em páginas de reclamações
2. Tenha muito cuidado com emails de promoções que tenham links. Ao receber um email não solicitado ou de um site no qual não esteja cadastrado para receber promoções, é importante verificar se realmente se trata de uma empresa idônea. Acesse o site digitando os dados no navegador e não clicando no link
3. Sempre desconfie de empresas que pedem pagamentos antecipados e prometem entregas em prazos longos
4. Verifique com atenção as formas de pagamento oferecidas pelo ecommerce e desconfie quando existem poucas opções
5. Desconfie das promoções cujos preços sejam muito menores que o valor real do produto, pois criminosos se utilizam da empolgação dos consumidores em fazer um grande negócio para coletar informações e aplicar golpes
6. Golpistas criam perfis falsos de lojas e patrocinam posts nas redes sociais para enganar o consumidor. Verifique se a página tem selo de autenticação, número de seguidores compatíveis. Desconfie de páginas recém-criadas
7. De preferência para o uso de cartão virtual nas compras online
8. Se for fazer uma compra presencial com cartão, sempre confira o valor na maquininha de cartão antes de digitar a sua senha
9. Insira você mesmo o cartão na maquininha. Caso tenha entregado o cartão ao vendedor, sempre verifique se o cartão devolvido é realmente o seu. Golpistas costumam aproveitar o momento de empolgação e aglomeração no comércio de rua para trocar o seu cartão
10. Se for pagar com Pix, sempre faça o pagamento dentro do ambiente da loja virtual. Quando o varejista fornecer o código QR Code, confira com atenção todos os dados do pagamento e se a loja escolhida é realmente quem irá receber o dinheiro. Só após essa checagem detalhada, faça a transferência. A mesma dica vale para pagamentos com boletos

'Black Friday' não tem relação com escravidão: conheça possíveis origens

LUCAS ALMEIDA, SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O boato que liga a origem da "Black Friday" com a venda de pessoas escravizadas costuma circular nas redes sociais nesta época do ano, mas não há registros que liguem a data e o evento com a escravidão.

A ORIGEM DO TERMO "BLACK FRIDAY"
Não há uma só explicação histórica para a definição do termo.

De acordo com a enciclopédia Britannica, o termo surgiu com a polícia da Filadélfia. Nos anos 1960, os policiais começaram a usar o nome para descrever o caos que resultava quando um grande número de turistas ia à cidade para fazer suas compras de fim de ano e, em alguns anos, assistir ao jogo anual de futebol entre o Exército e a Marinha, no sábado.

As enormes multidões criavam uma dor de cabeça para a polícia, que trabalhava em turnos mais longos do que o habitual enquanto lidava com engarrafamentos, acidentes, furtos em lojas e outros problemas.

Em poucos anos, o termo Black Friday criou raízes na Filadélfia. Os comerciantes da cidade até tentaram suavizar o nome, chamando de "Big Friday" ("Grande Sexta-Feira").

O termo só "pegou" nos anos 1980. Ainda segundo a enciclopédia, o nome "Black Friday", no sentido de um impulso positivo nas vendas, só foi crescer nos EUA no final da década, quando os comerciantes começaram a espalhar a narrativa de "sair do vermelho".

Nessa época, a Black Friday foi descrita como o maior dia de compras nos EUA. No entanto, a maioria das lojas teve suas maiores vendas no sábado anterior ao Natal.

OUTRA ORIGEM
Historicamente, a Black Friday tem outra conotação, não relacionada com compras. Em 1869, financiadores de Wall Street tentaram monopolizar o mercado de ouro do país na Bolsa de Ouro de Nova York, comprando o máximo possível do metal precioso, com a intenção de fazer os preços dispararem.

Em uma sexta-feira, 24 de setembro, a intervenção do presidente Ulysses S. Grant fez com que o plano ruísse. O mercado de ações despencou instantaneamente, levando milhares de norte-americanos à falência.

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