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Os 12 melhores locais para visitar em Vila do Conde

Os 12 melhores locais para visitar em Vila do CondeFoto:

Fica a norte do Porto e tem muito mais para descobrir do que aquilo que possa imaginar. Estes são os melhores locais para visitar em Vila do Conde

Por: Vxmag / Foto: Arquivo Vxmag - Divulgação - 10/12/2018 - 10:44:35

Ci dade tranquila, Vila do Conde ganhou importância e prosperidade como estaleiro de construção naval na época dos Descobrimentos. O mar sempre influenciou a vida da população desta localidade e inspirou os motivos das famosas rendas de bilros, aqui produzidas pelo menos desde o séc. XVII. As técnicas e saberes foram posteriormente difundidos para o resto da costa portuguesa e mesmo da Galiza. Este notável trabalho de artesanato poderá ser apreciado no Museu das Rendas. Visitar Vila do Conde é um hábito muito comum para quem vive na região do Porto. No entanto, esta cidade do Norte de Portugal, merece muito mais atenção do que aquela que lhe é dada. A quantidade de monumentos e de locais de interesse em Vila do Conde fazem valer cada hora da sua visita. Estes são os melhores locais para visitar em Vila do Conde.

1. Igreja Matriz de Vila do Conde

A Igreja Matriz é um dos monumentos mais emblemáticos da cidade e concelho de Vila do Conde. Desde o século XVI, transformou-se no maior centro de culto da Paróquia de S. João Baptista e, quando foi construída era a maior igreja paroquial do seu tempo, e ainda hoje é uma das maiores do país. A decisão de se construir uma nova matriz, em 1496 – em substituição da antiga matriz que se situava no monte do mosteiro e era pequena – corresponde ao anseio de uma população, que há muito desciam as encostas do monte, para morar mais perto do porto do Ave, numa época em que Vila do Conde fervilhava com o comércio do Império Português. A matriz de Vila do Conde é um monumento às Descobertas marítimas empreendidas por Portugal.

Igreja Matriz de Vila do Conde

Igreja Matriz de Vila do Conde

A construção da Matriz de Vila do Conde foi impulsionada com a passagem do Rei D. Manuel I por Vila do Conde, a caminho de Compostela, em 1502, que além de uma contribuição pessoal derramou impostos sobre o povo e as freiras de Santa Clara para a construção da nova matriz. A carta de Arrifana da Feira, de 5 de Dezembro de 1502, dava instruções precisas de como deveria ser construída esta igreja. No entanto, este projecto foi amplamente alterado com a construção das capelas absidiais (1507) – hoje dedicadas a nossa Senhora do Rosário e SS. Sacramento. Note-se a construção do pórtico e a influência de João de Castilho, nesta época.

2. Aqueduto de Vila do Conde

Fundado no início do século XIV, a comunidade monacal de Santa Clara de Vila do Conde debateu-se desde o início da edificação do mosteiro com problemas relacionados com o abastecimento de água. Na época foi construído um tanque, uma “arca de água”, dentro da cerca do mosteiro, uma solução que se tornou insuficiente nas centúrias seguintes. Em 1626 a abadessa do mosteiro, D. Maria de Meneses, deu início à construção de um aqueduto que transportaria as águas de uma nascente em Terroso até ao mosteiro. Os terrenos necessários à edificação foram adquiridos pela abadessa, e contrataram-se mestres pedreiros para darem início à fábrica de obras. No ano de 1636 estas eram interrompidas, devido a um problema de desnivelamento que inviabilizou todo o trabalho feito até então. Em Dezembro de 1705 D. Bárbara de Ataíde, a nova abadessa, contratou o engenheiro militar Manuel Pinto de Villa Lobos e o capitão Domingos Lopes para delinearem um novo projecto para o aqueduto.

Aqueduto de Vila do Conde

Aqueduto de Vila do Conde

A direcção das obras foi adjudicada a João Rodrigues, mestre pedreiro de Ponte de Lima. Algum tempo depois, o mestre abandonou as obras, por falência, pelo que as Clarissas entregaram a obra a Domingos Moreira, mestre de Moreira da Maia. Em Outubro de 1714 a água chegava pela primeira vez ao claustro do mosteiro. O aqueduto era formado inicialmente por um conjunto de 999 arcos de volta perfeita, abrangendo uma extensão que ultrapassa o actual limite do concelho de Vila do Conde. No entanto, em 1794 um furacão destruiu parte da estrutura. Já no século XX, entre 1929 e 1932, quando a igreja de Santa Clara foi restaurada, alguns dos arcos foram intencionalmente deitados abaixo, para que se tivesse melhor vista sobre a abside do templo. A estrutura subsistente apresenta uma arcada cuja altura e envergadura decrescem, apresentando nalguns troços fenestração no remate superior. A obra foi dedicada pelas freiras clarissas a Santo António, tendo sido colocada uma imagem do padroeiro no depósito do aqueduto.

