A opinião de Miguel Lucena: Miriam Aragão, arte à beira-mar

Na arte de Miriam Aragão, até o mar aprende a ter saudade

A opinião de Miguel Lucena: Miriam Aragão, arte à beira-mar
A opinião de Miguel Lucena: Miriam Aragão, arte à beira-mar

Por Miguel Lucena - 11/03/2026 16:44:55 | Foto: Reprodução Miguel Lucena

Na beira do mar, onde o vento sopra histórias antigas e as ondas conversam com a areia, a artista plástica baiana Miriam Aragão transforma pedras em cidades. Com paciência de artesã e imaginação de quem sabe ouvir o silêncio do oceano, ela pinta pequenas casas nas pedras da praia e, pouco a pouco, faz nascer bairros inteiros à beira-mar.

Ali surgem ruas imaginárias, janelas iluminadas e telhados coloridos. Quem passa pensa estar diante de uma pequena cidade encantada, construída não de cimento, mas de sonho.

Dizem que o mar guarda muitas almas de marinheiros e pescadores perdidos. Homens que partiram um dia e nunca voltaram. Quando a noite cai e as luzes das casinhas pintadas parecem acender na paisagem, talvez essas almas inquietas encontrem algum consolo.

É como se, por um instante, os marinheiros e pescadores enxergassem de novo uma vila ao longe. Como se estivessem voltando para casa.

Na arte de Miriam Aragão, até o mar aprende a ter saudade. E a esperança, silenciosa como a maré, volta a morar na areia.

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