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Em Portugal: "O Governo esteve bem, não foi atrás do catastrofismo dos especialistas"

Em Portugal: Foto: CorreioWeb

Miguel Sousa Tavares analisou, esta segunda-feira, os mais recentes números da pandemia em Portugal e o desconfinamento.

Notícias Ao Minuto - 26/04/2021 - 22:10:58

Miguel Sousa Tavares admitiu, esta segunda-feira, no seu espaço de comentário habitual de segunda-feira, no Jornal das 8, da TVI, que, desta vez, "o Governo esteve bem" nas medidas adotadas para o combate da pandemia da Covid-19 e nas regras de desconfinamento.

"Fui muito crítico do Governo, sobretudo, a seguir ao Natal. Acho que o Governo pecou aí por falta de prudência, por desmazelo e, por isso, tivemos os números que tivemos em janeiro e fevereiro e pagámos com um confinamento duríssimo. Desta vez acho que o Governo esteve bem, que o Governo não se deixou ir a atrás do catastrofismo dos especialistas", realçou, acrescentando que tem "muito medo das reuniões do Infarmed", mas que tem esperança que o Governo tenha 'luz verde' para avançar com a última fase do desconfinamento.

"Espero que nos deem o desconfinamento total, pelo menos que acabemos com a estupidez das restrições aos fim de semana, cuja lógica eu nunca percebi, a não ser dar cabo da paciência dos consumidores e quebrar as esperanças da restauração e da hotelaria porque, de facto, não faz sentido que o vírus se torne mais perigoso a partir das 13h da tarde dos sábados e domingos", salientou o comentador.

Sobre a diminuição do número de casos e a boa notícia de hoje de Portugal não ter registado nenhuma morte associada à Covid-19, Sousa Tavares não tem dúvidas que isso se deve à vacinação.

"À medida que vamos vacinando os mais velhos, que são os grupos etários com mais mortes, vai descendo. Espero que o Vice-almirante Gouveia e Melo consiga impor as suas ideias, a vacinação por grupos etários e que não venha a Direção-Geral da Saúde (DGS) meter lá dentro outra vez os grupos prioritários, tal como os professores universitários e os funcionários continuam a fazer pressão para 50 mil pessoas passarem à frente. Eles que sejam vacinados por grupos etários, tal como os outros portugueses", atirou.

Antes de concluir a sua análise ao tema, o também escritor sublinhou que os números hoje registados são "motivo de grande esperança, grande alegria e de grande orgulho nacional".

"Já mandei e-mails a amigos meus estrangeiros, porque não resisti, porque devemos ser o único país estrangeiro que conseguiu ter 0 mortes nas últimas 24 horas. Para quem há dois meses atrás era o pior país do mundo em número de mortes por habitantes este é um facto notável", reiterou.

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