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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 24 de outubro de 2021

Fumar faz mal também para os rins

Fumar faz mal também para os rinsFoto:

Fumantes correm mais risco de desenvolver doença renal crônica, câncer, pedra no rim e incontinência urinária; Dia Mundial faz alerta

Lettera Comunicação - 10/06/2019 - 09:44:29

O tabagismo é a principal causa de mortes evitáveis no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Em geral, as pessoas costumam associar problemas de saúde provocados pelo fumo principalmente ao pulmão e coração, mas as substâncias tóxicas do cigarro causam danos em todo o organismo e afetam outros órgãos, como os rins. O Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado anualmente em 31 de maio, busca conscientizar a população sobre esses riscos.

“Nos rins, a atuação do fumo é tão nefasta quanto em outras partes do corpo”, alerta a médica nefrologista Maya Caetano, do Instituto de Nefrologia de Brasília (Ineb). Ela explica que o tabaco provoca pequenas lesões e obstruções nos vasos por onde o sangue corre, contribuindo para o surgimento dos problemas de pressão e de doenças renais. Fumar, afirma, também aumenta o risco de formação de cálculos, incontinência urinária e está entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de rim e de bexiga.

“A percepção de que o hábito de fumar pode provocar lesão renal é recente. Entretanto, hoje já se sabe que existe uma correlação positiva entre o tabagismo e a progressão da doença renal crônica. Ou seja, em pessoas que já têm doença renal crônica por qualquer causa, principalmente diabéticos e hipertensos, a doença evolui de forma mais acelerada quando o fumo está envolvido”, diz Maya. Isso ocorre porque um dos efeitos do fumo é a formação de placas na parede das artérias. Essas placas diminuem o fluxo de sangue, agravando as lesões.

No Brasil, 20 milhões de pessoas são fumantes, segundo os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, e 428 morrem por dia em decorrência de doenças relacionadas ao fumo, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). O cigarro contém mais de 4,7 mil substâncias tóxicas, incluindo até mesmo metais pesados e elementos radioativos. Entre as principais, estão a nicotina, que age no sistema nervoso e é responsável pela dependência, e o alcatrão, composto por ao menos 40 substâncias cancerígenas.

“O principal fator evitável para o câncer de rim é o tabagismo. Estudos comparando fumantes e não fumantes mostram risco aumentado de câncer renal no grupo dos fumantes”, afirma Maya. Segundo a médica, os agentes cancerígenos existentes na fumaça do cigarro, depois de absorvidos pelos pulmões, caem na circulação sanguínea e chegam aos rins em altas concentrações. “As células renais ficam, então, maciçamente expostas à ação carcinogênica dessas substâncias”, explica.

O fumo, de acordo com a especialista, também tem correlação direta com o câncer de bexiga. “A função da bexiga de armazenar a urina expõe sua superfície às substâncias cancerígenas por um período prolongado, aumentando muito o risco”, afirma. O cigarro, de acordo com o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), eleva em três vezes a probabilidade de desenvolver o câncer de bexiga, e é responsável por 65% dos casos deste tipo de tumor em homens e 25% entre as mulheres.

Outros problemas causados pelo fumo, segundo a nefrologista, são as pedras nos rins e a perda involuntária da urina pela uretra: “Alguns estudos mostram que fumo aumenta a chance de cálculo renal. Os componentes do cigarro também irritam a bexiga, podendo estimular o músculo detrusor e provocar contrações excessivas, levando ao aumento da frequência urinária e até à incontinência”.


SAIBA MAIS

A fumaça do cigarro tem 4.720 substâncias tóxicas. A nicotina age no sistema nervoso central e é definida pela OMS como uma droga psicoativa capaz de causar forte dependência física e mental. O alcatrão é um composto de diversas substâncias, mais de 40 delas cancerígenas. Outras toxinas do cigarro são o monóxido de carbono, resíduos de agrotóxicos, elementos radioativos, como o Polônio 210, e metais pesados, como o cádmio, além do fósforo P4/P6, usado em veneno para matar ratos.

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