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Justiça de Honduras determina pena de 30 a 50 anos para assassinos de Berta Cáceres

Bertha Zuñiga, filha da liderança indígena, comenta sentença sobre o caso: "O caminho não termina aqui"

Camila Parodi E Zoe Pc Marcha Noticias | Peoples Dispatch - Brasil D Fato - 03/12/2019 - 12:02:57

O caso de Berta Cáceres, liderança indígena e popular assassinada há 3 anos, segue em pauta na justiça de seu país, Honduras. Nesta segunda-feira (02), a Suprema Corte hondurenha anunciou a sentença de cada um dos sete envolvidos no assassinato. Entre eles, um funcionário e um ex-funcionário da empresa hidrelétrica DESA, responsável pelo projeto hidrelétrico Agua Zarca, ao qual a líder e as comunidades indígenas lenca sempre se opuseram, e membros das Forças Armadas.

Com a sentença, a Corte individualizou a pena de cada um dos condenados – sob protestos da família e dos movimentos indígenas e populares – e agora deve determinar novas investigações sobre o assassinato para incluir os autores intelectuais do crime.

Quatro dos condenados, Elvin Rápalo, Óscar Torres Velásquez, Edilson Duarte e Henry Hernández, cumprirão pena de 34 anos pela execução do assassinato de Berta Cáceres, mais 16 anos e 4 meses pela tentativa de assassinato de Gustavo Castro.

Outros dois, Sergio Ramón Rodríguez e Douglas Bustillo, cumprirão pena de 30 anos e 6 meses como coautores. Mariano Díaz, ex-oficial do Exército, também foi condenado e cumprirá pena de 30 anos por omissão.

Embora o Ministério Público tenha anunciado publicamente diversas vezes que continua investigando o caso, até a data não foram decretadas mais ordens de prisão por autoria intelectual, a não ser de David Castillo, presidente da DESA, que cumpre prisão preventiva a mais de um ano e meio sem que seu caso avance para um julgamento.

Nesse sentido, o Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (Copinh), organização indígena coordenada por Berta Cáceres, sustenta a exigência de uma justiça integral e espera que a justiça determine também as prisões dos autores intelectuais do crime.

Em diálogo com os portais Peoples Dispatch e Marcha , Bertha Zuñiga, atual coordenadora do COPINH e filha de Berta Cáceres, comenta esta nova fase do julgamento e possíveis desfechos.

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