Ramagem é preso por serviço de imigração dos EUA
Isabella Menon Washington, Eua (folhapress) - 16/04/2026 06:57:31 | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
ISABELLA MENON-WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi solto nesta quarta-feira (15), dois dias após a prisão dele pelo ICE, agência de imigração dos Estados Unidos.
A informação foi confirmada por agentes da Polícia Federal, pela família e por aliados bolsonaristas, como o blogueiro Allan dos Santos e o empresário Paulo Figueiredo.
O nome de Ramagem, que aparecia no site do ICE e no do condado de Orange, na Flórida, não estava mais disponível no final da tarde desta quarta na lista de detidos.
Nesta terça (14), o governo dos Estados Unidos, por meio do condado da Flórida, tinha divulgado uma imagem do ex-deputado federal preso, com um moletom verde, e confirmado a detenção dele pelo ICE, mas mantendo a posição de evitar a divulgação de detalhes.
Um documento do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos mostrou que o ex-deputado estava com visto expirado e estava sujeito a deportação.
De acordo com o empresário Paulo Figueiredo, Ramagem já estava em casa com a família na Flórida.
"Alexandre Ramagem está livre. Obrigado a todos que oraram. Obrigado, presidente Trump e a todos da administração", afirmou o empresário, que ajudou nos trâmites para a liberação.
O empresário nega que o ex-deputado tenha pago fiança para sair da prisão. "Com boa vontade, foi verificado que a situação imigratória dele é absolutamente regular, como dito originalmente. EUA são Império das Leis e não a várzea que se tornou o Xandaquistão [uma referência ao ministro do STF Alexandre de Moraes]. Ele não responderá a nenhum processo criminal", disse Figueiredo.
O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos publicou nas redes sociais que Ramagem estava livre e em casa. "Deus abençoe a todos vocês que lutaram pelo nosso irmão."
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro também celebrou a soltura, agradeceu a Donald Trump e ao secretário de Estado, Marco Rubio, e afirmou que Ramagem merece "asilo na terra da liberdade da liberdade, ao lado de sua corajosa esposa e sua belas filhas".
A esposa de Ramagem, Rebeca, divulgou um vídeo ao lado das duas filhas do casal afirmando que a família passou por momentos duros e de dor, mas que teve confiança em Deus. Após celebrar a saída dele da prisão, fez campanha para Flávio Bolsonaro. "Vamos mudar esse país, vamos mudar o destino desse país. Para isso, precisamos do Flávio Bolsonaro presidente", disse.
Ramagem foi preso na segunda (13) pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos.
A Polícia Federal afirmou que o ex-deputado foi preso em decorrência de uma cooperação policial internacional junto a autoridades dos EUA. Aliados do ex-deputado dizem que ele foi detido devido a uma suposta infração de trânsito leve, o que culminou em uma análise migratória.
Ele estava com o visto de turista expirado e por isso estava sujeito à deportação, de acordo com um documento do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.
Além de deputado, Ramagem foi diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no governo de Jair Bolsonaro (PL) e condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) à perda de mandato e a 16 anos e um mês de prisão por participação em tentativa de golpe de Estado.
O presidente Lula (PT) disse nesta terça que Ramagem precisava voltar ao Brasil para cumprir pena.
"O Ramagem acho que vai vir para cá. A direita aqui no Brasil está dizendo que ele foi preso em uma multazinha. Não. Ele foi preso, já estava condenado a 16 anos nesse país. Ele foi um golpista que está condenado. Tem que voltar para o Brasil para cumprir sua pena", declarou em entrevista aos sites Brasil 247, DCM e Revista Fórum.
No Brasil, o ex-deputado é considerado foragido. Segundo Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, Ramagem teria deixado o Brasil por meio da Guiana antes do fim do julgamento do STF.
Esposa de Ramagem comemora soltura nos EUA e faz campanha para Flávio Bolsonaro
ISABELLA MENON-WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Após a saída do ex-deputado Alexandre Ramagem da prisão, a mulher Rebeca Ramagem publicou um vídeo ao lado das duas filhas do casal celebrando a soltura dele. O ex-deputado foi preso na segunda-feira (13) pelo ICE, agência de imigração dos EUA, e solto na tarde desta quarta-feira (15).
"Com Deus, a gente vai estar sempre do lado do Ramagem, do meu marido, pai das minhas filhas", afirmou ela. "Acreditando na Justiça, acreditando que as instituições devam trabalhar de forma eficiente, sem abuso e sem violência."
Desde a prisão de Ramagem, Rebeca não tinha se manifestado nas redes sociais. "Nesse momento, estamos apenas esperando a chegada dele, felizes, ansiosas, esperando muito que ele chegue para que a gente possa dar um grande beijo e abraço."