3. Igreja do Convento de Santa Clara

A Igreja do Convento de Santa Clara foi mandada edificar em 1318 por D. Afonso Sanches, filho bastardo de Dinis I de Portugal, e sua esposa, D. Teresa Martins. É um templo fundamental do Gótico português a Norte do Douro. A construção prolongou-se pelos séculos subsequentes, conjugando, para além dos estilos gótico e manuelino, elementos barrocos e rococó. Entre outras adições à edificação trecentista ocorridas ao longo dos tempos, destaque-se a Capela dos Fundadores, a que se acede através de um arco ogival com duas arquivoltas decoradas e que acolhe os túmulos dos fundadores, bem como o coro-alto, ambos do século XVI; o cadeiral do coro-baixo e o órgão junto ao coro-alto, do século XVIII; etc…

Igreja do Convento de Santa Clara

Igreja do Convento de Santa Clara

Esta igreja conventual apresenta planta de cruz latina composta por nave única coberta por tectos de madeira com caixotões, transepto de grandes dimensões e cabeceira com três capelas abobadadas, iluminadas por frestas altas. A austeridade e monumentalidade exteriores lembram, de algum modo, os primeiros exemplos de arquitectura mendicante clarissa do país. A cabeceira, poligonal, é ritmada por botaréus que reforçam tanto os flancos da abside como dos absidíolos; na fachada a poente destaca-se uma grande rosácea, pertencente à construção medieval, tendo o portal ogival sido removido. A entrada no templo realiza-se através de um portal lateral localizado na fachada norte. O exterior da igreja apresenta coroamento de ameias com função meramente decorativa.

4. Réplica de Nau Quinhentista

Fundeada desde 2007 nas águas do rio Ave, a réplica da Nau Quinhentista, construída pelos Estaleiros Samuel & Filhos, de Vila do Conde, é um importante e precioso complemento ao núcleo museológico Alfândega Régia – Museu de Construção Naval. Para além de um importante elemento de atracção turística e lúdica, tem uma função pedagógica, pois, construída com o maior respeito pelas investigações científicas da responsabilidade do Almirante Rogério d’ Oliveira, incorpora o saber ancestral dos carpinteiros e calafates dos estaleiros vilacondenses.

Réplica de Nau Quinhentista

Réplica de Nau Quinhentista

A fim de mostrar a complexidade da organização das viagens, a Nau Quinhentista apresenta os aposentos de alguns dos tripulantes, assim como os próprios elementos da tripulação, através de esculturas humanas: o capitão, o piloto, o escrivão, o capelão, o boticário, o timoneiro, o bombardeiro e o grumete. Simultaneamente, estão expostos vários instrumentos de navegação, material cartográfico, diferentes tipos de mercadorias, uma botica, procurando elucidar sobre a complexidade e as vicissitudes da vida a bordo.

5. Museu das Rendas de Bilros

Instalado em 1991 na Casa do Vinhal, típico solar urbano do século XVIII, e com o intuito de salvaguardar as tradições e o património móvel deste concelho, o núcleo museológico veio criar uma dinâmica em torno das Rendas de Bilros, nomeadamente quanto à sua promoção e divulgação. Tendo por missão Conhecer o Passado / Preparar o Futuro, estuda a tradição das Rendas de Bilros em Vila do Conde, no país e no Mundo, procurando implementar ainda novas soluções para alargar as possibilidades de escoamento das Rendas de Bilros, potenciando uma maior produção e garantindo o futuro desta técnica artesanal, um dos principais ex-libris de Vila do Conde.

Museu da Renda de Bilros Museu da Renda de Bilros

O Museu das Rendas de Bilros de Vila do Conde acolhe a instalação permanente da maior renda de bilros do mundo, registada no GUINNESS WORLD RECORDS. A colecção é composta por todo o tipo de instrumentos e materiais utilizados na produção das Rendas de Bilros, dela fazendo parte belos exemplares de Rendas de Bilros, desenhos, piques e documentos vários. Merece ainda referência a colecção de bilros e almofadas estrangeiras, testemunho dos sucessivos contactos com centros produtores além-fronteiras. A exposição permanente, para além de apresentar a tradicional renda vilacondense, expõe, simultaneamente, várias rendas contemporâneas, fruto de um conjunto de actividades desenvolvidas com outros centros produtores de rendas na Europa, bem como de inúmeros trabalhos concebidos por estilistas nacionais.

