Agência Nacional de Telecomunicações participa do início dos testes da TV 3.0 na Torre de TV de Brasília

Estação da nova geração da televisão aberta é instalada em Brasília e marca avanço tecnológico para a implantação gradual do novo padrão

Agência Nacional de Telecomunicações participa do início dos testes da TV 3.0 na Torre de TV de Brasília
Agência Nacional de Telecomunicações participa do início dos testes da TV 3.0 na Torre de TV de Brasília

Agência Gov | Via Anatel - 03/02/2026 09:26:33 | Foto: Agência Gov Br

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em parceria com o Ministério das Comunicações e a entidade Seja Digital, deu continuidade à fase de testes da TV 3.0, que representa o futuro da televisão aberta no País. Na manhã desta segunda-feira (2/2), foi realizado o içamento da antena em Brasília, marcando o início da instalação da estação na capital federal. Ao longo de fevereiro, está prevista a conclusão da instalação da estação.

Resultado de projeto implantado pelo Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired), a estação permitirá a verificação de parâmetros técnicos associados à nova plataforma de televisão aberta. Quando a TV 3.0 entrar em operação em Brasília, em março, a estação será utilizada para a transmissão contínua das programações da Câmara dos Deputados e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Os testes associados ao projeto do Gired de evolução para a TV 3.0 tiveram início em agosto de 2025, em São Paulo. Já foram instaladas duas estações de testes de TV 3.0 na capital paulista. O início dos testes em Brasília está previsto para março.

Segundo o conselheiro da Anatel e presidente do Gired, Octávio Penna Pieranti, a estação representa a transição entre a fase de testes e a futura operação comercial. “A partir dessa estação, a EBC e a Câmara dos Deputados começam a transmitir a programação da Rede Nacional de Comunicação Pública e da Rede Legislativa em caráter experimental. Essas estações-teste depois serão incorporadas a um sistema de transmissão comercial, diário, quando a TV 3.0 for oficialmente inaugurada no Brasil”, afirmou.

Pieranti destacou ainda que a infraestrutura instalada em Brasília terá papel estratégico para todo o ecossistema de radiodifusão. “Essa estação serve para testes não apenas da EBC e da Câmara, mas de todas as emissoras de Brasília, públicas e comerciais. Quando a data de início da TV 3.0 for definida pelo Governo Federal, essa antena já estará preparada para viabilizar as transmissões regulares”, completou.

Virada
Para o diretor de Radiodifusão Privada do Ministério das Comunicações, Nelson Alves Pinto Neto, o momento representa uma nova virada tecnológica. “Hoje é um marco na história da televisão brasileira. Assim como vivemos a transição da TV analógica para a digital, agora estamos entrando na era da TV 3.0, com uma integração profunda entre a TV aberta e a internet, que vai transformar a forma como o brasileiro assiste televisão”, afirmou.

A implantação da TV 3.0 ocorrerá de forma gradual. O cronograma nacional ainda está em definição e prevê o início das operações em algumas capitais, antes da expansão para todo o País. A nova tecnologia funcionará de forma integrada à internet, sem excluir quem não dispõe de conectividade: o sinal continuará disponível normalmente pela TV aberta, enquanto usuários conectados terão acesso a recursos interativos e novos serviços.

Geração
A TV 3.0 promete transformar a televisão aberta em uma verdadeira “super smart TV”, combinando o alcance do sinal aberto com funcionalidades típicas dos serviços de streaming. Entre as principais inovações estão a evolução da qualidade de imagem do Full HD para 4K — com perspectiva de 8K no futuro —, cores mais realistas, maior contraste e áudio imersivo, com possibilidade de personalização em determinados conteúdos.

A experiência do telespectador também muda. A navegação deixa de ser baseada apenas na troca de canais e passa a contar com interfaces organizadas por aplicativos e conteúdos, integrando transmissões ao vivo, programação sob demanda e recursos interativos, como enquetes e votações em tempo real.

Outro destaque é o reforço do papel social da televisão. O novo padrão prevê recursos nativos de acessibilidade, como tradução em Libras por avatares digitais, legendas personalizáveis e audiodescrição configurável, além da possibilidade de envio de alertas de emergência regionalizados, avisos climáticos e integração com serviços públicos digitais, inclusive em cenários de conectividade limitada.

No campo econômico, a TV 3.0 abre espaço para novos modelos de negócios, como publicidade segmentada e integração com o comércio eletrônico diretamente na tela. A transição coexistirá por um período com o modelo atual e exigirá televisores compatíveis ou conversores. A expectativa é que as primeiras transmissões em maior escala ocorram a partir de 2026, consolidando a modernização da radiodifusão brasileira.

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