App do FGC para ressarcir clientes do Banco Master falha no 1º dia, relatam investidores

FGC inicia pagamento a investidores do Banco Master

App do FGC para ressarcir clientes do Banco Master falha no 1º dia, relatam investidores
App do FGC para ressarcir clientes do Banco Master falha no 1º dia, relatam investidores

Júlia Moura-são Paulo, Sp (folhapress) - 17/01/2026 17:06:53 | Foto: Fachada do Banco Master: instituições liquidadas possuem base estimada de 1,6 milhão de credores - Banco Master/Divulgação

ANA PAULA BRANCO-SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O aplicativo do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), por onde deve ser feito o pedido de ressarcimento de investidores do Banco Master, apresenta instabilidade poucas horas depois de o fundo anunciar a liberação dos pagamentos, na manhã deste sábado (17), segundo relatos publicados por usuários nas redes sociais.

Procurado pela reportagem, o FGC afirma que, "com o início do pagamento da garantia aos credores dos Bancos Master, Master de Investimentos e Letsbank, o aplicativo registrou um alto volume de acessos simultâneos, provocando instabilidades e afetando a sua disponibilidade aos usuários". Segundo o fundo, até as 12h, foram regitrados mais de 140 mil acessos.

"A infraestrutura tecnológica do aplicativo é autoescalável, de forma que a normalização da disponibilidade é esperada para as próximas horas. As equipes técnicas seguem monitorando continuamente e atuando na promoção do ganho de performance da plataforma", afirma o FGC.

Investidores afirmam ter dificuldades para acessar o sistema, concluir o cadastro ou avançar nas etapas necessárias para solicitar o resgate dos valores garantidos. A principal queixa é de não conseguir fazer o upload dos documentos.

O FGC começou a pagar neste sábado a garantia de valores mantidos no Banco Master, liquidado em 18 de novembro de 2025 por decisão do Banco Central.

Podem solicitar o ressarcimento investidores que tinham aplicações como CDBs (certificados de depósito bancário) ou recursos em conta corrente na instituição.

A operação envolve o pagamento de R$ 40,6 bilhões a cerca de 800 mil investidores, o que faz deste o maior resgate já realizado pelo fundo. Segundo o FGC, o intervalo de 60 dias entre a liquidação do banco e o início dos pagamentos foi maior do que o usual devido à dimensão do caso.

Em comunicado ao mercado, o diretor-presidente do FGC, Daniel Lima, afirmou que o volume da operação exigiu um esforço excepcional das equipes envolvidas. "A equipe do liquidante, com apoio do time do FGC, trabalhou incansavelmente, dias, noites e finais de semana, para gerar os arquivos no menor tempo possível", disse. A estimativa inicial era de 1,6 milhão de investidores.

Nas redes sociais, no entanto, investidores relatam frustração com falhas no aplicativo justamente no momento em que tentam reaver parte dos recursos. Há menções a telas que não carregam, mensagens de erro e dificuldades de autenticação. Alguns usuários dizem temer novos atrasos após quase dois meses de espera pelo início do pagamento.

O pagamento não é automático. Para receber os valores, os investidores precisam se cadastrar no aplicativo do FGC e seguir o procedimento definido pelo fundo, que vai fazer os depósitos diretamente em conta de mesma titularidade do credor cadastrada.

O FGC já havia alertado os investidores para possíveis tentativas de golpe durante o processo de liberação dos valores. O fundo reforça que o ressarcimento deve ser solicitado exclusivamente por meio de seus canais oficiais.

O valor máximo coberto pelo FGC é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, incluindo rendimentos calculados até a data da liquidação do banco, conforme a contabilização do Master. Não há correção pela inflação ou pela taxa Selic após 18 de novembro de 2025.

Apesar do montante envolvido, especialistas avaliam que o caso não representa risco sistêmico, já que o fundo dispõe de cerca de R$ 125 bilhões em caixa, de acordo com o último relatório, de novembro de 2025. Até então, o maior desembolso havia ocorrido no caso do Bamerindus, em 1997, com cerca de R$ 20 bilhões em valores atualizados.

O Banco Master teve a liquidação decretada pelo Banco Central por uma "grave crise de liquidez" e por "graves violações às normas" do Sistema Financeiro Nacional. Investigações apontam que a instituição teria se beneficiado de operações financeiras simuladas, uso de laranjas e atribuição artificial de preços a ativos sem liquidez. O controlador do banco, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso ao tentar deixar o país, mas foi solto dias depois mediante o uso de tornozeleira eletrônica.

Veja como se cadastrar no Fundo Garantidor de Crédito para reaver investimento no Banco Master

O FGC (Fundo Garantidor de Crédito) anunciou que iniciará neste sábado (17) o pagamento aos investidores e correntistas do Banco Master. Para reaver os recursos, é necessário se cadastrar junto ao fundo e solicitar formalmente a garantia.

Serão ressarcidos 1,6 milhão de clientes e investidores de Banco Letsbank, Banco Master de Investimento e Banco Master, totalizando R$ 41 bilhões.

São cobertas pelo fundo aplicações de renda fixa como CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), desde que respeitado o limite de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ (veja a lista abaixo).

Os investidores receberão de volta o valor que emprestaram ao Master, mas só terão os rendimentos (correção e juros) aplicados até a data de liquidação, que ocorreu no dia 18 de novembro de 2025. Enquanto esperavam o pagamento há quase dois meses, investidores perderam dinheiro para a inflação do período, sem correção pela inflação ou pela Selic, o que aumentou a pressão pelo pagamento.