6. Casa de José Régio

Desde a sua construção até à posse por parte de José Régio, a casa foi sempre pertença do ramo familiar paterno. Por morte da “Madrinha” Libânia, no ano de 1928, o imóvel, por herança, veio para a posse do pai de José Régio, originando um novo ciclo quanto à utilização da casa. Esta fase terminaria com a morte do pai do poeta, ao qual sucede como único proprietário do imóvel. Nos anos 60 do século XX, a casa sofre a última grande alteração, fruto da intervenção levada a cabo por José Régio, altura em que, definitivamente, adapta a casa aos seus gostos e de acordo com a funcionalidade desejada.

Casa de José Régio

Casa de José Régio

Após a sua morte, que aconteceu a 22 de Dezembro de 1969 e depois de negociações com a sua família, a Câmara Municipal de Vila do Conde adquiriu a casa do poeta, abrindo ao público a 17 de Setembro de 1975. A Casa de José Régio não é um espaço museológico de base, é antes de mais a residência que o poeta escolheu para habitar após a sua aposentação, reflectindo a vontade do poeta, no modo e na forma como todos os objectos se encontram dispostos nos diferentes espaços.

7. Igreja Românica de São Cristóvão de Rio Mau

Situado em Vila do Conde, o pequeno templo, que em tempos comportava um mosteiro pertencente aos cónegos regrantes de Santo Agostinho, é marcado por expressiva sobriedade típica da arte românica. Apesar de se tratar de uma edificação regional, levantada em granito de segunda escolha, nem por isso deixa de revelar certa qualidade construtiva. Nesta edificação facilmente se percebe que o corpo e a cabeceira não foram feitos pela mesma mão, nem os materiais utilizados são da mesma qualidade. A fachada principal, construída em silhares de granito, é dominada por um alçado ressaltado em relação ao resto do frontispício, onde se inscreve um pórtico de três arquivoltas ligeiramente elevadas, arredondadas e molduradas, no contorno externo, por friso de elegantes entrançados.

Igreja Românica de São Cristóvão de Rio Mau

Igreja Românica de São Cristóvão de Rio Mau

As arquivoltas são sustentadas por seis colunas (três de cada lado) capitelizadas e preenchidas com ornatos de cariz vegetalista. No tímpano encontra-se incipiente baixo-relevo, tendo ao centro uma figura com mitra e báculo, abençoando no meio da representação de duas figuras atarracadas, ostentanto livros abertos. Um pássaro sob um sol e uma sereia, segurando uma lua, ladeiam este conjunto. Remata o alçado empena triangular coroada com cruz inscrita num círculo, semelhante à da Ordem dos Templários.

8. Museu dos Bombeiros

O Museu dos Bombeiros, instalado entre 1984 e 1998 no Quartel da Av. Marquês Sá da Bandeira, encontra-se hoje em novas instalações no Quartel situado na Rua D. Sancho I. O espaço é composto por duas salas, uma destinada à exposição, e outra a audiovisuais e serviços educativos. Para além destas áreas, o Museu dispõe de uma miniescola fixa de trânsito, onde os visitantes podem tomar conhecimento de algumas normas de actuação, de acordo com a Prevenção Rodoviária Portuguesa.

Museu dos Bombeiros

Museu dos Bombeiros

A colecção do Museu dos Bombeiros retrata a actividade da associação, sendo constituída por viaturas antigas, de tracção animal, manual e mecânica, fardas de intervenção, de gala, da Fanfarra e da Banda de Música dos Bombeiros, numismática, galhardetes, salvados, fotografias e documentação que relata a história da corporação. Paralelamente às visitas guiadas à exposição, o Museu e o corpo activo envolvido na sua programação promovem visitas orientadas, no sentido de elucidar os visitantes sobre os potenciais perigos do dia-a-dia e os cuidados a observar quanto aos fenómenos da natureza, entre outros.

9. Mosteiro de Vairão

O mosteiro de Vairão foi construído na Alta Idade Média, datando as primeiras referências à comunidade dos séculos X-XI, em pleno processo de consolidação cristã dos territórios que viriam a originar o Condado Portucalense. Em 1141, D. Afonso Henriques passou carta de couto ao cenóbio, sendo esse documento revelador da importância do mosteiro, que detinha um património fundiário considerável, disperso por várias actuais freguesias. Infelizmente, desses primeiros capítulos de vida da comunidade feminina de Vairão nenhum vestígio material chegou aos nossos dias. As parcelas mais antigas correspondem ao século XIV, época em que se procedeu à reformulação do conjunto românico e em que o mosteiro terá atingido o seu ponto de maior expansão.

