Congresso prefere não testar limite
Por João Zisman - 23/03/2026 16:41:24 | Foto: Divulgação
Congresso prefere não testar limite
O adiamento da proposta sobre aposentadoria de magistrados mostrou que há enfrentamentos que o Legislativo simplesmente escolhe não fazer. Não foi falta de voto. Foi leitura de custo — e custo alto ninguém paga por impulso.
Arruda reaparece pelo que não se resolve
A discussão sobre a elegibilidade de José Roberto Arruda volta ao noticiário sem qualquer definição concreta. E talvez nem precise. A dúvida, por si só, já cumpre função política: embaralha cenários, segura movimentos e mantém muita gente em posição de espera.
Celina não tem pressa
Celina Leão segue citada como nome relevante para 2026, mas sem gesto que antecipe o jogo. Em ambiente ainda indefinido, a estratégia é simples: aparecer o suficiente para não sumir, mas não o bastante para se comprometer.
Ibaneis segue na agenda
Ibaneis Rocha mantém a rotina administrativa enquanto o cenário político oscila. Em Brasília, governar sem entrar no ruído já virou diferencial competitivo.
CPI que existe mais na fala
A ideia de CPI na CLDF volta a circular, mas continua sem sair do campo da intenção. Falta número, sobra disposição para citar o tema sempre que conveniente. Por enquanto, é mais instrumento de pressão do que investigação propriamente dita.
BRB não saiu, só ficou quieto
O banco segue presente no noticiário, ainda que sem novos fatos decisivos. A intensidade diminuiu, mas o assunto permanece à mão. Em Brasília, tema que some rápido demais costuma apenas estar aguardando a próxima rodada.
Base firme, olho aberto
A base governista continua funcionando, mas sem perder o hábito de acompanhar o ambiente. Apoio, por aqui, vem com cláusula de atenção permanente.
Delação já produz efeito antes de aparecer
O avanço do caso Vorcaro segue no noticiário e já influencia comportamento. Menos fala, mais cautela. Quando a informação ainda não veio, mas já mudou o ambiente, o impacto deixou de ser potencial.
Guerra já chegou na planilha
A escalada no Oriente Médio continua pressionando o petróleo e já aparece no custo do diesel e dos insumos agrícolas. Quando chega assim, direto no bolso, o assunto deixa de ser internacional e vira pauta doméstica sem pedir licença.
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