Entenda operação da Polícia Federal contra Rioprevidência no caso do Banco Master

Os alvos de busca e apreensão são a sede do próprio Rioprevidência, que gere aposentadorias e pensões de servidores públicos do Rio, e endereços de pessoas relacionadas ao órgão

Entenda operação da Polícia Federal contra Rioprevidência no caso do Banco Master
Entenda operação da Polícia Federal contra Rioprevidência no caso do Banco Master

José Marques-brasília, Df (folhapress) - 23/01/2026 16:03:04 | Foto: © PF/DIVULGAÇÃO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (23), uma operação para investigar suspeitas de operações financeiras irregulares relacionadas ao Banco Master no fundo de previdência dos servidores do estado do Rio de Janeiro, o Rioprevidência.

As autoridades cumpriram mandados de busca e apreensão na sede do próprio Rioprevidência e em endereços de pessoas relacionadas ao órgão. Uma deles é o atual presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes.

A operação foi intitulada Barco de Papel e os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal do Rio. Entenda abaixo a operação em sete pontos.

O QUE É A RIOPREVIDÊNCIA?
O Rioprevidência (Fundo Único de Previdência do Estado do Rio de Janeiro) é uma autarquia estadual responsável por gerir o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores públicos fluminenses.

O órgão centraliza a arrecadação das contribuições previdenciárias e administra o pagamento de aposentadorias e pensões, funcionando como a entidade jurídica que deve garantir o equilíbrio financeiro para que os benefícios dos servidores e seus dependentes sejam honrados a longo prazo.

O estado tem 424 mil servidores, e o RioPrevidência paga R$ 2,2 bilhões por mês a aposentados e pensionistas, de acordo com suas demonstrações contábeis.

QUAL A SUA RELAÇÃO COM O BANCO MASTER?
A autarquia investiu quase R$ 1 bilhão dos servidores públicos do Rio de Janeiro em letras financeiras do Master. Agora, que a Polícia Federal investiga o ex-banqueiro Daniel Vorcaro por suspeita de crime financeiro e sua instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central, o fundo está sob risco de acabar com um rombo contábil.

QUAL O OBJETIVO DA OPERAÇÃO BARCO DE PAPEL?
A Polícia Federal visa apurar suspeitas de operações financeiras irregulares relacionadas ao Banco Master no fundo de previdência dos servidores do estado do Rio de Janeiro.

O QUE ACONTECEU?
As investigações iniciadas em novembro do ano passado pretendem apurar um conjunto de nove transações financeiras feitas entre novembro de 2023 e julho de 2024 que resultaram numa aplicação de R$ 970 milhões em recursos da Rioprevidência em letras financeiras do Master.

São apuradas suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, induzir em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.

QUAIS SÃO OS EXECUTIVOS INVESTIGADOS?
Os alvos de busca e apreensão são a sede do próprio Rioprevidência, que gere aposentadorias e pensões de servidores públicos do Rio, e endereços de pessoas relacionadas ao órgão. Uma deles é o atual presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes.

Além de Antunes, também houve buscas contra Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos, e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-gerente de investimentos.

QUEM PODE SER AFETADO?
O governo federal concluiu que estados e municípios serão os responsáveis finais por cobrir rombos em fundos de previdência caso tenham prejuízo em investimentos feitos em títulos vendidos pelo Banco Master. Institutos que pagam aposentadorias a servidores aplicaram ao menos R$ 1,8 bilhão em letras financeiras do banco, que teve liquidação decretada há menos de dois meses.

O QUE DIZ A RIOPREVIDÊNCIA
No ano passado, em meio às investigações sobre o Master, o Rioprevidência divulgou uma nota em que dizia que as letras financeiras emitidas pelo banco tinham vencimentos previstos para 2033 e 2034 e que a autarquia fluminense estava "em negociação para substituir as letras por precatórios federais".

"Importante esclarecer ainda que à época das aplicações, o Banco Master S.A. detinha autorização de funcionamento emitida pelo Banco Central do Brasil, credenciamento ativo junto ao Ministério da Previdência Social e classificação de risco de crédito de 'grau de investimento`.

PF mira executivos do Rioprevidência em operação sobre suspeitas relacionadas ao Master

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (23) uma operação com o objetivo de apurar suspeitas de operações financeiras irregulares relacionadas ao Banco Master no fundo de previdência dos servidores do estado do Rio de Janeiro.

Os alvos de busca e apreensão são a sede do próprio Rioprevidência, que gere aposentadorias e pensões de servidores públicos do Rio, e endereços de pessoas relacionadas ao órgão. Uma deles é o atual presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes.

Além de Antunes, também houve buscas contra Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos, e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-gerente de investimentos.

A operação foi intitulada Barco de Papel e os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal do Rio.

Procurado pela reportagem, o órgão ainda não se manifestou. As defesas dos alvos não foram localizadas.

As investigações foram iniciada em novembro do ano passado e pretende apurar um conjunto de nove operações financeiras feitas entre novembro de 2023 e julho de 2024 que resultaram numa aplicação de R$ 970 milhões em recursos da Rioprevidência em letras financeiras do Master.

São apuradas suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, induzir em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.

No ano passado, em meio às investigações sobre o Master, o Rioprevidência divulgou uma nota em que dizia que as letras financeiras emitidas pelo banco tinham vencimentos previstos para 2033 e 2034 e que a autarquia fluminense estava "em negociação para substituir as letras por precatórios federais".

"Importante esclarecer ainda que à época das aplicações, o Banco Master S.A. detinha autorização de funcionamento emitida pelo Banco Central do Brasil, credenciamento ativo junto ao Ministério da Previdência Social e classificação de risco de crédito de 'grau de investimento' - rating nacional de longo prazo 'A-', atribuído pela Fitch Ratings, atestando solidez financeira e a credibilidade institucional. As aplicações foram realizadas em conformidade com todos os regramentos vigentes à época e de acordo com o Plano Anual de Investimentos que foi aprovado pelo Conselho de Administração da Autarquia", disse o Rioprevidência, na ocasião.

"A descoberta de fraudes dessa monta e dessa gravidade no Banco Master atinge não apenas o Rioprevidência, mas milhares de investidores, outros RPPS's, empresas privadas e estatais, entre outros entes", dizia a nota.

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