Países aceleram planos nacionais para travar perda de biodiversidade até 2030

Desafio ameaça futuro das espécies e da humanidade; ONU alerta para urgência de planos nacionais que transformem compromissos em ações reais; até agora, apenas 59 países atualizaram suas estratégias; mais de de 3 bilhões de pessoas são afetadas pelo problema

Países aceleram planos nacionais para travar perda de biodiversidade até 2030
Países aceleram planos nacionais para travar perda de biodiversidade até 2030

Agência Onu News - 06/01/2026 07:14:00 | Foto: Romeo Bodola/Agência Onu News

A biodiversidade está a ser perdida a um ritmo sem precedentes, com ecossistemas degradados, espécies ameaçadas e impactos diretos sobre as seguranças alimentar, hídrica e climática.

Para combater este cenário, a ONU tem incentivado os países a atualizarem e implementarem Estratégias e Planos de Ação Nacionais para a Biodiversidade, Nbsaps, na sigla em inglês.

Planos para proteger a natureza
Esses planos são considerados essenciais para cumprir as metas estabelecidas em 2022, no âmbito do Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, adotado por 196 Estados, que definiu objetivos até 2030 para travar a perda da biodiversidade e restaurar ecossistemas.

As Estratégias e Planos de Ação Nacionais para a Biodiversidade são iniciativas coordenadas de cada país para proteger a natureza. Elas ajudam os países a responder à crise, reforçando as leis ambientais, orientando as políticas públicas e mobilizando financiamento nacional e internacional para a natureza.

Cerca de 40% das terras do mundo estão degradadas, florestas desaparecem todos os anos e 1 milhão de espécies estão em risco de extinção. Mais de 3 bilhões de pessoas no mundo são afetadas pelo problema.

Sem planos sólidos, os compromissos globais em matéria de biodiversidade não podem ser cumpridos.

Benefícios para comunidades
A perda de biodiversidade atinge principalmente as comunidades rurais, mulheres, povos indígenas e grupos marginalizados, ao reduzir a fertilidade do solo, comprometer a produção agrícola e ampliar a pobreza.

Através das estratégias nacionais, é possível melhorar os meios de subsistência, fortalecer a segurança alimentar e reduzir as desigualdades.

Elas também contribuem para a ação climática ao ajudarem à regulação do clima, com florestas a absorver 2,6 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, e zonas húmidas e solos a armazenar carbono e reduzir os impactos de inundações e secas.

Mobilização de governos e sociedades
A implementação exige uma coordenação entre Ministérios, comunidades locais, povos indígenas, setor privado e sociedade civil.

A integração da biodiversidade em setores como a agricultura, saúde, energia, finanças, mineração e infraestruturas é essencial.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, apoia os países neste processo, fornecendo assistência técnica, desenvolvimento de capacidades e acesso a financiamento internacional.

O Fundo Global para o Ambiente, financia atualmente dois grandes projetos para ajudar os países a atualizar e implementar as Nbsaps, também com o apoio do Pnuma.

Até agora, apenas 59 países apresentaram planos revistos, alinhados com o Quadro Global de Biodiversidade.

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