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Alemanha aponta suspeito da morte de Madeleine McCann

Alemanha aponta suspeito da morte de Madeleine McCannFoto: CorreioWeb

Kate McCann passa por um cartaz com a foto da filha, dias depois do rapto: telefonemas e veículos do suspeito

Correioweb - 04/06/2020 - 12:21:19

Envolvido em crimes sexuais, inclusive abuso de crianças, presidiário é investigado pelo desaparecimento da menina britânica, levada de um quarto de hotel na cidade portuguesa de Algarve há 13 anos. Segundo o inquérito, ele estava nas proximidades do local

Depois de vários anos sem quaisquer informações efetivas, surge, na Alemanha, uma pista que poderá, finalmente, solucionar o misterioso desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann, ocorrido em 2007, em Portugal. Investigadores do Departamento Federal de Polícia Criminal, o Bundeskriminalamt (BKA), identificaram um detento, de 43 anos, como suspeito de envolvimento no caso, que chocou a opinião pública europeia. Para a Scotland Yard, a polícia metropolitana de Londres, trata-se de uma “linha significativa de investigação”.


O prisioneiro, cujo nome não foi divulgado, é um criminoso sexual, condenado em vários processos, em particular, por ter abusado sexualmente de menores. Atualmente, o pedófilo alemão cumpre uma longa sentença “por outro assunto”, disse a polícia, sem especificar o delito.


Os investigadores alemães descobriram que o homem morou no Algarve entre 1995 e 2007 e que, além de trabalhar na região, havia cometido vários crimes, como roubos a hotéis e apartamentos. De acordo com o jornal britânico The Guardian, há provas de que ele estava nas proximidades do Resort Algarve, na Praia da Luz, na noite de 3 de maio de 2007, quando Maddie sumiu de seu quarto. Os pais dela, Kate e Gerry McCann, haviam saído para jantar e deixaram a garota com os dois irmãos mais novos.

Van de acampamento que teria sido usada pelo detento: criminoso sexual (AFP)
Van de acampamento que teria sido usada pelo detento: criminoso sexual



Veículos

A localização foi possível graças a uma ligação telefônica finalizada cerca de uma hora antes do horário registrado de desaparecimento da menina, às vésperas do quarto aniversário. A polícia divulgou os números de telefone usados pelo homem, bem como informações de uma van de acampamento e um veículo Jaguar, que teriam sido usados por ele.


No dia seguinte ao sumiço de Madeleine, o Jaguar teria sido transferido para o nome de outra pessoa. As investigações da Scotland Yard, que têm à frente o detetive Mark Cranwell, traçam esse caminho. “Alguém por aí sabe muito mais do que está revelando”, disse Cranwell.


Ao longo de 13 anos, o caso da pequena Madeleine deu muitas voltas e causou grande decepção. Centenas de pessoas foram interrogadas, tanto pela polícia portuguesa quanto pela Scotland Yard. Os próprios pais da garota foram presos e, posteriormente, libertados, durante a complexa investigação, que terminou com a demissão do inspetor-chefe português encarregado do caso.


Cinco anos depois do encerramento das investigações, em 2008, a polícia portuguesa reabriu o inquérito, sem sucesso. Agora, a Scotland Yard retoma o caso, que permanece sob o título de “pessoa desaparecida”, uma vez que não há evidências definitivas sobre se Madeleine está ou não viva. Na Alemanha, contudo, o BKA classificou o caso como homicídio.


“Em conexão com o desaparecimento da menina britânica, de 3 anos, Madeleine Beth McCann, a promotora de Brunswick está investigando um cidadão alemão de 43 anos suspeito de assassinato”, informou a polícia federal alemã, por meio de um comunicado.

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