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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 28 de junho de 2022

Portugal expressa apoio à chegada de Moçambique ao Conselho de Segurança

Portugal expressa apoio à chegada de Moçambique ao Conselho de SegurançaFoto: ONU/Rick Bajornas

Moçambique e Suíça eram parte de um grupo de 62 Estados-membros que nunca tiveram assento no Conselho

Agência Onu News De Noticias - 14/06/2022 - 12:07:16

País africano de língua portuguesa inicia mandato no órgão em 1 de janeiro de 2023; Ministro português dos Negócios Estrangeiros, João Cravinho, falou à ONU na véspera da eleição de Moçambique como um dos cinco membros rotativos do Conselho para o biênio 2023-2024; Cravinho visitou a ONU no Dia Mundial dos Oceanos.

Moçambique assumirá um assento rotativo no Conselho de Segurança da ONU, pela primeira vez na história do órgão, em 1 de janeiro do próximo ano. O país foi eleito com todos os votos possíveis da Assembleia Geral, que escolhe a cada ano os cinco membros não permanentes do Conselho.

O primeiro ano de Moçambique coincidirá com o último do Brasil, que em julho ocupará a presidência da Casa.

Campanha

E um outro país de língua portuguesa já está em campanha para voltar ao Conselho: Portugal.

Na véspera da eleição de Moçambique, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, João Cravinho, disse à ONU News que Moçambique conta com o apoio de seu governo ao assumir os trabalhos em janeiro. Cravinho lembrou a resiliência dos moçambicanos durante a consolidação da paz, que em 2022 completa 30 anos.

“Aliás, em certos momentos da sua história, viveu uma experiência difícil, com missões das Nações Unidas em território moçambicano. E essa experiência traz algo de significativo para o trabalho do Conselho de Segurança. Os temas que Moçambique tem identificado como importantes de combate ao terrorismo, questões da ligação entre alterações climáticas e segurança. São temas que nós consideramos também vitais para o trabalho do Conselho de Segurança. Portanto, nós estamos convencidos que Moçambique vai fazer um grande lugar.”

Responsabilidade

A vitória de Moçambique foi selada com uma votação unânime dos países que participaram na sessão de quinta-feira na Assembleia Geral. Equador, Japão, Malta e Suíça também asseguraram a entrada no Conselho ocupando os assentos disponíveis para as respetivas regiões.

Moçambique e Suíça eram parte de um grupo de 62 Estados-membros da ONU que nunca tiveram assento no órgão.

Para a ministra dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Verónica Macamo, com a vitória vem também o sentimento de muita responsabilidade, foi o que disse à ONU News.

“Quando ouvi o anúncio dos resultados senti um misto. Uma trilogia. Satisfação por termos conseguido realizar o sonho. Para poder realizar os objetivos e nossas prioridades para podermos participar no concelho. Mas também gratidão a toda a comunidade das. ações Unidade que botou em nós em...Que votou em nós em 100%. Finalmente, a última parte da trilogia, a responsabilidade que nos cabe. Nós estamos nos preparando para realizar a nossa missão com muita responsabilidade trazendo a nossa experiência, no âmbito da resolução e conflitos usando o diálogo.”

Acordo de paz

Moçambique vai se sentar na cadeira reservada à África Austral, que é ocupada pelo Quénia. As Nações Unidas têm em Maputo um enviado especial, Mirko Manzoni, que facilitar o diálogo entre o governo e o partido Renamo, antes um movimento armado na oposição. Sua grande responsabilidade é seguir a implementação de um acordo de paz assinado entre as partes.

Foi há três décadas que o Conselho autorizou que fosse despachada a Missão da ONU em Moçambique, Onumoz.

Entre 1992 e 1994 a operação ajudou setores como segurança, desminagem, desmobilização e reintegração combinando a manutenção da paz e a ação humanitária.

Estabilização

Moçambique acolheu 6,5 mil militares e observadores que conduziram o país às primeiras eleições multipartidárias.

Equador, Japão, Malta e Suíça também asseguraram a entrada no Conselho

ONU/Manuel Elias

Equador, Japão, Malta e Suíça também asseguraram a entrada no Conselho


O processo foi monitorado por mais 2,3 mil observadores internacionais e das Nações Unidas.

Com apoio da organização, mais de 1,3 milhão de refugiados foram repatriados, na que foi então considerada a maior operação já realizada pela Agência da ONU para refugiados, Acnur.

De acordo com as Nações Unidas, mais de 76 mil soldados foram desmobilizados e recuperadas 155 mil armas na etapa decisiva do processo de estabilização após conflito iniciado em 1976.

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