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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 17 de dezembro de 2018


Criança Feliz comemora mais de 9 milhões de visitas domiciliares

Criança Feliz comemora mais de 9 milhões de visitas domiciliares

Encontro Nacional reuniu nesta semana, em Brasília, multiplicadores e coordenadores do programa para avaliar e planejar a expansão das ações

Por: André Luiz Gomes - Ministério Só Desenvolvimento Social / Foto: Clarice Castro - Mds - 07/12/2018 - 10:07:00

Após 1 ano e 5 meses do início das visitas domiciliares, o Criança Feliz já atingiu marcas expressivas no acompanhamento das famílias beneficiárias. Até o momento, mais de 9 milhões de atendimentos foram realizados em todo o país. São mais de 422 mil pessoas - entre gestantes, crianças do Bolsa Família de até 3 anos e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) até os 6 anos - que passaram a ter uma atenção especial por parte do Estado na área do desenvolvimento infantil.

Para celebrar os resultados, nesta quinta-feira (6), o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, participou do Encontro Nacional do Criança Feliz, que ocorre em Brasília desde terça-feira (4). Cerca de 200 gestores, entre coordenadores estaduais, multiplicadores e supervisores do programa, além de parceiros e consultores, estão reunidos para avaliar o atendimento e projetar a expansão das ações. Na programação, oficinas de alinhamento e troca de experiências exitosas voltadas à primeira infância.

Durante o encontro, Beltrame recordou todo processo até a iniciativa chegar a mais de 2.678 municípios. O programa foi lançado em outubro de 2016 e as visitas domiciliares iniciadas em julho do ano seguinte, após a capacitação das equipes. Os resultados começam a ser colhidos. “O Criança Feliz hoje é um sucesso e se consolida não só como política de Estado, independentemente de governo, mas também como um programa da sociedade brasileira. Atingir 422 mil crianças e gestantes é a prova do acerto desta iniciativa”, observou o ministro.

Ele também comemorou as conquistas com os profissionais que atuam nos Estados e municípios. “Realizar 9 milhões de visitas domiciliares em tão curto prazo é uma das medidas mais eloquentes do sucesso, da continuidade e da solidificação do conceito de que cuidar da primeira infância é cuidar do futuro do Brasil. E isso é fruto do trabalho de cada um de vocês”, reconheceu.

Beltrame reforçou ainda o papel do visitador, que atua como ponte do governo até as famílias mais vulneráveis. “A presença do visitador nas casas das pessoas muda a vida dessas crianças e das famílias. É a mão do poder público chegando às residências”, afirmou.  “É uma política para mudar a realidade do nosso país em 15, 20 anos. Teremos jovens com menos tendência à violência e ao uso de drogas, mais inteligentes e capacitadas para superar a pobreza”, concluiu ele.

Resultados – O Criança Feliz também já está em quase metade dos municípios brasileiros (2.678). De acordo com a secretária nacional de Promoção ao Desenvolvimento Humano do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Ely Harasawa, mais de 16 mil agentes públicos foram capacitados – entre supervisores, multiplicadores e visitadores – para levar orientações às famílias de baixa renda sobre como estimular o desenvolvimento infantil.

Na ocasião, a secretária do órgão destacou ainda a sintonia entre esses trabalhadores e o público atendido. “Ter uma política que se ajuste e respeite cada família com as suas peculiaridades é um grande desafio, e nós conseguimos. Desenvolvemos metodologias que pudessem respeitar essas diferenças e a diversidade brasileira. Esperamos ter condições de melhorar essa qualidade e ampliar a cobertura”, avaliou ela.

Homenageados – Ao fim do encontro, o MDS homenageou 12 municípios de diferentes regiões do país que tiveram destaque no Criança Feliz. Um deles foi a pequena cidade de Mathias Lobato (MG), com 3.227 habitantes. No local, quase a metade da população, cerca de 500 famílias, recebem a transferência de renda do Bolsa Família.

Segundo a supervisora do programa no município, Cláudia Dias, mesmo sem o apoio do Estado, que não aderiu à iniciativa, a ação tem colhido frutos atendendo quase todas as famílias elegíveis. “O Criança Feliz só somou ao município, que é muito carente. Vemos de perto a necessidade das famílias e conseguimos atende-las de forma intersetorial”, assegurou.

No encontro, parceiros do programa, como representantes dos Estados, de organizações internacionais e da sociedade civil, também foram condecorados. Entre eles, o Fundo Internacional de Emergência para a Infância das Nações Unidas (Unicef); a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco); a Fundação Itaú Social; e a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.

Parceiros – Entre as instituições parceiras homenageadas, o representante-residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, Niky Fabiancic, recebeu das mãos da primeira-dama, Marcela Temer, do ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, e do deputado federal, Osmar Terra, uma placa em reconhecimento do apoio ao Criança Feliz.  “Estamos muito orgulhosos de termos sido parte desse crescimento do programa. Temos cinco agências das Nações Unidas que apoiam o Criança Feliz – Unicef, Unesco, PNUD, OPAS e OMS – e têm colaborado de diversas maneiras com conhecimento e a construção de uma base de dados que permita o monitoramento e a avaliação do impacto do programa”, relatou. Para Fabiancic, o Criança Feliz é um sonho que virou realidade. “Reconhecemos os avanços e os resultados que o Criança Feliz obteve em pouco tempo, o que demonstra que investir na primeira infância é construir um futuro melhor para o Brasil.”

Saiba mais:
O MDS coordena as ações do Criança Feliz que integram as áreas de Saúde, Assistência Social, Educação, Justiça, Cultura e direitos humanos. As visitas ocorrem semanalmente e os visitadores orientam as famílias sobre como estimular e desenvolver integralmente as crianças por meio de atividades como conversas e brincadeiras. O programa atende crianças de até 3 anos beneficiárias do Bolsa Família, e de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

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