Organização Meteorológica confirma 2025 como um dos anos mais quentes já registrados

Agência indica que calor permaneceu apesar da presença do fenômeno climático La Niña, com uma tendência de resfriamento; aquecimento dos oceanos tornou-os um indicador crítico das alterações climáticas

Organização Meteorológica confirma 2025 como um dos anos mais quentes já registrados
Organização Meteorológica confirma 2025 como um dos anos mais quentes já registrados

Agência Onu News - 15/01/2026 07:20:37 | Foto: Agência Onu News

O ano passado foi um dos três anos mais quentes desde o início dos registros, continuando a tendência de aumento da temperatura média global.

Os últimos 11 anos notificaram as 11 temperaturas mais elevadas, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial, OMM. A temperatura média global da superfície terrestre em 2025 foi de 1,44ºC acima da média de 1850-1900.

Gases de efeito estufa
Segundo a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, “o ano de 2025 começou e terminou com o fenômeno La Niña, e mesmo assim foi um dos mais quentes de sempre devido ao acumular de gases de efeito estufa na atmosfera”.

O estudo consolidou dados de oito conjuntos de informação internacionais, tendo seis delas classificado o ano como o terceiro mais quente. O período de 2023 a 2025 apresenta as temperaturas mais elevadas em todos os conjuntos de dados, com uma média de 1,48ºC acima da era pré-industrial.

As temperaturas elevadas em terra e no mar também alimentaram eventos extremos, que incluíram ondas de calor, chuvas intensas e ciclones tropicais, “reforçando a importância de sistemas de alerta precoce.”

A OMM ressalta que o acompanhamento é, atualmente, “mais importante que nunca” e que a informação deve ser confiável, acessível e acionável para todos.

Contribuição dos oceanos
Um estudo separado revelou que as temperaturas oceânicas também foram das mais elevadas em 2025, refletindo o acumular do calor no sistema climático.

O aquecimento da superfície do mar foi de 0,49ºC acima da média de 1981-2010, ligeiramente inferior a 2024 devido à La Niña, mas classificando-se ainda como o terceiro ano mais quente registrado.

Cerca de 90% do calor em excesso, causado pelo aquecimento global, é armazenado nos oceanos, tornando-os um indicador crítico das alterações climáticas.

Entre 2024 e 2025, o conteúdo térmico dos primeiros 2 mil metros do oceano aumentou aproximadamente 200 vezes a eletricidade produzida mundialmente em 2024.

Regionalmente, cerca de 33% da área oceânica registou condições entre as três mais quentes da história e 57% entre as cinco mais quentes, incluindo o Atlântico Tropical e Sul, o Mediterrâneo, o Oceano Índico Norte e os Oceanos do Sul.

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