Risco de ebola na Copa do Mundo de Futebol permanece baixo, afirma OMS

Países anfitriões do evento não têm casos atualmente; escritório europeu da agência de saúde afirma que região não registra transmissão local; surto permanece concentrado em áreas isoladas da República Democrática do Congo.

Risco de ebola na Copa do Mundo de Futebol permanece baixo, afirma OMS
Risco de ebola na Copa do Mundo de Futebol permanece baixo, afirma OMS

Agência Onu News - 12/06/2026 07:21:59 | Foto: FIFA

Com o início da Copa do Mundo de Futebol no Canadá, México e Estados Unidos, muitos torcedores da Europa viajarão para participar do evento, de 11 de junho a 19 de julho.

O diretor regional da Organização Mundial da Saúde, OMS, para a Europa, Henri Kluge, tranquilizou os fãs do esporte a respeito do risco de transmissão de ebola, afirmando que nenhum dos países anfitriões, nem a Região Europeia, tem casos atualmente.

Orientação para grandes eventos
Recentemente, um paciente tratado para ebola se recuperou em território europeu após a evacuação de Uganda. Ele foi isolado com segurança na Alemanha, e cinco contatos foram separados e monitorados por 21 dias. Nenhum adoeceu.

Atualmente, não há casos ativos na região e nenhuma evidência de transmissão local. Por isso, a OMS afirma que o risco geral permanece baixo.

Mesmo nessas circunstâncias, ele declarou que é preciso estar preparado para grandes eventos, que reúnem milhares de pessoas.

A recomendação é ficar atento a sintomas do ebola, como febre, dores e vômitos. Para pessoas que viajaram recentemente para a República Democrática do Congo ou Uganda e se sentem mal num período de três semanas, a orientação é procurar atendimento médico.

A OMS enfatizou que verificações de saúde de rotina nas fronteiras ou em grandes eventos existem para proteger a todos.

Combate ao estigma
A maioria dos casos de ebola neste surto atual estão ocorrendo em áreas remotas da República Democrática do Congo e a triagem está sendo realizada antes das pessoas viajarem das regiões afetadas.

Além disso, vale lembrar que o ebola não se espalha pelo ar e a infecção requer contato direto com os fluidos corporais de alguém doente. Outra característica da doença é que as pessoas só ficam contagiosas quando estão visivelmente doentes.

Kluge ressaltou que também é necessário desafiar o estigma, lembrando que pessoas de regiões afetadas e comunidades africanas estão sofrendo suspeitas injustas.

Ele disse que a disseminação do ebola não é determinada pela nacionalidade ou etnia. Segundo o especialista, o estigma desencoraja as pessoas de buscar atendimento e pode tornar os surtos mais difíceis de controlar.

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