Programa do Banco Mundial quer capacitar 5,4 milhões de jovens para o mercado, educação e acesso a oportunidades; primeira fase abrange jovens da África Ocidental e Central
Agência Onu News - 29/06/2026 07:56:15 | Foto: © Fida/Sylvain Cherkaoui/Panos
O Grupo Banco Mundial aprovou, na semana passada, o Programa Competências para Inovação, Resiliência e Aspirações, Sira.
Trata-se de uma iniciativa regional na África Ocidental e Central, que visa reforçar as ligações entre a educação e o emprego para os jovens.
Excluídos do ensino
A primeira fase conta com um financiamento de US$ 642 milhões, destinados a apoiar cerca de 5,4 milhões de jovens em Cabo Verde, Cote d’Ivoire ou Costa do Marfim e Guiné. Entre estes, destaca-se o apoio particular a jovens mulheres e àqueles excluídos dos sistemas de ensino nos seus países.
Expandir acesso ao trabalho digno
De acordo com Ousmane Diagana, vice-presidente do Banco Mundial para a região, o Sira promove uma nova abordagem dos países em relação aos jovens que não estão em emprego, educação ou formação.
Ao interligar as “competências aos empregos e à transformação económica”, o programa promete “expandir o acesso a empregos de qualidade e reforçar sistemas nacionais e regionais para garantir crescimento sustentado, resiliência e oportunidades”, indica o responsável.
Aprendizagem e emprego
Segundo o Banco, cerca de 6 milhões de jovens ingressam no mercado de trabalho anualmente. Este volume evidencia a necessidade de sistemas educativos mais fortes, competências alinhadas com o mercado e percursos mais claros entre a aprendizagem e o emprego.
Com a população mais jovem e de crescimento mais rápido do mundo, a África Ocidental e Central enfrenta uma oportunidade crítica de dotar os seus jovens das competências necessárias para garantir o acesso ao trabalho digno, qualificado e produtivo.
Iniciativa beneficiará jovens
No âmbito do Sira, a iniciativa “Criar Oportunidades e Alcançar Resultados no Emprego”, em Cabo Verde, irá expandir o acesso dos jovens ao emprego, reforçar competências relevantes para o mercado de trabalho e melhorar o ecossistema de competências do país.
O programa beneficiará jovens entre os 15 e os 35 anos, melhorando os resultados de aprendizagem, expandindo oportunidades de emprego em setores em crescimento e apoiando grupos em risco, incluindo jovens em situação de vulnerabilidade.
O diretor da Divisão do Banco Mundial para Cabo Verde, Gâmbia, Guiné-Bissau, Mauritânia e Senegal, Djibrilla Adamou Issa, saudou esta nova iniciativa, que beneficiará diretamente cerca de 50 mil jovens do país lusófono.
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