Ela ainda fez campanha para o senador Flávio Bolsonaro (PL). "Vamos continuar juntos, vamos mudar esse país, vamos mudar o destino desse país e para isso a gente precisa de Flávio Bolsonaro presidente."
A Polícia Federal afirmou que a prisão de Ramagem foi coordenada entre o governo Brasileiro e dos Estados Unidos.
Aliados do ex-deputado rebatem essa afirmação e dizem que ele foi detido devido a uma suposta infração de trânsito leve, o que culminou em uma análise migratória.
Ele é considerado foragido pela Justiça brasileira após ter sido condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele está nos Estados Unidos desde setembro do ano passado e vive na Flórida com a família.
Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o ex-diretor da Abin saiu de forma clandestina do país pela fronteira com a Guiana.
Ele estava com o visto de turista expirado e por isso estava sujeito à deportação, de acordo com um documento do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.
Além de deputado, Ramagem foi diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no governo de Jair Bolsonaro (PL) e condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) à perda de mandato e a 16 anos e um mês de prisão por participação em tentativa de golpe de Estado.
O presidente Lula (PT) disse nesta terça que Ramagem precisa voltar ao Brasil para cumprir pena.
"O Ramagem acho que vai vir para cá. A direita aqui no Brasil está dizendo que ele foi preso em uma multazinha. Não. Ele foi preso, já estava condenado a 16 anos nesse país. Ele foi um golpista que está condenado. Tem que voltar para o Brasil para cumprir sua pena", declarou em entrevista aos sites Brasil 247, DCM e Revista Fórum.
Entenda a prisão de Alexandre Ramagem nos EUA e o que pode acontecer com o ex-deputado
MALU ARAUJO-SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, 53, foi preso na segunda-feira (13) nos Estados Unidos pelo serviço de imigração do país.
Cassado pela Câmara e foragido do Brasil, ele havia sido condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 16 anos por tentativa de golpe de Estado.
Ramagem foi diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no governo de Jair Bolsonaro (PL). Saiba mais sobre a prisão e os próximos passos do caso.
POR QUE ALEXANDRE RAMAGEM FOI PRESO NOS ESTADOS UNIDOS?
Segundo integrantes do governo americano, Ramagem foi preso por questões migratórias. Documento do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos mostra que ele estava com visto expirado.
Já a Polícia Federal afirmou que o ex-deputado foi preso em decorrência de uma cooperação policial internacional junto a autoridades dos EUA.
Aliados do ex-deputado rebatem essa afirmação e dizem que ele foi detido devido a uma suposta infração de trânsito leve, o que culminou em uma análise migratória.
O QUE ELE FAZIA NOS EUA?
Ramagem fugiu para os Estados Unidos após ser condenado a 16 anos de prisão por participação na trama golpista. Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o ex-deputado saiu de forma clandestina do Brasil pela fronteira com a Guiana.
Ele teria se mudado em setembro para um condomínio de luxo na Flórida, enquanto gravava vídeos e votava à distância nas sessões da Câmara, amparado por um atestado médico. Posteriormente, a Casa cassou seu mandato.
Recentemente, Ramagem disse que tentaria uma carreira de repórter nos EUA.
QUAL TERIA SIDO O PAPEL DE RAMAGEM NA TRAMA GOLPISTA?
Ramagem foi acusado de ser um dos responsáveis por preparar o discurso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra as urnas eletrônicas.
Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), ele também montou uma estrutura paralela na Abin para realizar ataques virtuais e produzir desinformação contra opositores, utilizando ferramentas como o sistema FirstMile para monitorar a localização de celulares de ministros do STF, deputados e jornalistas.
A defesa dele nega as acusações.
O QUE ACONTECE AGORA?
Um documento do Departamento de Segurança Interna dos EUA diz que, por estar com o vídeo expurado, Ramagem está sujeito a deportação.
O governo já havia pedido que ele fosse extraditado para o Brasil. Bolsonaristas fizeram apelos à Embaixada dos EUA e ao Ministério da Justiça para que ele seja liberado.
Ramagem disse antes de prisão que tentava ser repórter nos EUA e só voltaria ao Brasil com anistia
O ex-deputado federal cassado Alexandre Ramagem foi detido pelo ICE, serviço de imigração dos EUA, de acordo com a Polícia Federal, nesta segunda-feira (13).
Ramagem vive na Flórida com a família e é considerado foragido da Justiça brasileira, após ter ido para os Estados Unidos no ano passado. Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o ex-diretor da Abin saiu de forma clandestina do Brasil pela fronteira com a Guiana.
Em março, ele esteve no CPAC, maior evento conservador do mundo, onde atuou como comentarista pela Revista Timeline, do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos e outros jornalistas. Durante o evento, entrevistou políticos brasileiros presentes no local e também fez análises para o site.
