Como o futebol une migrantes e indígenas em Roraima, no norte do Brasil

Copa de los Refugios faz parte do calendário oficial do Dia Mundial dos Refugiados; inspirados na Copa do Mundo, a disputa entre times masculinos e femininos celebra a inclusão pelo esporte

Como o futebol une migrantes e indígenas em Roraima, no norte do Brasil
Como o futebol une migrantes e indígenas em Roraima, no norte do Brasil

Agência Onu News - 20/06/2026 07:27:09 | Foto: Acnur Brasil

Enquanto as principais seleções do planeta disputam os holofotes do futebol internacional, nos Estados Unidos, Canadá e México, um grupo de refugiados organiza um torneio especial em Roraima, no norte do Brasil.

Na capital Boa Vista, a Copa de Los Refugios reúne atletas amadores refugiados e migrantes, incluindo comunidades indígenas, para marcar as comemorações do Dia Mundial dos Refugiados.

Equipes entram em campo
O torneio utiliza a visibilidade do futebol para promover a inclusão social e o acolhimento humanitário.

A iniciativa é da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, em conjunto com a Operação Acolhida, força-tarefa do governo brasileiro para coordenar o fluxo de migrantes venezuelanos na fronteira, e as organizações humanitárias AVSI Brasil e Klabu.

Na abertura das competições, em 18 de junho, quatro times masculinos entraram em quadra.

Jardim Floresta, Rondon 1, Tuaronoko e Rondon 5 iniciaram a disputa, mobilizando atletas e torcedores em Boa Vista.

Ao todo, a Copa reúne quatro times masculinos e dois times femininos, oferecendo um espaço de lazer, esporte e convivência comunitária para dezenas de famílias refugiadas e indígenas que hoje vivem no país.

Finais masculinas e femininas marcam o Dia Mundial do Refugiado
A grande decisão do torneio faz parte do calendário oficial do Dia Mundial dos Refugiados.

A data foi estabelecida em 2000 pela Assembleia Geral da ONU para conscientização sobre a situação de pessoas refugiadas no mundo.

O campeonato é inspirado por uma campanha global do Acnur que destaca jogadores de futebol escalados para a Copa do Mundo que também vivenciaram o deslocamento forçado em suas trajetórias de vida.

Com essa iniciativa, a agência reforça que os refugiados não devem ser vistos apenas por suas vulnerabilidades, mas sim pelo potencial de seus talentos, conhecimentos e sonhos.

As finais das categorias masculina e feminina da Copa de Los Refugios acontecem no dia 20 de junho, consolidando o encerramento do torneiro dentro das celebrações de conscientização global.

A escolha da data reforça a mensagem do Acnur e das instituições parceiras de que o esporte é uma ferramenta direta de inclusão.

Em Boa Vista, a união entre a agência da ONU, o governo e a sociedade civil revela que o futebol continua sendo um instrumento universal capaz de romper barreiras geográficas e sociais.

Comentários para "Como o futebol une migrantes e indígenas em Roraima, no norte do Brasil":

Deixe aqui seu comentário

Preencha os campos abaixo:
obrigatório
obrigatório