Ato pelo BRB ocorre nesta quinta, no mesmo dia de nova audiência no STF sobre o acordo de capitalização do banco
Portal Brasil 247 - 12/08/2026 19:02:59 | Foto: Divulgação Portal Brasil 247
O Sindicato dos Bancários de Brasília realiza, nesta quinta-feira (13), às 15h, na Alameda dos Estados, em frente ao Congresso Nacional, um novo ato em defesa do BRB.
O protesto ocorre no mesmo dia da audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF), convocada pelo ministro Luiz Fux a pedido do governo do Distrito Federal, para tratar da execução do acordo que busca viabilizar a operação de crédito destinada à recuperação financeira do banco.
Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (12), o Sindicato afirmou que defende a manutenção do BRB como uma instituição pública do DF, voltada ao desenvolvimento econômico e social.
“Diante de uma decisão que pode impactar diretamente o futuro da instituição, a mobilização convoca funcionários do BRB e de suas coligadas para defender a manutenção do banco como público, sólido e voltado aos interesses da população do DF”, disse o Sindicato em comunicado.
“A presença da categoria é decisiva para demonstrar que a instituição vai além da sua diretoria. O BRB é erguido diariamente por quem atende o público, garante a operacionalização dos serviços, fortalece o desenvolvimento econômico e social e viabiliza as políticas públicas do Distrito Federal”, disse o Sindicato.
“Defender o BRB é proteger empregos, assegurar o atendimento à população e resguardar um patrimônio público de todos os brasilienses”, finaliza o comunicado.
O ato contará com estrutura de apoio, incluindo carro de som, água, kits de lanche, tenda e banheiros químicos.
O Banco do Brasil pediu ao STF para não participar da audiência destinada a discutir os próximos passos da operação. A decisão gerou questionamentos do Sindicato ao BB e também ao Ministério da Fazenda.
O Sindicato questiona o BB sobre informações que considera contraditórias. Mais cedo, o banco teria informado ao STF que não houve constituição de consórcio de bancos, que não representa as demais instituições financeiras e que não possui mandato para assumir obrigações em nome delas.
Entretanto, esse papel vinha sendo publicamente atribuído ao BB.
Em ofício encaminhado à presidenta do Conselho de Administração do Banco do Brasil, Anelize Lenzi Ruas de Almeida, o Sindicato cobrou esclarecimentos sobre a efetiva participação do banco nas negociações e questionou se houve mudança de posição ao longo do processo.
O Sindicato também manifestou apoio à posição do Ministério da Fazenda nas negociações de que não há “inércia” ou lentidão por parte do governo federal. Ao mesmo tempo, pediu esclarecimentos à Fazenda por supostamente “minimizar de forma significativa” o papel do BB na operação.
O Sindicato pede ao Ministério da Fazenda que esclareça “se houve mudança de posição da instituição, se houve divergência entre o Banco e o Ministério quanto ao papel que caberia ao BB na execução da solução pactuada, ou se a manifestação apresentada ao Supremo retrata de maneira incompleta a participação efetivamente desempenhada pela instituição ao longo das negociações”.
A audiência desta quinta-feira ocorre na sequência do acordo construído perante o STF, em maio, para viabilizar uma operação financeira destinada à recuperação do BRB. Na ocasião, foi registrada a sinalização positiva do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e dos bancos para a concessão do empréstimo ao Distrito Federal, mediante fiança de um sindicato de bancos e sem aval da União. O acordo foi posteriormente homologado pelo Supremo.
Desde então, as negociações têm sido marcadas por divergências entre as instituições financeiras quanto à estrutura das garantias e à responsabilidade de cada banco.
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