Distrito Federal tem menor taxa nacional de partos entre adolescentes no Brasil

Rede pública da capital oferece métodos contraceptivos e orientação sobre saúde sexual; ações nas escolas aproximam os serviços dos jovens

Distrito Federal tem menor taxa nacional de partos entre adolescentes no Brasil
Distrito Federal tem menor taxa nacional de partos entre adolescentes no Brasil

Agência Brasília* | Edição: Plácido Fernandes - 06/11/2026 06:44:16 | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

O Distrito Federal registrou a menor proporção de partos de mães adolescentes no Brasil. O dado do Ministério da Saúde considera os primeiros quatro meses de 2026. No período, 7,48% dos partos na capital foram de mães de até 19 anos, enquanto a média nacional ficou em 11,3%.

A meta da Secretaria de Saúde (SES-DF) é reduzir esse índice para 5,93%. Para isso, a rede pública oferece métodos contraceptivos e promove ações educativas nas unidades de saúde e nas escolas.

Como obter orientação e contraceptivos

Nas unidades básicas de saúde (UBSs), os preservativos podem ser retirados na entrada, sem necessidade de solicitação a um profissional. Há, ainda, pílulas e injeções anticoncepcionais, dispositivo intrauterino (DIU) e implante contraceptivo, conhecido como Implanon.

Em 2026, foram colocados mais de 30 mil implantes contraceptivos no DF, sendo mais de seis mil em adolescentes. Quando chegam à unidade, os profissionais explicam como cada método funciona, seus possíveis efeitos colaterais e a forma correta de uso. A escolha é compartilhada de acordo com as necessidades da paciente e a avaliação da equipe de saúde.

O atendimento respeita o sigilo profissional e também pode incluir testes para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e início do pré-natal, quando necessário. Os adolescentes do sexo masculino também recebem orientação sobre saúde sexual e planejamento reprodutivo.

Informação também chega às escolas

Parte das ações ocorre fora de unidades de saúde. Em Ceilândia, por exemplo, o projeto Escolhas, vinculado ao Programa Saúde na Escola (PSE), leva informações sobre saúde sexual e reprodutiva aos estudantes.

A iniciativa aproxima as equipes dos adolescentes que nem sempre procuram uma UBS. Os encontros abordam métodos contraceptivos, prevenção de ISTs, consentimento, violência, higiene íntima e uso de álcool, cigarro e outras drogas.

Essas atividades também incentivam os jovens a pensar sobre seus planos para o futuro e sobre como uma gravidez na adolescência pode interferir nesses projetos.

A participação de servidores jovens e estudantes de cursos superiores da área da saúde ajuda a criar um ambiente acolhedor, com linguagem acessível e espaço para perguntas sem julgamentos.

De acordo com Viviane Tobias, responsável pela área técnica de saúde da mulher na Atenção Primária à Saúde da SES-DF, as equipes recebem orientações para atender às necessidades específicas da adolescência. O cuidado inclui informações sobre práticas de prevenção e atenção a situações de vulnerabilidade.

Os profissionais também são orientados a identificar situações de violência e a encaminhar os pacientes aos serviços especializados. Veja, neste link, onde buscar atendimento em casos de violência.

*Com informações da SES-DF

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