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Mães de Downs: Conheça os relatos de duas servidoras do TJ do DF sobre essa experiência

Mães de Downs: Conheça os relatos de duas servidoras do TJ do DF sobre essa experiênciaFoto: Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios – TJDFT

Agenda cheia e jogo de cintura para não preterir os filhos mais velhos são realidades para elas.

Tribunal De Justiça Do Distrito Federal E Dos Territórios – Tjdft - 19/03/2021 - 19:33:16

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Síndrome de Down, 21/3, duas servidoras do TJDFT que têm filho com a trissomia do cromossomo 21 relatam suas experiências exitosas ante esse desafio diário de lidar com o preconceito e promover a inclusão.

“E agora? O que fazer?” Foi assim que Michella Martins reagiu ao saber da condição do seu segundo filho, Daniel, 5 anos, ao nascer. Diante do desafio apresentado, ela resolveu curtir e viver a maternidade experimentando um dia de cada vez.

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Para Tatiana Lustosa não foi diferente. Ela também descobriu que seu segundo filho Gabriel (8 anos) tinha Síndrome de Down, somente após o nascimento. Surpresa, questionamentos, culpa, dúvidas e incertezas foram os sentimentos dela.

Após o susto, ambas buscaram informação e terapias para estimular os filhos. Agenda cheia e jogo de cintura para não preterir os filhos mais velhos são realidades para elas.

Para a mãe do Daniel, o maior desafio é o preconceito junto com a discriminação, mesmo em pleno século XXI. “Percebo claramente nos olhares de piedade das pessoas, nas expressões faciais e corporais e ,até mesmo, nos comentários maldosos e ignorantes que ouço”, afirmou. Já a mãe do Gabriel ressaltou o espaço na sociedade, a inclusão escolar e as oportunidades de trabalho. “A inclusão escolar não é apenas aceitar as crianças nas escolas, mas investir no espaço físico, capacitar os professores, investir na adaptação curricular e conscientizar as crianças que não têm deficiência e suas famílias”, pontuou.

Na visão da Michella, para construir um mundo mais inclusivo é preciso parceria entre escola e família. “Oferecer para todas as crianças oportunidade de aprender e experimentar vivências ‘diferentes’, tornando-se adultos mais toleráveis, respeitadores, conscientes das diferenças que existem entre os povos, cada um com suas peculiaridades e necessidades”, frisou. Tatiana também ressalta: “não tenha pena! Tenha a mente aberta, se informe, se aproxime, se tem alguma dúvida pergunte com empatia e com sinceridade no coração”.

“Amem, amem e amem muito os filhos de vocês, independentemente de qualquer circunstância. O amor pode TUDO. Confiem e acreditem que eles são capazes de realizar todos os sonhos que sonharem”, esse é o recado da Michella para os pais que têm filhos com Down. Tatiana aconselha: “Não desistam de lutar pelos direitos dos seus filhos! Invistam e acreditem neles. Cuidem de seus filhos, mas também cuidem de sua saúde física, mental e espiritual”. A mãe do Gabriel acrescenta: “É mais cansativo, estressante, dispendioso e exige muito de você! Mas o amor e a alegria também são maiores”.

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