As pastagens cobrem mais de metade da superfície terrestre e são um motor económico, ecológico e cultural; o secretário-geral da ONU lança um apelo urgente para a proteção e valorização dos prados a nível global
Agência Onu News - 17/06/2026 07:34:39 | Foto: OMM/Said Alshukaili
Em 2026, o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca assinala a importância das pastagens naturais para a subsistência de cerca de 2 bilhões de pessoas, além do seu contributo para a economia, os ecossistemas e as culturas de todo o mundo.
Sob o tema “Reconhecer. Respeitar. Restaurar”, a edição deste ano, acolhida pelo Quénia, destaca o contributo das pastagens para a resiliência climática, para a segurança alimentar e hídrica, para a conservação da biodiversidade e para a identidade cultural das comunidades pastoris e indígenas.
Reconhecimento dos prados é urgente
Na celebração de 2026, António Guterres lança um “apelo urgente” à comunidade internacional “para reconhecer e respeitar as pastagens do mundo”.
As pastagens naturais são um dos ecossistemas mais extensos do mundo, cobrindo mais de metade da superfície terrestre e fornecendo quase 70% da alimentação animal a nível mundial.
No entanto, até metade das pastagens do mundo está degradada ou em risco, com consequências graves para a segurança alimentar e hídrica, a biodiversidade, a resiliência climática e os meios de subsistência rurais.
Neste sentido, o secretário-geral das Nações Unidas sublinha a necessidade de “investir na sua recuperação, especialmente na segurança hídrica”, bem como de “capacitar as comunidades rurais através do emprego sustentável e promover soluções além-fronteiras, através da cooperação internacional”.
Proteção dos meios de subsistência pastoris
O evento está alinhado com o Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, promovendo a sensibilização, o incentivo ao investimento responsável e o reforço de políticas que protejam as pastagens e os meios de subsistência de milhões de pastores.
Este alinhamento constitui “uma oportunidade para apoiar os pastores e os povos indígenas, cujo conhecimento tradicional pode ajudar a salvaguardar estes ecossistemas”, nota o secretário-geral.
Quénia acolhe celebrações
Assinalado todos os anos a 17 de junho, o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca visa sensibilizar para a degradação dos solos e a seca e mobilizar ações para proteger e restaurar terras saudáveis.
A edição de 2026, no Quénia, marca a primeira vez em quase uma década que o continente africano acolhe esta data, instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1995. A edição de 2025 teve lugar na Colômbia.
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