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Boris Jonhson vence por ampla margem no Reino Unido

Boris Jonhson vence por ampla margem no Reino UnidoFoto: Deutsche Welle

Johnson e a namorada, Carrie Symonds, chegam à sede do governo britânico no dia seguinte às eleições

Deutsche Welle - 13/12/2019 - 07:02:53

Conservadores conquistam vitória esmagadora no Parlamento britânico, possibilitando que o primeiro-ministro continue no posto e abrindo caminho para o Brexit. Trabalhistas de Jeremy Corbyn têm maior derrota desde 1935.

O Partido Conservador do atual primeiro-ministro, Boris Johnson, conquistou a maioria absoluta dos assentos no Parlamento do Reino Unido nas eleições realizuadas nesta quinta-feira (12/12) no país. Esse resultado eleitoral garante ao premiê o número de parlamentares necessários para conduzir o Brexit em 31 de janeiro.

Os conservadores obtiveram 364 assentos dos 650 da Câmara dos Comuns, o suficiente para garantir uma maioria absoluta confortável, o que permite também que Johnson continue no posto de premiê. O Partido Trabalhista, de Jeremy Corbyn, elegeu 203 parlamentares, seu pior resultado desde 1935, quando conquistou 154 cadeiras.

O Partido Nacional Escocês, por sua vez, garantiu 48 cadeiras; os Liberais Democratas, 11; o Partido Unionista Democrático (DUP), oito; o partido irlandês Sinn Féin (SF), sete; o Plaid Cymru (nacionalistas galeses), quatro; e os Verdes, três.

Cerca de 46 milhões de britânicos foram chamados às urnas no pleito antecipado, o quarto em quatro anos, convocado pelo governo para tentar desbloquear o impasse criado no Parlamento pelo processo de saída do país da União Europeia (UE).

O Partido Conservador obteve uma vitória mais expressiva do que a esperada, conquistando ainda sua maior bancada na Câmara dos Comuns desde 1987, na era Margaret Thatcher. Durante a campanha, Johnson reiterou diversas vezes a promessa de executar o Brexit até 31 de janeiro de 2020.

O premiê agradeceu aos britânicos pela participação nas eleições. "Agradeço a todos em nosso grande país que votaram, aos voluntários, aos que se apresentaram como candidatos. Vivemos na melhor democracia do mundo", escreveu ele no Twitter.

A partir de agora, o primeiro-ministro poderá promover o Brexit em 31 de janeiro, dez meses depois do planejado incialmente. O adiamento se deve a um impasse no Parlamento – que votou três vezes contra um acordo negociado pela ex-premiê Theresa May e recusou aprovar em três dias o acordo negociado por Johnson, inviabilizando assim a saída no final de outubro.

Para desbloquear esse impasse, Johnson convocou a eleição antecipada, a primeira a ser realizada em um mês de dezembro no Reino Unido desde 1923. Durante a campanha, o premiê prometeu finalizar o divórcio com a União Europeia e aumentar os gastos com saúde, educação e segurança.

Após o Brexit, o Reino Unido deverá negociar um acordo comercial com a União Europeia. Os conservadores prometeram concluir esse processo em apenas um ano. A promessa é vista como uma ilusão – a título de comparação, levou sete anos para o bloco europeu concluir um acordo comercial com o Canadá, considerado um modelo para o Reino Unido por muitos britânicos pró-Brexit. E qualquer tratado precisaria ser assentido pelos 27 Estados-membros restantes da UE antes de entrar em vigor.

CN/rtr/lusa/efe/ap

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