A liquidação do Banco Master pelo BC representará a maior operação de resgate da história do FGC. Até então, o maior desembolso foi o do Bamerindus, em 1997, de cerca de R$ 20 bilhões em valores atuais. A avaliação é que o caso não traz risco para o sistema financeiro, uma vez que o FGC tem R$ 122 bilhões em caixa.

O pagamento não é automático. Para receber os valores, os investidores precisam se cadastrar no aplicativo do FGC e seguir o procedimento definido pelo fundo, que vai fazer os depósitos diretamente em conta de mesma titularidade do credor cadastrada.

VEJA O PASSO A PASSO DE COMO SE CADASTRAR NO APP.

1) Pessoas físicas devem baixar o aplicativo do FGC na Apple Store ou na Play Store. Já as pessoas jurídicas devem realizar o procedimento pelo site da instituição.

2) Faça o cadastro utilizando os dados do titular do investimento ou conta corrente. É necessário informar nome completo, CPF e data de nascimento e criar uma senha de acesso ao app. Em seguida, abra o email informado no cadastro para visualizar o código de verificação solicitado;
3) Após a validação, aparecerá a mensagem "Cadastro realizado!". Para acessar o aplicativo e suas funcionalidades, toque em "Fazer Login". Depois de logado, cadastre a conta em que deseja receber o dinheiro quando ele for liberado. Para isso, clique em "Meu perfil" e vá em "Contas bancárias";
4) Em "Instituição financeira", busque pelo seu banco ou instituição de pagamento. Selecione conta corrente e informe os dados da conta que deseja cadastrar para receber a garantia.

5) Solicite o pagamento de garantia na página inicial do app clicando na instituição na qual tinha conta ou na qual investia;
6) Ao finalizar o cadastro, a pessoa física poderá visualizar o valor que irá receber;
7) Será necessário verificar a identidade via biometria (abrindo câmera do celular) e fazer a assinatura digital confirmando a solicitação do pagamento da garantia;
8) Em até 48 horas úteis o dinheiro será depositado na conta informada.

O QUE É GARANTIDO PELO FGC?
O valor máximo coberto é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada conglomerado financeiro e inclui:
- Depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio
- Poupança
- Depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado, como CDB e RDB
- Depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes a prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares
- LC (letra de câmbio)
- LH (letra hipotecária)
- LCI (letras de crédito imobiliário)
- LCA (letras de crédito do agronegócio)
- LCD (letras de crédito do desenvolvimento)
- Operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos, após 8 de março de 2012, por empresa ligada.

FGC inicia pagamento a investidores do Banco Master

JÚLIA MOURA-SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) começou a pagar neste sábado (17) a garantia dos valores que investidores tinham no Banco Master. Quem adquiriu títulos como CDBs (certificados de depósitos bancários) ou tinha dinheiro em conta corrente pode solicitar o resgate do valor garantido pelo fundo.

Foram 60 dias entre a liquidação do Master, em 18 de novembro de 2025, e a liberação das garantias. Segundo pessoas a par do processo, o início do pagamento demorou mais que o usual dada a magnitude do caso.

Em comunicado ao mercado, o diretor-presidente do FGC, Daniel Lima afirmou que o tamanho da operação, que custará R$ 40,6 bilhões e será o maior resgate da história da instituição, impactou o tempo necessário para a conclusão dos trabalhos.

"A equipe do liquidante, com apoio do time do FGC, trabalhou incansavelmente, dias, noites e finais de semana, para gerar os arquivos no menor tempo possível", disse Lima.

Ele também alertou para possíveis tentativas de golpes durante a liberação dos valores.

A liquidação da instituição foi decretada pelo Banco Central devido a uma "grave crise de liquidez" e por "graves violações às normas" que regem a atividade das instituições integrantes do SFN (Sistema Financeiro Nacional).

Investigações apontam que a instituição de Daniel Vorcaro -que foi preso ao tentar deixar o país em um jato particular, mas solto dias depois mediante uso de tornozeleira eletrônica- teria se beneficiado de operações financeiras simuladas, uso de laranjas e atribuição artificial de preços a ativos sem liquidez.

Apesar do montante de R$ 40,6 bilhões, a avaliação de especialistas é que o caso não traz risco para o sistema financeiro, uma vez que o FGC tem R$ 122 bilhões em caixa.

Até então, o maior desembolso do fundo havia sido no caso do Bamerindus, em 1997, que gerou cerca de R$ 20 bilhões em valores atuais em garantias.

Nestes dois meses de espera, investidores do Master acabaram perdendo dinheiro. Isso porque as aplicações foram paralisadas com a liquidação da instituição no ano passado, e o valor a ser ressarcido pelo fundo é o que constava como saldo em 18 de novembro, sem correção pela inflação ou pela taxa Selic.

Segundo o FGC, o valor que os investidores vão receber inclui os rendimentos da aplicação (correção e juros) até a data de liquidação calculados conforme a contabilização do banco, mas sempre respeitando o limite de R$ 250 mil.

O valor máximo coberto pelo FGC é de R$ 250 mil por pessoa física (CPF) e jurídica (CNPJ). Entram na lista de investimentos garantidos:
- Depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;
- Poupança;
- Depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado, como CDB e RDB;
- Depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes a prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares;
- LC (letra de câmbio);
- LH (letra hipotecária);
- LCI (letras de crédito imobiliário);
- LCA (letras de crédito do agronegócio);
- LCD (letras de crédito do desenvolvimento);
- Operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos, após 8 de março de 2012, por empresa ligada

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