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Pela primeira vez direção do Museu Nacional da República fica a cargo de uma mulher

Pela primeira vez direção do Museu Nacional da República fica a cargo de uma mulherFoto: Divulgação Secec

Sara gosta de frisar que seu negócio é curadoria e direção, guardando a sete chaves os ensaios como artista e preferências estéticas

Agência Brasília * I Edição: Carolina Jardon - 14/01/2021 - 12:43:12

Sara Seilert é natural de Tenente Portela (RS), viveu a infância e adolescência em Cuiabá (MT) e se formou em artes plásticas na UnB

Analista de Atividades Culturais em Artes Plásticas da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), Sara Seilert foi nomeada, nesta quarta-feira (13), no Diário Oficial do DF, como diretora do Museu Nacional da República (MuN).

Será a primeira a ocupar a direção desse espaço, cargo que vinha ocupando interinamente desde agosto do ano passado, quando substituiu Charles Cosac, que estava no posto desde janeiro de 2019.

“Trabalhar com Charles Cosac foi uma experiência muito importante em minha vida profissional. Eu admirava a editora CosacNaify, mas estar com ele, enquanto curador, ajudou-me a compreender vários aspectos do sistema de arte antes distantes para mim”, avalia Sara, que trabalhou de assistência na diretoria do Museu, na curadoria e no programa educativo, desde a vinda do Charles.

“A confirmação de meu nome para o cargo me deixa segura para continuar o trabalho que eu e minha equipe já vínhamos fazendo. Fico mais à vontade para propor novas coisas também”, diz Sara, conhecida por ser workaholic.

Natural de Tenente Portela (RS), Sara viveu infância e adolescência em Cuiabá (MT). Ela se mudou para Brasília no final de 2006 para estudar na Universidade de Brasília (UnB), onde se formou em Artes Plásticas.

“Para o ano de 2021 já temos uma pauta bem encaminhada. Teremos Alex Vallauri, artista grafiteiro precursor, no expositivo principal; Marcos Amaro, artista plástico, mais conhecido por ser um importante colecionador de arte no Brasil, proprietário do FAMA Museu, no mezanino; e Claudio Maya, designer pioneiro em Brasília, na galeria térreo”, adianta a diretora. Essas exposições abrem ao público em março.

Sara gosta de frisar que seu negócio é curadoria e direção, guardando a sete chaves os ensaios como artista e preferências estéticas: “Eu não sou artista plástica, apesar da formação. Às vezes acontece essa confusão com quem é formado em artes. A formação na área permite outros trabalhos, como, além de curadoria, pesquisa e crítica de arte”.

Sara foi empossada como servidora do GDF em junho de 2018. A nova gestora do MuN recebeu junto com a nomeação palavras de incentivo do titular da Secec, Bartolomeu Rodrigues:

“Durante a interinidade, Sara deu demonstrações de competência para dirigir o museu. Temos projetos em andamento que precisam ser executados dentro da perspectiva de que em breve voltaremos à normalidade. Trata-se também de um gesto de reconhecer e valorizar os quadros da casa. Confio plenamente na sua gestão”.

Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa

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