A opinião pessoal de João Zisman sobre politica nacional do Distrito Federal: DF; o banco, o caixa e o resto que apareceu

A assembleia realizada ontem entra nesse mesmo pacote

A opinião pessoal de João Zisman sobre politica nacional do Distrito Federal: DF; o banco, o caixa e o resto que apareceu
A opinião pessoal de João Zisman sobre politica nacional do Distrito Federal: DF; o banco, o caixa e o resto que apareceu

Por João Zisman - 23/04/2026 17:01:38 | Foto: Divulgação

O BRB continua no centro, mas o noticiário de hoje não ficou restrito ao banco. Ele acabou puxando outras frentes que começam a aparecer com mais clareza, mesmo que ainda em segundo plano.

O dado mais relevante continua sendo o tamanho do problema. O banco detalhou a composição dos ativos herdados da operação com o Banco Master, confirmou o que já vinha sendo ventilado e colocou os números de forma direta. São R$ 21,9 bilhões, com uma parte pequena já absorvida pelo mercado e o restante encaminhado para negociação com a Quadra Capital, em um contrato de R$ 15 bilhões, com pagamento dividido. O prejuízo já reconhecido também não mudou, mas ganhou peso ao ser reafirmado pelo próprio banco, com referência direta à carteira da Tirreno, apontada como sem lastro.

A assembleia realizada ontem entra nesse mesmo pacote. Não resolveu o problema, mas formalizou o caminho escolhido. A emissão de novas ações, com possibilidade de captação de até R$ 8,8 bilhões, e a recomposição do conselho colocam o BRB em modo de decisão. Não é mais diagnóstico nem explicação. É execução.

No Judiciário, o caso segue avançando no ritmo próprio. A Segunda Turma do Supremo já tem dois votos pela manutenção da prisão de Paulo Henrique Costa, e o julgamento continua aberto. Ao mesmo tempo, a troca de advogado do ex-presidente do banco começa a circular com força suficiente para entrar no noticiário, acompanhada de comentários sobre a possibilidade de delação. Não há decisão nesse sentido, mas o tema já está posto.

Fora do BRB, o governo tenta manter o restante da máquina funcionando, mas alguns pontos começam a aparecer. O GDF decidiu estruturar um fundo para securitizar a dívida ativa, estimada em cerca de R$ 52 bilhões, numa operação que também envolve o banco. É um movimento relevante porque conecta outro passivo do governo a uma lógica financeira semelhante à que está sendo usada no BRB.

Na área administrativa, o conflito com os professores não saiu de cena. O governo recuou na portaria que alterava o cálculo da remuneração dos temporários, mas a paralisação foi mantida. O fato novo não é o conflito, mas o recuo formal seguido de continuidade da mobilização.

No campo político, começam a surgir sinais mais dispersos. Kiko Caputo confirmou lançamento de candidatura ao governo, com presença de Romeu Zema, e Leila Barros também se movimenta para o Senado. São registros objetivos, ainda sem efeito imediato, mas que passam a ocupar espaço no mesmo ambiente já pressionado.

Há também decisões menores que ajudam a compor o quadro. O BRB cancelou o contrato de naming rights do Mané Garrincha, encerrando uma associação que havia se tornado símbolo do banco nos últimos anos. A PMDF anunciou investimento em câmeras corporais, e o GDF prepara ação em Águas Claras voltada à população de rua. São temas distintos, mas mostram que o governo segue operando em várias frentes ao mesmo tempo.

Nada disso desloca o eixo principal. O BRB continua sendo o ponto de gravidade. Mas o que aparece hoje é um cenário menos concentrado do que ontem. O problema do banco permanece, só que agora dividido com outras decisões, outros conflitos e outros movimentos que começam a ocupar o mesmo espaço.

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