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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 18 de janeiro de 2022

No Brasil e nos EUA, briga política vale mais que 2 milhões de infectados

No Brasil e nos EUA, briga política vale mais que 2 milhões de infectadosFoto: Reprodução/CNN

Nos EUA, entrevista do médico Anthony Fauci repercutiu mal com o presidente Donald Trump

Portal Uol - 14/04/2020 - 07:44:16

Levou exatos e apenas 11 dias para o número de infectados pelo novo coronavírus saltar de 1 milhão para 2 milhões de pacientes em todo o mundo, segundo a Universidade Johns Hopkins. Com um número global de mortos que supera os 119 mil, cenas de sistemas em colapso têm se tornado recorrentes.

Em Nova York, nos Estados Unidos, país recordista em número de infectados no mundo, asilos estão deixando os corpos de mortos pela doença em suas camas, dividindo quarto com outros idosos, por falta de espaço e de recursos. Em Manaus, uma das cidades mais impactadas no Brasil, o prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) já fala em "colapso funerário": "Não tem mais espaço".

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Com mais de 500 mil casos confirmados e quase 23 mil mortes por covid-19, os EUA têm hoje pacientes diagnosticados em todos os seus estados. Nesse cenário, o presidente Donald Trump, que menosprezou os efeitos da pandemia meses atrás, já fala em reabrir a economia do país. Trump diz que essa decisão partirá dele, e não dos estados.

Maior especialista em doenças infecciosas nos EUA e membro da força-tarefa do governo, o médico Anthony Fauci havia dito no domingo que o país poderia ter evitado um número tão alto de vidas perdidas caso tivesse adotado o isolamento mais cedo. Hoje, Fauci teve de se explicar depois de a fala repercutir mal com o superior, Trump.

"Eu participei de uma entrevista ontem em que me fizeram uma pergunta hipotética. A natureza da pergunta hipotética era: vidas poderiam ter sido salvas se tivéssemos nos isolado antes? E a resposta para a pergunta, como sempre digo e estou dizendo agora, é sim", declarou.

Nos últimos meses, as discordâncias entre os dois têm ocorrido principalmente em torno do isolamento social e dos impactos da pandemia sobre a economia. Um cenário bastante familiar aos brasileiros que acompanham todos os dias os embates públicos entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sobre como sobreviver à covid-19.

Assim como Fauci, também no domingo Mandetta foi à TV falar sobre os esforços para o combate ao novo coronavírus. Defendeu, na Rede Globo, uma frente única na orientação à população e afirmou que não quer que o brasileiro fique em dúvida entre ouvir suas recomendações e as de Bolsonaro.

Disse que não está contra o presidente, mas deixou passar críticas veladas a comportamentos e falas de Bolsonaro de horas antes. Assim como nos EUA, a entrevista repercutiu mal em Brasília.

Como revelou a colunista do UOL Thaís Oyama, o posicionamento público custou ao ministro o suporte da ala militar do Planalto. Na semana passada, o apoio deles havia sido importante para dissuadir Bolsonaro de demitir o ministro em meio à pandemia. "Mandetta não poderia ter desafiado o presidente em público", disse um militar com assento no Planalto.

Na edição de ontem do UOL Debate, o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo, questionou a postura de Mandetta. "Acho que o ministro erra quando incita qualquer divergência com o presidente da República, que é o chefe dele."

Bolsonaro não quis comentar. Quando foi questionado por jornalistas sobre a entrevista, disse que "não assiste à TV Globo". Mas os comentários sobre sua irritação com o caso só cresceram ao longo do dia, especialmente quando Mandetta deixou de comparecer à entrevista coletiva diária de sua pasta.

A ausência foi explicada no início pelo secretário-executivo João Gabbardo dos Reis: "ele está em outro compromisso e, se der tempo, vai chegar ainda para dar continuidade". O ministro não chegou a tempo.

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