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‘Ministro’ Ricardo Salles perdeu outra vez, boa nova

‘Ministro’ Ricardo Salles perdeu outra vez, boa novaFoto: Lula Marques - Fotos Públicas

A Amazônia foi saída da pasta que dirige. Portanto, é motivo de comemoração para os não intoxicados por cloroquina e seu mentor

Por João Lara Mesquita - Mar Sem Fim - 27/11/2020 - 10:11:43

A já famosa resolução do Conama suspendendo a proteção de mangues e restingas uma abjeta decisão do ‘ministro’ alienado, a ponto de jamais ter posto os pés na Amazônia até a criação do mais bizarro dos ministérios, caiu no STF. Não é a primeira vez que o ‘Midas ao contrário’ perde. A Amazônia foi saída da pasta que dirige. Portanto, é motivo de comemoração para os não intoxicados por cloroquina e seu mentor. Aquele que chama os filhos por números, o mesmo primário que não percebe o mal que provoca ao País no momento em que a humanidade se depara com o mais grave problema a ser enfrentado, o aquecimento global. Post de opinião, ‘Ministro’ Ricardo Salles perdeu outra vez, boa nova .

“O Supremo Tribunal Federal formou maioria na tarde desta quarta, 25, para manter as regras de proteção a mangues e restingas que foram derrubadas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), colegiado presidido pelo ministro Ricardo Salles.

“Agora, seis dos onze ministros já votaram para restaurar as medidas protetivas, derrubando o ato do Conama. Cármen Lúcia, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e o decano Marco Aurélio Mello votaram para acompanhar o voto de Rosa Weber.”

“A ministra afirmou que as resoluções do Conama poderiam levar ao ‘agravamento da situação de inadimplência do Brasil para com suas obrigações constitucionais e convencionais de tutela do meio ambiente’.”

“A ministra Rosa Weber afirmou no voto que foi referendado pelos colegas: “A supressão de marcos regulatórios ambientais, procedimento que não se confunde com a sua atualização, configura quadro normativo de aparente retrocesso no campo da proteção e defesa do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.”

Um negacionista perdedor

O ‘ministro’ é um contumaz perdedor. Pra começar, é negacionista do clima. Sua única ‘conquista’ é cargo atual. Presente do inquilino do Palácio do Planalto, com inteligência digna de um paralelepípedo.

O chefe só se ocupa em livrar os filhos de problemas na Justiça; desdenha a pandemia, maltrata o ‘Posto Ipiranga’ que impede de trabalhar, e não se incomoda com os problemas brasileiros. Passa o tempo nas redes sociais como se não houvesse reformas estruturais a fazer.

É tão brutesco como seu guru, o ex-presidente dos Estados Unidos. Passou quase 30 anos no Congresso sem apresentar nada que preste.

Este site desafia quem mostrar algum projeto dele, ou dos ‘números’. Além de se locupletarem com dinheiros públicos. E aprenderem a praticar ‘rachadinhas’. Não vale citar a condecoração a milicianos da pior extirpe, um câncer, em especial no Rio de Janeiro, mas não apenas.

O capitão que sequer o Exército aguentou, saiu para não ser saído. Foi eleito em razão da escandalosa roubalheira perpetrada por Lula e seus comparsas do PT.

Não fosse isso, o adorador da cloroquina que elevou o Brasil à categoria de pária internacional, continuaria sua medíocre carreira política nos subterrâneos do baixo clero.

Eleito, a única promessa de campanha que cumpriu foi estimular seu ‘ministro’ um sua jihad contra a legislação ambiental, parte da qual infringiu por inconsequência ainda quando se aproveitava dos anos de ócio no Congresso.

A resolução do Conama

Aconteceu para favorecer especuladores imobiliários, uma das chagas do litoral brasileiro. E a carcinicultura , mamata de espertalhões do Nordeste.

Foi em razão destes tipos que o ‘ministro’ retirou a proteção aos mangues e restingas em setembro de 2020, depois de incentivar o desmatamento nos biomas terrestres.

Ele desconhecia não apenas a maior floresta úmida do planeta. Também não tem noção sobre o que se passa no litoral. E aqui voltamos ao…

Aquecimento global

No momento em que a União Europeia e Japão anunciam a meta de atingirem a emissão neutra em 2050, que Biden vence as eleições e anuncia a volta dos Estados Unidos ao Acordo de Paris, e até a China dedicou se plano quinquenal de 2016-2020 para a questão ambiental, o desorientado tira a proteção da floresta de manguezal que além de ser o segundo principal berçário de vida marinha, é o maior sumidouro de gás carbônico da atmosfera.

Blue carbon

Foi em razão desta qualidade que surgiu a expressão blue carbon, ou carbono azul , porque o ‘manguezal suga uma quantidade de gás carbônico duas vezes maior que a mesma área de floresta amazônica (fonte Fapesp )’.

‘No Nordeste, a conversão de 1 hectare de manguezal em fazenda de camarão emite cerca de 10 vezes mais gás carbônico do que a queima de 1 hectare de floresta continental (Idem).’ Por estas qualidades serem mundialmente conhecidas surgiu a…

The Blue Carbon Initiative

Um programa global, da IOC-UNESCO – Comissão Oceanográfica Intergovernamental da Organização das Nações Unidas – e outras instituições que trabalham para mitigar as mudanças climáticas por meio da restauração e do uso sustentável dos ecossistemas costeiros e marinhos, leia-se mangues.

O ‘ministro’ demonstra ser tão, ou mais tosco que seu mentor. E é fanático como só os muito ignorantes conseguem. Só isso para justificar o desmonte da legislação ambiental mais admirada no mundo e todo o aparato ambiental, mandando pra rua quem conhecia o tema pra colocar em seu lugar policiais ou militares.

Deu no que deu. O Brasil, que antes liderava a questão ambiental, tornou-se um pária para gáudio dos celerados de plantão.

Sustentado pelos ‘imbecis a que a internet deu voz’ na esplêndida definição de Umberto Eco, o ‘ministro’ não tem respeito sequer daqueles que pretende favorecer, a banda boa do agronegócio que hoje sustenta a economia.

Ministério Público Federal e a ação de improbidade contra o ‘ministro’

A mesma medida, o golpe contra o Conama e consequente fim da proteção, foi questionada pelo MPF que entrou com ação de improbidade administrativa. Segundo O Estado de S. Paulo , ‘o caso está pendente na Justiça’.

“O julgamento foi realizado a partir de uma ação movida pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e está sendo conduzido no plenário virtual, plataforma na qual os ministros depositam os seus votos ao longo da semana. O prazo para o envio dos votos se encerra em 27 de novembro.”

O Mar Sem Fim aplaude a decisão do STF , pelo menos desta vez estamos juntos; e torce para que o julgamento em andamento no MPF chegue ao mesmo resultado alcançado pela Corte Suprema. É mais que hora de acabar a farra dos delinquentes de Brasília.

Que nossa legislação ambiental tem defeitos e pode ser revista, não temos dúvidas. Mas hoje o que acontece é um estupro. E isso é inaceitável.

Assim seguem, ou param? outros ministérios essenciais, como o da Educação, o da Economia, o da Saúde, o das Relações Exteriores, e os órgãos de cultura para ficarmos apenas nestes.

Alguém tinha que dar um basta. Foi o que aconteceu.

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