Ele não quis dar entrevista a jornalistas brasileiros, mas disse que estava tentando trabalhar como repórter e disse que só voltaria ao Brasil com anistia.
A condenação definitiva do núcleo central da trama golpista, do qual Ramagem fazia parte, foi decretada em 25 de novembro.
Dois meses antes, ele teria se mudado para um condomínio de luxo na Flórida, enquanto gravava vídeos e votava à distância nas sessões da Câmara, amparado por um atestado médico.
Em dezembro, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a abertura do processo de extradição.
Nesta segunda (13), Allan dos Santos afirmou em redes sociais que "nenhum perseguido por [Alexandre de] Moraes ficará desamparado".
"Rezem por Ramagem, que tudo será resolvido. As leis americanas são bem claras e tudo será conduzido dentro das leis americanas", declarou. Depois, afirmou que Ramagem encontra-se em procedimento "admnistrativo de imigração nos Estados Unidos, sem qualquer acusação criminal. A defesa já está atuando e o caso segue os trâmites legais perante as autoridades competentes".
Ramagem é preso por serviço de imigração dos EUA
RAQUEL LOPES-BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos prendeu nesta segunda-feira (13) o ex-deputado federal condenado e cassado Alexandre Ramagem (PL-RJ).
De acordo com membros da Polícia Federal, ele foi preso por questões imigratórias em Orlando, na Flórida.
Próximo da família Bolsonaro, Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira, após ter saído do Brasil e permanecido nos Estados Unidos, sob o governo Donald Trump, desde o ano passado.
O ex-parlamentar foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) à perda de mandato e a 16 anos e um mês de prisão por participação em tentativa de golpe de Estado no final do governo de Jair Bolsonaro (PL).
A prisão desta segunda, no entanto, não tem relação com a condenação pelo STF, pela qual é considerado foragido da Justiça. Ramagem foi detido pelo departamento responsável por prender os imigrantes ilegais.
O blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, que é aliado de Ramagem, disse que ele não foi preso, mas detido após uma abordagem policial em Orlando, inicialmente por uma infração leve de trânsito e, na sequência, encaminhado ao ICE (Serviço de Imigração e Alfândega, agência federal dos Estados Unidos responsável por fiscalizar a imigração).
"Essa é, neste momento, uma questão meramente imigratória. Porém, o status de Ramagem é legal: ele possui um pedido de asilo pendente, protocolado há tempos e ainda sob análise, o que lhe permite permanecer legalmente nos Estados Unidos até a decisão final do caso -que é demorada, mas tem tudo para ser deferida", disse.
A reportagem procurou a defesa de Ramagem, que ainda não se manifestou.
A PF informou, em nota, que a prisão de Ramagem decorreu de cooperação policial internacional entre a corporação e autoridades dos Estados Unidos.
"O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito", disse a corporação.
Em nota, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que acompanhará "com máxima atenção" a prisão de Ramagem e que o caso "toca diretamente no respeito às garantias e à atuação de um parlamentar eleito pelo povo brasileiro".
"Confiamos no bom senso das autoridades dos Estados Unidos para compreenderem o contexto em que se insere este episódio, marcado por um cenário de forte tensão política no Brasil", escreveu.
O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, que também vive nos EUA, publicou em rede social que "nenhum perseguido por Moraes ficará desamparado". "Rezem por Ramagem, que tudo será resolvido. As leis americanas são bem claras e tudo será conduzido dentro das leis americanas", afirmou.
Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o ex-diretor da Abin saiu de forma clandestina do Brasil pela fronteira com a Guiana.
Ramagem teria se mudado em setembro para um condomínio de luxo na Flórida, enquanto gravava vídeos e votava à distância nas sessões da Câmara, amparado por um atestado médico.
Em dezembro, o ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura do processo de extradição de Ramagem, condenado pela trama golpista.
A condenação definitiva do núcleo central da trama golpista, do qual o parlamentar fazia parte, foi decretada por Moraes em 25 de novembro.
Já em dezembro Ramagem prestou depoimento ao STF após Moraes reabrir o processo que poderia aumentar a pena do ex-parlamentar.
O julgamento de alguns dos crimes da trama golpista ocorridos após a diplomação de Ramagem havia sido suspenso pela Câmara enquanto ele ainda era deputado federal.
Trata-se dos tipos penais ligados ao 8 de Janeiro: dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado.
Em dezembro, a Mesa Diretora da Câmara cassou Ramagem, o que abriu caminho para a decisão de Moraes de reabrir o processo contra ele.
A Câmara dos Deputados também cancelou os passaportes diplomáticos de Ramagem e do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que assim como o ex-diretor da Abin teve seu mandato cassado e está nos Estados Unidos.
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