Comissão Europeia ameaça cortar verba da Bienal de Veneza caso pavilhão russo seja reaberto

Europa ameaça cortar verba da Bienal de Veneza caso pavilhão russo seja reaberto

Comissão Europeia ameaça cortar verba da Bienal de Veneza caso pavilhão russo seja reaberto
Comissão Europeia ameaça cortar verba da Bienal de Veneza caso pavilhão russo seja reaberto

São Paulo, Sp (folhapress) - 14/04/2026 12:56:09 | Foto: Foto publica

A Comissão Europeia ameaçou cortar 2 milhões de euros, cerca de R$ 10,8 milhões, destinados à Bienal de Veneza, mais importante mostra de arte contemporânea do mundo, caso o pavilhão da Rússia seja reaberto neste ano.

A Rússia está impedida de participar da exposição desde 2022 como retaliação à Guerra na Ucrânia. A reabertura de seu espaço está previsto para a próxima edição do evento, que começa no dia 9 de maio —a decisão, porém, está gerando atrito entre a União Europeia, o governo da Itália e a direção independente da Bienal.

A vice-presidente da Comissão Europeia, Henna Virkkunen, e o comissário europeu para a Cultura, Glenn Micallef, condenaram a decisão da direção da Bienal em uma nota publicada em 10 de março. Na última sexta-feira, segundo a imprensa italiana, a Agência Executiva Europeia da Educação e da Cultura (Eacea), que gere fundos da UE para projetos de educação e cultura, enviou uma carta ao presidente da Bienal, Pietrangelo Buttafuoco, na qual informava que a Comissão Europeia havia iniciado um procedimento para congelar ou revogar o financiamento destinado à instituição cultural.

A Comissão concedeu 30 dias para que a instituição esclareça sua posição. A participação russa, segundo a UE, é considerada uma violação das sanções contra o país devido à invasão da Ucrânia. O governo de ultradireita italiano, liderado por Giorgia Meloni, também desaprova a reabertura do pavilhão.

Membros do parlamento europeu e da oposição na Itália, por outro lado, apontam o que chamam de hipocrisia da Europa, que nega a participação russa mas aprova a presença de Israel na Bienal.

"A Comissão Europeia levanta a voz e ameaça sanções pela presença da Rússia, mas se cala e não impõe nenhuma condição à participação de Israel, apesar do genocídio perpetrado em Gaza e dos mais de 70 mil mortos", disse o eurodeputado Angelo Bonelli, do partido Europa Verde.

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