Gilmar Mendes diz que errou por citar homossexualidade ao falar de críticas de Zema

Gilmar enviou ao colega Alexandre de Moraes, nesta semana, um pedido de investigação contra Zema no inquérito das fake news

Gilmar Mendes diz que errou por citar homossexualidade ao falar de críticas de Zema
Gilmar Mendes diz que errou por citar homossexualidade ao falar de críticas de Zema

São Paulo, Sp (folhapress) - 24/04/2026 19:40:13 | Foto: Nelson Jr./STF

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes pediu desculpas nesta quinta-feira (23) por ter citado a homossexualidade ao rebater as críticas do pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) à corte.

"Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro", escreveu o ministro em publicação no X (ex-Twitter).

Gilmar afirmou ainda haver "uma indústria de difamação e de acusações caluniosas" contra o Supremo e disse que pretende enfrentá-la. "Reitero o que está certo", disse.

Mais cedo, em entrevista ao portal Metrópoles, o ministro havia comparado as críticas de Zema ao tribunal a retratar o ex-governador de Minas Gerais como homossexual e questionado se isso não seria "ofensivo".

"Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo?", disse à ocasião.

A fala repercutiu negativamente, e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) acusou o ministro de homofobia. Em publicação no X, Zema respondeu que "só ofende quando tem fundo de verdade" e reagiu com emoji de risada a uma imagem gerada por IA (inteligência artificial) que mostra um boneco dele com uma bandeira da comunidade LGBTQIA+.

Gilmar enviou ao colega Alexandre de Moraes, nesta semana, um pedido de investigação contra Zema no inquérito das fake news após o presidenciável divulgar, no mês passado, um vídeo em suas redes sociais em que um boneco que imita o magistrado conversa com outro que representa o ministro Dias Toffoli sobre o caso Banco Master.

Nas imagens, o fantoche de Toffoli pede ao de Gilmar que suspenda a quebra de seus sigilos, determinada pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, do Senado. O boneco do magistrado então anula a decisão.

Em troca, ele pede "só uma cortesia lá do teu resort que tá pago, 'tô' a fim de dar uma jogadinha essa semana", referindo-se ao Tayayá, que tinha participação de Toffoli e foi comprado por um fundo ligado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Moraes enviou o caso à PGR (Procuradoria-Geral da República), que ainda não se manifestou. O procedimento é sigiloso.

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