Bienal do Livro tem domingo marcado por filas, lotação e debate sobre obras eróticas

A espera para entrar no estande da editora Intrínseca circundava o espaço

Bienal do Livro tem domingo marcado por filas, lotação e debate sobre obras eróticas
Bienal do Livro tem domingo marcado por filas, lotação e debate sobre obras eróticas

Natália Santos-são Paulo, Sp (folhapress) - 07/09/2026 06:54:23 | Foto: Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Pavilhão de Exposições do Anhembi.. Paulo Pinto/Agencia Brasil

Por todo lado, pessoas perguntavam onde começavam e terminavam as filas enormes da Bienal do Livro de São Paulo, que, neste domingo, registrou um fluxo intenso em seus corredores, além de muita aglomeração nos espaços de alimentação e aqueles mais próximos dos banheiros.

Em nota enviada à reportagem, organizadores afirmam estar "acompanhando de perto os pontos de maior concentração para fazer os ajustes necessários ao longo do evento". Eles dizem ainda que, durante a madrugada de sábado para domingo, foram realizadas obras no pavilhão para ampliar o número de banheiros femininos e, assim, desafogar as filas nesses espaços.

A espera para entrar no estande da editora Intrínseca circundava o espaço. Para lidar com a demanda, a equipe da editora criou um "puxadinho" no corredor, mas, mesmo assim, parte dos visitantes se mostrava confusa com a direção que se deveria seguir.

Na área da Companhia das Letras, a fila para o caixa de pagamento formava cinco voltas em si mesma, ocupando metade do corredor externo. O público que tentava atravessar o pavilhão tinha de se espremer entre essa fila e outra menor, do estande dedicado à editora Record. Houve, ali, tumulto e empurra-empurra.

No último sábado, o estande da Alt, selo da Globo Livros, registrou filas de quase três horas. No domingo, o espaço seguiu igualmente lotado, com aglomeração que bloqueava a entrada de um estande vizinho, da editora Malê.

A reportagem viu ainda pessoas sentadas no chão para comer por causa da indisponibilidade de mesas e cadeiras na área de alimentação. "O controle da capacidade do pavilhão é respeitado e seguido dentro das orientações e aprovações da área. Em nenhum momento ultrapassou o limite", afirma a Bienal do Livro em nota.

Os ingressos se esgotaram nesse primeiro final de semana de evento. Mas ainda era possível acessar os espaços se os interessados tivessem a credencial plena do Sesc, que garante entrada gratuita mesmo se os bilhetes tivessem acabado. A entrada vale para o titular e os seus dependentes.

As redondezas da Arena Cultural, onde ocorre a programação oficial do evento, estava mais tranquila neste domingo, comparado com a aglomeração formada no sábado.

O artista internacional do dia foi o australiano Jay Kristoff, autor de fantasia e ficção científica. Ele escreveu as trilogias "Império do Vampiro" e "As Crônicas da Quasinoite", publicadas no país pela editora Plataforma21.

No fim da tarde, o espaço recebeu um debate sobre identidade trans e a transformação de experiências historicamente silenciadas em narrativas de potência. A mesa foi composta por Amara Moira, Alana S. Portero e Vércio Gonçalves Conceição, com mediação de Lui Navarro Fonseca. "A literatura trans não é só dor, é muito prazer, muita loucura, muita alegria", afirmou Moira.

O dia fechou com outro debate, desta vez sobre livros de dark romance, um derivado do gênero erótico, com as autoras Kelly M., Ellie Morgan e Leonor Carvalho.

As autoras falaram sobre desejos femininos e sobre separar realidade de ficção. "Gosto que na fantasia consegimos mostrar desejos que na vida real não teríamos", disse Morgan.

Bienal do Livro de São Paulo
Quando: De 4 a 13 de setembro
Onde: Distrito Anhembi, av. Olavo Fontoura, 1209 - Santana, São Paulo
Preço: Ingressos a partir de R$

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