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Três filmes com recursos do FAC são premiados

Três filmes com recursos do FAC são premiadosFoto: Divulgação

Estrelado pela atriz Dira Paes, rosto conhecido de produções cinematográficas do DF, o filme é baseado em fatos e foi rodado em Marabá (PA) e em Brasília.

Agência Brasília* | Edição: Freddy Charlson - 08/10/2020 - 06:05:34

‘Eduardo e Mônica’, ‘Filhas de Lavadeiras’ e ‘Pureza’ foram laureados em festivais nacionais e estrangeiros

Nos últimos sete dias, três produções cinematográficas com fomento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) foram laureadas em importantes festivais no Brasil e no exterior: Filhas de Lavadeiras , de Edileuza de Souza; Eduardo e Mônica , de René Sampaio; e Pureza , de Renato Barbieri. Juntas, tiveram o aporte de recursos da ordem de R$ 1,8 milhão e seguem mostrando a força estética e política do cinema criado em Brasília país afora.

Baseado em sucesso homônimo da banda Legião Urbana, a película Eduardo e Mônica conquistou, no último domingo (4), o Prêmio de Melhor Filme Internacional na Mostra de Edmonton, no Canadá. “Receber um reconhecimento internacional desse trabalho, que retrata a pluralidade da nossa produção audiovisual, é uma enorme alegria”, diz, animada, a produtora do projeto, Bianca de Felippes.

O diretor René Sampaio já tinha bebido na poética de Renato Russo em Faroeste Caboclo (2013). Agora, inspira-se no encontro apaixonado entre o “boyzinho que jogava futebol de botão com o avô”, e “a menina com tinta no cabelo”, protagonizados pelos atores Gabriel Leone e Alice Braga. “É um filme que fala de amor, retratando Brasília de uma forma diferente das que estamos acostumados a ver nos noticiários”, explica Bianca, que planeja lançar o projeto em 2021.

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Ao todo, a produção que teve locações no Rio de Janeiro, Brasília e Chapada dos Veadeiros (GO), contou com fomento de R$ 1 milhão do FAC, importante instrumento de fomento ao audiovisual viabilizado pelo Governo de Brasília, via Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec-DF).

Mulheres guerreiras

Foto: Divulgação
Cena de ‘Filhas de Lavadeiras’, de Edileuza de Souza. Foto: Divulgação

Premiado, também, no último domingo, na categoria Melhor Curta Documentário, na 25ª edição do mais prestigiado festival de documentários da América Latina, o É Tudo Verdade , a produção Filhas de Lavadeiras , de Edileuza de Souza, traz reflexões sobre a cultura do racismo e sexismo no país.

A narrativa acompanha histórias de mulheres guerreiras que triunfaram na vida, graças aos livros. Rodado no Rio de Janeiro e em Brasília, o filme conta com depoimentos da deputada Benedita da Silva e da atriz Ruth de Souza, falecida em julho de 2019.

“São mulheres que, como eu, suas mães foram lavadeiras e que, por meio dos estudos, venceram essa predestinação passada de geração para geração”, revela a cineasta Edileuza de Souza, formada pela Escuela Internacional de Cine y Television, sediada em Cuba. “É tudo de maravilhoso ser reconhecida nesse festival. Abre portas para outras oportunidades, mas não quero estar sozinha. Que este prêmio traga mais respeito para realizadores negros”, reivindica.

Com apoio do FAC-DF no recurso de R$ 120 mil, o curta é baseado em livro homônimo da escritora e pedagoga Maria Helena Vargas. Com essa premiação, a produção tem chance real de concorrer a uma indicação ao Oscar de melhor filme na categoria, já que o Festival É Tudo Verdade é um dos 29 eventos cinematográficos nacionais, com a chancela para conseguir tal qualificação. “Isso seria a cereja do bolo”, observa a cineasta.

Escravidão contemporânea

Vencedor do prêmio do júri popular do FAM – Florianópolis Audiovisual do Mercosul, na última quinta-feira (1), o longa-metragem Pureza recebeu apoio de R$ 725 mil do FAC. Estrelado pela atriz Dira Paes, rosto conhecido de algumas produções cinematográficas do Distrito Federal, o filme é baseado em fatos e foi rodado em Marabá (PA) e em Brasília.

“O prêmio do FAC nos permitiu que o filme fosse realizado com a qualidade que almejávamos, circulando o Brasil e o mundo em um número expressivo de festivais como China, Rússia, França, Itália, Alemanha. Para isso, foi fundamental termos o patrocínio do FAC”, reconhece o diretor, Renato Barbieri.

*Com informações da Secretaria de Cultura

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