Problemas foram registrados no segundo turno das eleições; Justiça Eleitoral determinou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador e cobrou esclarecimentos sobre a falta de ônibus
Por paulo Emílio - Portal Brasil 247 - 25/10/2026 19:00:46 | Foto: GERALDO MAGELA/AGÊNCIA SENADO
O Ministério da Justiça identificou falhas na oferta de transporte público para eleitores em sete estados brasileiros neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições presidenciais, disputado entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Os problemas foram registrados na Bahia, em São Paulo, no Piauí, em Sergipe, no Pará, em Alagoas, na Paraíba e no Rio de Janeiro.
Segundo a Folha de São Paul o, os registros foram reunidos pelo setor de inteligência do Ministério da Justiça a partir de comunicações de órgãos públicos locais, incluindo o Ministério Público Eleitoral, agências reguladoras estaduais e entidades responsáveis pela gestão do transporte coletivo.
A situação mais grave relatada ocorreu em Salvador, onde o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou que a Polícia Federal prendesse o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. A decisão foi tomada após o PT solicitar sua detenção em razão da insuficiência de ônibus em circulação na capital baiana durante a votação.
A Prefeitura de Salvador informou que o secretário está em Paris, na França, participando de uma missão oficial a convite do governo francês. Segundo a administração municipal, Pablo Souza retornará ao Brasil nesta segunda-feira (26), quando deverá se apresentar às autoridades para prestar esclarecimentos.
Em outra iniciativa judicial, a federação partidária integrada pelo PT também solicitou a prisão em flagrante do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), aliado do candidato presidencial Flávio Bolsonaro. Até o momento informado pela reportagem, o pedido ainda não havia sido analisado pela Justiça.
Diante das denúncias, o corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que o TRE-BA apresente informações sobre as ocorrências relacionadas à insuficiência de transporte coletivo.
A determinação prevê o encaminhamento dos dados à presidência do TSE para “ciência e adoção das providências que entender cabíveis”.
A medida amplia a atuação da Justiça Eleitoral diante dos problemas relatados no deslocamento de eleitores, especialmente em municípios onde a redução da oferta de ônibus pode ter dificultado o acesso aos locais de votação.
No Rio de Janeiro, entretanto, a Secretaria de Segurança Pública estadual informou que não havia registros de ocorrências relacionadas à falta de ônibus nos municípios fluminenses. A manifestação contrasta com as informações reunidas pelo Ministério da Justiça, que incluiu o estado entre aqueles com relatos de falhas no transporte.
Os problemas de mobilidade também motivaram iniciativas judiciais das duas campanhas presidenciais para ampliar o período de votação em duas horas.
A campanha de Lula apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de prorrogação do horário em todo o território nacional. O ministro Cristiano Zanin foi sorteado para analisar a solicitação.
Antes disso, a equipe do presidente já havia solicitado a extensão do horário eleitoral em São Paulo e nos municípios baianos de Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana.
A campanha de Flávio Bolsonaro também apresentou pedidos ao STF e ao TSE relacionados à ampliação do período de votação.
O ministro Cristiano Zanin, do STF, acolheu o pedido de ampliação do horário de votação, estendendo o funcionamento das urnas até as 19h deste domingo (25) em todo o território nacional. A decisão foi tomada em meio às denúncias de problemas no transporte público que dificultaram o deslocamento de eleitores.
Por Paulo Emílio - Portal Brasil 247
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