Supremo Tribunal Federal bloqueia até R$ 6 bilhões de advogado ligado a Flávio Bolsonaro

Decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes atinge contas e empresas de Willer Tomaz, incluindo uma casa de apostas à qual o presidenciável do PL tinha acesso para movimentar recursos

Supremo Tribunal Federal bloqueia até R$ 6 bilhões de advogado ligado a Flávio Bolsonaro
Supremo Tribunal Federal bloqueia até R$ 6 bilhões de advogado ligado a Flávio Bolsonaro

Do Portal Brasil 247 - 24/10/2026 06:26:01 | Foto: Antonio Augusto/STF

Do Portal Brasil 247 - O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores mantidos em contas bancárias e empresas vinculadas ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). A medida foi ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas digitais.

Segundo a coluna da jornalista Daniela Lima, do UOL, a decisão alcança uma empresa de Tomaz proprietária de uma casa de apostas que, até meados de 2025, mantinha Flávio Bolsonaro como associado com poderes especiais para movimentar recursos financeiros.

De acordo com a reportagem, o senador figurava como associado “master” da conta, condição que lhe permitia realizar movimentações financeiras e diferentes tipos de transações. A informação sobre a ligação do parlamentar com a empresa havia sido revelada anteriormente pela revista Piauí.

Até sua retirada da conta, em meados de 2025, apenas Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz possuíam autorização para movimentar os valores vinculados à empresa. A relação financeira passou a integrar os elementos examinados na investigação conduzida sob a relatoria de Moraes.

STF exige identificação de pessoas autorizadas a movimentar recursos

Além do bloqueio patrimonial, o Supremo determinou que bancos e instituições financeiras apresentem informações sobre todas as pessoas autorizadas a realizar operações nas contas investigadas.

A ordem abrange “inclusive co-titulares”, com atenção especial à empresa proprietária da plataforma de apostas à qual Flávio Bolsonaro teve acesso até 2025.

A determinação busca identificar quem possuía poderes para movimentar os recursos financeiros das empresas e contas relacionadas ao advogado, permitindo aos investigadores examinar as conexões entre os envolvidos e as operações realizadas.

O bloqueio de até R$ 6 bilhões representa o limite estabelecido pela decisão judicial e não significa, necessariamente, que esse montante tenha sido localizado ou efetivamente congelado pelas instituições financeiras.

Investigação começou no Rio Grande do Sul e chegou ao Supremo

O procedimento teve origem em uma investigação conduzida no Rio Grande do Sul sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo sites de apostas digitais.

O caso foi encaminhado ao STF depois que surgiram referências a Flávio Bolsonaro, que possui foro por prerrogativa de função em razão do mandato de senador. Alexandre de Moraes foi sorteado relator do processo.

Willer Tomaz é investigado por suspeitas relacionadas a diferentes práticas ilícitas, incluindo possíveis desvios de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e operações de lavagem de dinheiro envolvendo apostas digitais.

Saída de Willer Tomaz do Brasil preocupa investigadores

Outro elemento considerado relevante pelo Supremo é a permanência de Willer Tomaz fora do país.

Segundo o UOL, o advogado deixou o Brasil em 21 de agosto e, até a publicação da reportagem, não havia registro de seu retorno.

A circunstância é vista pelo STF como um fator que amplia o risco de destruição de documentos, registros e dados potencialmente importantes para o esclarecimento dos fatos investigados.

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