Mosteiro de Vairão

Mosteiro de Vairão

A Capela de São João Baptista, único elemento que mereceu a classificação legal deste complexo edificado, foi construída décadas depois do período de apogeu da comunidade. Deverá datar de 1551, data que consta de um brasão associado à capela e que deve corresponder ao início dos trabalhos ou, em alternativa, à conclusão do projecto, solenemente simbolizada pela colocação do brasão dos promotores. A capela é um característico espaço quinhentista, de planta quadrada, coberta por abóbadas de cruzaria de ogivas e iluminada por janela lateral. O acesso faz-se a partir da nave da igreja monacal, através de arco de lintel recto. As paredes laterais são integralmente revestidas por azulejos de padrão geométrico, enquanto que a parede fundeira é ocupada por retábulo maneirista, da segunda metade do século XVI, pouco posterior à conclusão da obra de arquitectura.

10. Igreja Matriz de Azurara

Construída no século XVI, apresenta planta longitudinal, de três naves com diferentes alturas e capela-mor rectangular. A fachada principal é ladeada por uma robusta torre rectangular e o pórtico manuelino é constituído por um arco de moldura lavrada e ladeado por colunas em espiral. No interior a cobertura de madeira das naves é moderna.

Igreja Matriz de Azurara

Igreja Matriz de Azurara

A abóbada artesoada da abside é de pedra e apresenta estrutura polinervada com rosetas nos fechos e rematada ao centro com o brasão de D. Manuel I. De salientar o revestimento azulejar, o retábulo-mor em talha, as pinturas do século XVII e as siglas nas lages do pavimento interior, que se julga terem sido de pescadores azurarenses.

11. Mosteiro de São Simão da Junqueira

A fundação do Mosteiro de S. Simão e S. Judas Tadeu da Junqueira, por D. Areas, Arcediago da Sé de Braga decorreu no século XI, sendo que data de 1084 o documento que contém a referência autêntica mais antiga do Mosteiro de S. Simão da Junqueira, uma carta de doação. Em 1181, D. Afonso Henriques conferiu a Carta de Couto ao Mosteiro da Junqueira. Em 1516, com a morte do prior D. João Gonçalves, S. Simão da Junqueira passou para a posse de comendatários, que eram vitalícios e não só clérigos seculares mas até fidalgos leigos, donde resultou, por um lado, a ruína do património do Convento, por outro, o relaxamento da observância regular do espírito monástico.

Mosteiro de São Simão da Junqueira

Mosteiro de São Simão da Junqueira

Em 1687, deu-se a edificação da Igreja dedicada a S. Simão e S. Judas Tadeu e, em 1770, o convento foi extinto por Breve de Clemente XIV; A Igreja apresenta planta em cruz latina com duas torres sineiras simetricamente integradas na fachada; No século XVIII, com a partida dos monges, o edifício passou a propriedade particular, sendo usada como casa solarenga. Centrada na planta do edifício em U, a casa apresenta-se reconstruída em redor do antigo claustro do convento num barroco convencional. O claustro apresenta um desenho respeitante da lógica dos restantes espaços exteriores.

12. Centro de Memória de Vila do Conde

Juntando as valências do Arquivo Municipal, Gabinete de Arqueologia e o Núcleo Central do Museu de Vila do Conde, o Centro de Memória resulta de um projecto de regeneração do edifício existente – Solar de São Sebastião – e da criação de dois novos corpos, duplicando, desta forma, a área inicial. A existência de exposições temporárias dedicadas à arte contemporânea, de uma sala polivalente para conferências, do serviço educativo, do Espaço Internet, da cafetaria, da loja e do Centro de Pedagogia Ambiental, associados aos 7.000m2 de jardim e de toda a actividade cultural e lúdica que aqui se desenvolvem fazem da Casa de São Sebastião um equipamento cultural cheio de interesse, um espaço de fruição de informação, cultura e lazer.

Centro de Memória de Vila do Conde

Centro de Memória de Vila do Conde

A exposição permanente da unidade central, “Vila do Conde: Tempo e Território”, é um espaço de diálogo, de sensações e de emoções que motivam a reflexão sobre os processos e as relações históricas e socioculturais que, ao longo de milhares de anos, construíram a identidade de Vila do Conde, contribuindo para a construção de uma imagem real do passado, presente e futuro de Vila do Conde. No belo jardim que circunda este espaço, encontramos uma torre, de onde é possível dispor de uma agradável vista sobre o centro histórico.

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