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Primeira infância: Distrito Federal é referência nacional no desenvolvimento

Primeira infância: Distrito Federal é referência nacional no desenvolvimentoFoto: Renato Araujo/Agência Brasília

Índice considera que a capital do país oferece a melhor qualidade de vida para a meninada com idade entre 0 e 6 anos de idade

Rosi Araújo, Da Agência Brasília | Edição: Renato Ferraz - 31/07/2020 - 18:23:28

O Distrito Federal conquistou o primeiro lugar no Índice Município Amigo da Primeira Infância (Imapi), divulgado nesta quinta-feira (30). O instrumento avalia 31 indicadores relacionados à oferta de políticas públicas, ações e serviços e práticas familiares voltadas ao desenvolvimento infantil em cinco áreas: saúde, nutrição, cuidado responsivo, aprendizagem inicial, segurança e proteção.

O resultado mostra que o DF foi a melhor unidade da Federação a trabalhar a integração de setores no atendimento das crianças nessas áreas, considerado um grande desafio da gestão pública.

E porque dar atenção especial a esse tema? Por reconhecer a importância de que os cuidados nesta fase repercutem na idade adulta, contribuindo na construção dos cidadãos. Por isso, as políticas públicas e programas como Criança Feliz Brasiliense, que atendem as cinco áreas.

Por exemplo: no item saúde, valoriza-se o respeito a habilidades das mães com o cuidado relacionados à vacinação em dia; nutrição, a alimentação diária adequada por fase da vida; o cuidado responsivo, a capacidade dos responsáveis, pais ou cuidadores em perceber, entender e responder os sinais das crianças de maneira apropriada.

Já a aprendizagem aborda o fornecimento de oportunidade de integrar com pessoas, locais e objetos e acesso à escola na faixa etária adequada. E, por fim, como último domínio, segurança e proteção, ofertando ambientes seguros dentro e fora de casa.

Esforço conjunto
Atualmente, a Secretaria de Educação gerencia a frequência em cerca de 100 creches – entre públicas e conveniadas, que atendem mais de 23 mil crianças. Há, também, a educação precoce – que dá assistência àquelas que necessitam de um acompanhamento especial desde os primeiros dias de vida – e que somam 2.877 estudantes em 19 instituições.

O secretário de Educação, Leandro Cruz, diz que uma das prioridades do ensino público é a educação infantil gratuita – e de qualidade. “Essa é a fase formadora da base para que o estudante tenha sucesso em toda a sua trajetória escolar”, esclarece.

A diretora de Educação Infantil da Secretaria, Andréia Pereira de Araújo, festeja a classificação do DF no estudo desenvolvido por instituições como a Universidade de Brasília (UnB), associada à Universidade de Yale, nos Estados Unidos – com o apoio da Bill & Melinda Gates Foundation, por exemplo. “Só demonstra que estamos no caminho certo. Nossas ações são refletidas nesse bom resultado”, afirma.

Na avaliação da Secretaria de Justiça e Cidadania, as políticas públicas são eficazes nos primeiros anos de vida por representar uma oportunidade única para o desenvolvimento integral. “Esses trabalhos são aprimorados para que todos os meninos e meninas tenham direito à saúde, educação, lazer e tudo o que for necessário para crescerem saudáveis e felizes”, diz a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

Para o subsecretário de Políticas para Crianças e Adolescentes da Sejus, Emilio Evaristo de Sousa, mesmo com reconhecimento do índice é necessário continuar avançando com os trabalhos nas políticas de saúde, segurança e desenvolvimento a segurança de crianças e adolescentes.

Criança Feliz
O programa de visitação domiciliar, focado no desenvolvimento infantil no DF, é coordenado pela Casa Civil e executado pela Secretaria de Desenvolvimento Social. A coordenadora do Comitê Gestor do Programa Criança Feliz Brasiliense, Fernanda Monteiro, reforça que o investimento na primeira infância é relevante porque os primeiros anos são decisivos no desenvolvimento de um adulto melhor.

Uma das famílias atendidas pelo programa é a da Maria Gorete da Silva, 39 anos, mãe de duas crianças. Gorete conta que, na primeira gestação, não teve esse acompanhamento e lamenta porque percebe a diferença na sua evolução como mãe – comparando a percepção dos cuidados na segunda. “Eles me ensinam, orientam e cuidam de nós”, elogia.

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