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Inauguração do novo Centro de Arte Contemporânea de Coimbra

Inauguração do novo Centro de Arte Contemporânea de CoimbraFoto: República Portuguesa

A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, presidiu à inauguração do novo Centro de Arte Contemporânea de Coimbra, no dia 4 de julho, Dia da Cidade de Coimbra e feriado municipal.

República Portuguesa - 07/07/2020 - 06:51:56

A Ministra destacou, na sua intervenção, que «com as obras de Joan Miró no Porto e, agora, este novo acervo em Coimbra; com a política de aquisições que engrandece anualmente a Coleção de Arte do Estado; com a criação e desenvolvimento de uma rede de espaços de arte contemporânea e com a promoção de uma estratégia de circulação de acervos e artistas, ligamos passado, presente e futuro, ligamos gerações de artistas, ligamos territórios e os cidadãos e empresas que neles vivem e, mais que isso, fazemos a arte chegar a mais pessoas».

O protocolo, assinado entre a Direção Geral do Património Cultural e a Câmara Municipal de Coimbra, prevê a cedência das obras pelo prazo de 25 anos e pode ser renovado por acordo das partes por igual período.

O novo centro vai receber 193 obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, fundamentalmente de artistas portugueses, de várias épocas e várias gerações. O programa curatorial inaugural é da autoria do curador David Santos, em parceira com José Maçãs de Carvalho, e arranca com o ciclo «De que é feita uma Coleção?» e com uma primeira exposição de uma série de três, intitulada Corpo e Matéria, que apresenta 46 obras da referida coleção.

Este novo equipamento cultural de gestão municipal, instalado num edifício junto ao Arco de Almedina, na Baixa de Coimbra, resulta de um trabalho conjunto entre o Ministério da Cultura, e a Câmara Municipal de Coimbra.

Na Baixa da cidade, a autarquia tem em fase final de reabilitação um edifício municipal, contíguo ao Arco de Almedina, que está a ser preparado para acolher as 193 obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, que faziam parte da ex-coleção BPN e que foram adquiridas por cinco milhões de euros.

Esta coleção agora descentrada para Coimbra inclui obras de artistas consagrados como Paula Rego, Amadeo de Souza-Cardoso, Mário Cesariny, Rui Chafes, Eduardo Batarda e António Dacosta. João Pedro Vale, Vasco Araújo, Eduardo Nery, João Penalva, Nadir Afonso, Eduardo Batarda, António Sena, José Pedro Croft, Nikias Skapinakis, João Penalva, Pedro Casqueiro e Carlos Calvet também estão representados neste acervo.

Numa primeira fase, a coleção ficará instalada na Rua Ferreira Borges, mas a intenção é que passe depois para o antigo edifício da Manutenção Militar, que irá ser objeto de requalificação e adaptação profunda que deverá ser financiada, com vista a ser o destino final do novo Centro de Arte Contemporânea de Coimbra.

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