A falta de mão de obra especializada no mercado de espécies ornamentais de peixes está levando a muita doenças neles
Por Maria Tereza Santos - Saúde é Vital - 15/12/2019 11:37:25 | Foto: Yoko Inoue/Getty Images
Cerca de 1 500 espécies de peixes marinhos e 4 500 de água doce são vendidas no mundo como animais de estimação — no Brasil, trata-se do quarto pet mais comum, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Porém, nem sempre esses bichos recebem o tratamento adequado, o que os deixa estressados e com a imunidade abalada. Isso contribui para o surgimento de doenças, especialmente em bettas, peixes-dourados, carpas, colisas, barbus e tricogasters.
“Os problemas incluem uso de água de má qualidade, alimentação incorreta, ausência de equipamentos e falta de manutenção dos aquários ”, relata o veterinário Pedro Henrique Magalhães Cardoso, da Universidade de São Paulo, que liderou uma revisão de estudos sobre o assunto.
A verdade é que os peixes também precisam de proteção fora dos rios e oceanos.
Fique atento a escamas eriçadas, barbatanas corroídas, olhos esbranquiçados e presença de ferimentos, sangramentos, verrugas e acúmulo de material que lembra algodão na pele dos peixes. São pistas de que eles foram acometidos por vírus, bactérias ou fungos. Sinais de encrenca
“Sem tratamento rápido, tudo isso quase sempre leva à morte” alerta Cardoso.
Água limpinha: use um filtro ozonizador com radiação ultravioleta no aquário. Ele limpa a água e mata agentes infecciosos.
Aquário nota 10: “Faça as manutenções com produtos próprios do mercado de aquarismo”, orienta Cardoso.
Loja confiável: ela deve ter um técnico qualificado e contar com o aval do Conselho Regional de Medicina Veterinária.
Ajuda profissional: consulte um especialista antes da compra. Ele ensinará a zelar pelo aquário e pelo bem-estar do peixe.
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